sexta-feira, 10 de julho de 2015

PROCESSO DE PURIFICAÇÃO - O QUE É A DOENÇA


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Todos os homens, sem exceção, possuem toxinas hereditárias e adquiridas. Toxinas hereditárias são as que se herdam dos pais, e toxinas adquiridas são as dos medicamentos tomados após o nascimento. Talvez achem estranha tal afirmação, pois normalmente se acredita que os medicamentos existem para curar as doenças e restabelecer a saúde.
É crença geral que com a obtenção de melhores remédios se conseguirá resolver o problema da doença, sendo este o principal objetivo dos tratamentos médicos. Todos sabem que especialmente os Estados Unidos têm voltado sua atenção para esse aspecto, concentrando grandes esforços na descoberta de novos medicamentos. Ora, se os remédios possibilitassem a cura das doenças, estas deveriam diminuir gradualmente; por que, então, ocorre justamente o inverso? Não há contradição maior.
Por natureza, na Terra não existe nada que se possa chamar de remédio. O que há são produtos tóxicos que, justamente por isso, fazem efeito. Com a ação do veneno chamado remédio verifica-se uma diminuição dos sintomas da doença, dando a impressão de que houve cura; não se trata, porém, de cura verdadeira.
Mas por que os remédios são venenos?
Quando criou o homem, Deus criou também os alimentos, para manutenção da sua vida. A eles, atribuiu sabor, e ao homem, o sentido do paladar. Portanto, basta a pessoa comer com satisfação aquilo que desejar, para estar nutrida. Só de atentarmos para esse aspecto, perceberemos a perfeição do Criador. Assim, a expressão correta é “o homem vive pela alimentação”, e não “o homem se alimenta para viver.” É o mesmo que acontece com a procriação: apesar do homem e da mulher se unirem por motivos que não são especificamente esse, dessa união resultam filhos, o que constitui um grande mistério.
Em conseqüência do que acabamos de dizer, as funções orgânicas do homem não estão habilitadas a eliminar de maneira completa as substâncias que não são determinadas como alimentos. Encontram-se neste caso os tóxicos dos medicamentos. O mais agravante, no entanto, é que esses tóxicos se concentram em vários pontos do organismo e, com o passar do tempo, acabam se solidificando. Isso se restringe às regiões de atividade nervosa, tal como a parte superior do corpo, principalmente do pescoço para cima. Mais especificamente, o cérebro, seguido pelos olhos, ouvidos, nariz, boca, etc. Antes, porém, as toxinas se solidificam nas proximidades do pescoço, razão pela qual as pessoas sentem nódulos nesse local e nos ombros. Quando elas atingem certo nível, ocorre o processo natural de eliminação, ou seja, a ação purificadora. Nesse caso, as toxinas se dissolvem devido à ação da febre, sendo eliminadas através de tosse, catarro, escarro, suor, urina e outros meios. A isso denominamos gripe; logo, esta é um processo de eliminação de toxinas. Embora seja um pouco penoso, basta a pessoa suportar e deixar a Natureza agir. Com a eliminação das toxinas, o corpo ficará limpo e obter-se-á a cura. A gripe, portanto, é a mais simples ação fisiológica criada pela Divina Providência, e por ela devemos ter gratidão. Ignorando isso, o homem interpreta mal os sofrimentos e as dores da purificação e, para cortá-los, inventou os tratamentos médicos.
Quanto maior a vitalidade da pessoa, mais facilmente ocorrerá a ação purificadora. Para impedi-la, basta enfraquecer essa vitalidade. Daí a utilização do veneno denominado remédio. Desde a antigüidade, ele é extraído de ervas, raízes, cascas de árvores, minerais, vísceras de animais e outras fontes, sendo aplicado sob diversas formas, como chás, pós, medicamentos líquidos, comprimidos, ungüento, injeções, etc. Aplica-se o veneno em pequenas doses, várias vezes ao dia; se as doses forem grandes, coloca-se em risco a vida da pessoa. É considerado bom remédio aquele cujo veneno é razoavelmente forte, mas não a ponto de causar intoxicação.
Através de medicamentos venenosos, o homem veio solidificando toxinas que estavam para ser eliminadas, podendo-se imaginar a grande quantidade de toxinas que o homem moderno possui em seu corpo. Dessa forma, ele se torna uma presa fácil das doenças, fato evidenciado pelo aparecimento da medicina preventiva e pelo temor da gripe. Por outro lado, as pessoas estão contentes porque a vida média do ser humano alcançou a casa dos sessenta anos. Grande erro, pois, se conseguir libertar-se das doenças, o homem poderá viver tranqüilamente por mais de cem anos. A morte antes dessa idade é antinatural; uma vez livre das doenças, ele morrerá de morte natural e, obviamente, sua vida irá se prolongar.
Os tratamentos médicos, por conseguinte, não curam as doenças; simplesmente minoram durante algum tempo seus sintomas. Todos os tratamentos recomendados – repouso absoluto, aplicação de compressas, ungüentos, bolsas de gelo, eletricidade, banhos de luz e outros – são métodos para solidificar as toxinas. Entre eles, diferem um pouco os tratamentos por meio de calor e a moxa, mas estes apenas conduzem as toxinas para determinado ponto. Através do estímulo do calor consegue-se alívio, mas, com o passar do tempo, elas voltam à sua posição original. Portanto, o único método que promove a verdadeira cura das doenças é aquele que dissolve e elimina as toxinas.
1o de janeiro de 1953
Alicerce do Paraíso. Vol. 3

quinta-feira, 9 de julho de 2015

SAÚDE APARENTE E SAÚDE VERDADEIRA








A Criação da Civilização


Como vimos, a doença é a manifestação de uma purificação. Quando se recorre ao tratamento médico, ele simplesmente suspende esta purificação ao invés de atingir a verdadeira causa. Muitas pessoas parecem levar uma vida saudável e socialmente ativa, mas quase todos tem toxinas nos seus corpos. A aparência externa de boa saúde só é possível simplesmente porque a toxina se solidifica ao ponto de que nenhuma purificação ocorre.

No entanto, uma purificação pode ocorrer a qualquer tempo, sem aviso, o que produz ansiedade, já que as pessoas não sabem o que esperar de seus corpos. Uma epidemia pode provocar medo generalizado de contágio. Uma leve friagem faz com que as pessoas se preocupem de terem contraído um resfriado; um leve acesso de tosse, letargia ou fadiga pode assustar seriamente as pessoas que consideram este quadro como o estágio inicial da tuberculose. Uma dor no abdomen e logo se pensa em apendicite ou peritonite. Com a vinda da febre e chiados, imediatamente se lembra de pneumonia. Quando alguém sente a respiração curta ou tem palpitações, ele teme que há algo de errado com o seu coração. Olhos inchados e uma sensação pesada na parte inferior das costas torna-se uma suspeita de algum tipo de problema com os rins.

Para as mulheres, dores na parte inferior das costas ou abdomen, calafrios, ou leucorréia dizem que há algo de errado na área do útero. A prostração nas crianças faz com que os pais temam alguma temível doença. Quando as pessoas acabam, finalmente, ficando doentes, consultam os médicos e tomam remédios. Isto tem-se tornado a reação mais comum, e mesmo se ninguém e verdadeiramente curado, quase todos continuam a confiar implicitamente na medicina.

Na minha juventude, eu também tive a mesma reação. Lembro-me quando com trinta anos, fui a uma estancia de águas quentes nas montanhas de Shunshu, no Japão. Ao chegar numa pensão, imediatamente perguntei a camareira se havia um médico na cidade. Ao saber que havia, perguntei-lhe se era um médico qualificado. Ela respondeu que ouvira dizer que ele se formou por uma das melhores universidades nesta primavera. Quando soube disto, senti-me seguro em ficar aí durante vários dias e somente então é que pude relaxar e apreciar a estada. Soube depois que muitos outros pensavam da mesma forma que eu; afinal, não era tão diferente assim dos demais.

Acreditei que já que ninguém pode-me dizer quando ou onde a doença irá atacar, deveria encontrar um médico que fosse suficientemente bondoso e dedicado de modo que pudesse chamá-lo a qualquer hora. Encontrei um médico assim e me esforcei muito para desenvolver uma amizade com ele. Eventualmente ficamos íntimos como parentes e ele era o nosso intermediário quando me casei. Naquela época, tinha muita confiança na medicina, que faz com que seja fácil compreender a fé implícita que a maiorias das pessoas hoje deposita nos médicos e tratamentos médicos.

Fiquei muito abalado ao saber que a medicina, ao invés de curar as doenças, tinha o efeito justamente oposto. Já que esta verdade foi revelada por Deus, simplesmente devemos ter fé nisto, o que talvez torne ainda mais difícil para que as pessoas abandonem a sua confiança na racionalidade supostamente concreta e científica da medicina e abracem a esta verdade. É uma grande pena que as pessoas, ainda inconscientes de que a medicina está enfraquecendo os seus corpos e encurtando as suas vidas, continuem a ser gratas pelo que a medicina parece estar fazendo por elas. Para salvar a humanidade, é extremamente necessário que as pessoas se livrem dos seus preconceitos, mas é também extremamente difícil fazer com que as pessoas reconheçam que as suas crenças estão erradas.

Atualmente, a crença na medicina é tão tenaz quanto uma superstição. Muitos continuarão não convencidos, mesmo após uma observação em primeira mão ou após uma cura bem sucedida pelo Johrei. Existem uns poucos que imediatamente aceitarão a verdade, mas o fascínio da superstição médica é muito forte. Um homem pode ter uma doença que resiste a todo e qualquer tratamento médico ou outra terapia; gasta muito dinheiro mas a sua condição continua a piorar. Pode estar criticamente doente, mas ele não aceitará facilmente o Johrei mesmo após ter ouvido falar da sua eficácia. Mesmo aqueles que estão considerando o suicídio como uma resposta final aos seus problemas de saúde, raramente abrirão as suas mentes ao Johrei. Numa tentativa de salvar as suas vidas, algumas pessoas se submeterão ceticamente ao Johrei. O seu estado de espírito neste momento aparece nitidamente nos testemunhos que têm fornecido.

O temor da doença e uma confiança profundamente arraigada na medicina são comuns a quase todos nós. Mas o nosso medo da doença se origina da incapacidade da medicina para curar. Um mal compartilhado por quase todos é um resfriado acompanhado por uma febre razoavelmente alta. Podemo-nos preocupar pensando que isto é um início de alguma doença séria mas, por outro lado, podemos nos consolar de que é um simples resfriado e não há motivos para nos preocuparmos. Mesmo assim, lá dentro da nossa cabeça já que não se pode ter fé absoluta na medicina, o pensamento de que pode ser algo sério não é inteiramente descartado. Tratamentos genuinamente eficazes deveriam facilmente curar as doenças comuns tais como resfriados ou dores no estômago, bem como diagnosticar corretamente qualquer problema sério.

A verdadeira ciência da cura revelaria inequivocamente a causa de qualquer doença, o que havia de errado com os tratamentos anteriores, o que deveria ser feito para curá-la, o prognóstico e se há perigo de vida. O paciente poderia confiar plenamente em tudo que constasse do diagnóstico. Se a existência de tal medicina fosse conhecida e se todos tivessem plena confiança nela, todos nós estaríamos livres de qualquer preocupação relativa a doença. Contudo se pudermos compreender a função de purgação na doença, isto é, o fato de que a doença significa uma limpeza das impurezas e uma melhora na saúde, qualquer doença seria positivamente benvinda ao invés de rejeitada devido a ignorância. Isto seria a verdadeira medicina, a verdadeira ciência da cura.

Esse método de cura existe. O Johrei foi revelado e colocado em prática e tem produzido resultados maravilhosos. Na nossa arte de curar, usamos a palavra "purificação" para descrever a doença, o que indica com maior precisão a natureza da condição sem ter a conotação negativa de "doença". Para descrever o estado em que as toxinas estão presentes e uma purificação está latente, usamos a expressão "pseudo-saúde", pois a pessoa parece estar com saúde perfeita. A verdadeira saúde é a condição em que não ocorre nenhuma doença porque o corpo está completamente livre de toxinas. No entanto, provavelmente não existe ninguém cujo corpo esteja completamente livre de toxinas, uma condição que dá origem à ansiedade e curiosos produtos secundários como a grande variedade de programas de seguro de saúde que temos atualmente.

Assim, quase todos vivem com pseudo-saúde e a maioria tem algum problema, quer seja latente ou ativo. Para alguns, o menor trabalho provoca dores de cabeça ou no pescoço e ombros duros enquanto que outros sofrem, ao menor esforço, de falta de fôlego ou febre. Alguns são suscetíveis a resfriados, outros são hipersensíveis a certos alimentos e sofrem de dores abdominais ou diarreia. Várias vezes ao ano, muitos ficam de cama devido à doença e talvez num intervalo de alguns anos, ficam hospitalizados. Não têem nenhuma confiança nos seus próprios corpos e são atormentados por inquietação. Pessoas extremamente ansiosas imprudentemente se sujeitam a numerosas operações, que freqüentemente danificam permanentemente seus organismos: Isto pode ocorrer em operações de câncer de seio ou a remoção de um ou ambos dos ovários, apêndice, rim e amputações, para mencionar apenas algumas das desnecessárias operações a que as pessoas se submetem. E os médicos parecem nem se importar sobre tais procedimentos drásticos a aleijantes. Precisam operar porque não conhecem nenhum outro método de tratamento. No entanto, são os pacientes que sofrem e hoje devem estar mais arrependidos do que antes. Muitos deles estão agora confinados numa cama, incapazes de obter ajuda de uma cultura que em outros campos progrediu tanto. A verdadeira ciência da cura altera o estado de pseudo-saúde para um estado de verdadeira saúde, eliminando todas as substâncias tóxicas que provocam as várias doenças. Esta verdadeira medicina pode mudar todas as nossas vidas e nos fornecer uma esperança alicerçada para o futuro.

http://www.meishusama.org/…/…/saudefalsaesaudeverdadeira.htm

ELO ESPIRITUAL



Até agora pouco se tem falado sobre elo espiritual, porque ainda se desconhece a sua importância. Entretanto, embora os elos espirituais sejam invisíveis e mais rarefeitos que a atmosfera, através deles todos os seres são influenciados consideravelmente. No homem, eles tornam-se o veículo transmissor da causa da felicidade e da infelicidade. Em sentido amplo, exercem influência até sobre a História. Portanto, o homem deve conhecer o seu significado.


Primeiramente desejo advertir que isso é Ciência, é Religião e também preparação para o futuro. O princípio da relatividade, os raios cósmicos e os problemas referentes à sociedade ou ao indivíduo, tudo se relaciona com os elos espirituais. Vejamos a relação existente entre eles e o homem.

Tomemos como exemplo um homem qualquer: pode ser o próprio leitor. Ele não sabe quantos elos espirituais estão ligados a ele; podem ser poucos, dezenas, centenas ou milhares. Há elos espirituais grossos e finos, compridos e curtos, bons e maus, e constantemente causam influência e transformação no homem. Portanto, não é absurdo dizer que este se mantém vivo graças aos elos espirituais. Entre estes, o mais forte é o que existe entre um casal; a seguir, o que existe entre pais e filhos, entre irmãos, entre tios e sobrinhos, entre primos, amigos, conhecidos, etc. Creio que as expressões “laços de afinidade” e “ter afinidade com alguém”, usadas desde a Antigüidade, referem-se aos elos espirituais.

Os elos espirituais sempre se modificam, tornando-se grossos ou finos. Quando há harmonia entre o casal, ele é grosso e brilhante; quando os cônjuges estão em conflito, ele torna-se mais fino e perde o brilho. Entre pais e filhos, entre irmãos, etc., dá-se a mesma coisa.

Também podem ser formados novos elos, quando uma pessoa trava conhecimento com outra, quando inicia uma amizade e, principalmente, um namoro. Chegando o namoro ao clímax, o elo torna-se infinitamente grosso e transmite intensas vibrações de um para o outro. São trocadas não só sensações agradáveis e sutis, mas também de tristeza e solidão. Por esse motivo, o elo espiritual torna-se extremamente forte e é impossível a separação. Nesse caso, mesmo que uma terceira pessoa tente interferir no romance, não só não obterá nenhum resultado mas, ao contrário, fará aumentar ainda mais o grau da paixão. Quando duas pessoas se amam, é como o pólo positivo e o pólo negativo em eletricidade, que se tocam e geram a energia elétrica; nesse caso, o elo espiritual trabalha como fio elétrico. Tempos atrás, extinguindo espiritualmente o pólo positivo, salvei duas estudantes que, envolvidas num amor lésbico, estavam a um passo de duplo suicídio. Consegui que a moça que representava o pólo positivo voltasse à normalidade em cerca de uma semana. Esfriado o ardor da paixão, foi rompido o elo espiritual, e a outra, automaticamente, também voltou à normalidade.

O elo espiritual entre pessoas que não têm laços de consangüinidade pode ser rompido, mas é impossível romper o que existe entre parentes consangüíneos. No caso de pais e filhos, deve-se dar atenção a um ponto: como eles sempre estão pensando uns nos outros, o caráter dos filhos sofre a influência do caráter dos pais, através do elo espiritual. Portanto, se os pais desejam melhorar os filhos, em primeiro lugar devem melhorar a si mesmos. Freqüentemente eles fazem coisas erradas e vivem advertindo os filhos, porém isso não dá muito resultado, e o motivo é o que acabamos de expor. Muitas vezes, entretanto, admiramo-nos por ver pais maravilhosos com um filho transviado. A verdade é que esses pais são boas pessoas por interesse e apenas na aparência, mas seu espírito está maculado, e isso se reflete no filho. Pode também acontecer que, entre dois irmãos, um seja bom e outro seja corrupto. A causa está na vida anterior e nas máculas dos pais. Para que possam compreendê-lo, falarei sobre o princípio da reencarnação.

Após a morte, o espírito vai para o Mundo Espiritual, isto é, nasce nesse mundo. Referindo-se à morte, os budistas usam a expressão “Odyo”, que significa “vir para nascer”. Analisando do ponto de vista do Mundo Espiritual, é realmente o que acontece. Ali se efetua a purificação das máculas acumuladas no Mundo Material, e os espíritos que atingiram certo grau de purificação voltam a nascer neste mundo, ou melhor, reencarnam. Todavia, há pessoas perversas que se arrependem ao morrer, seja por medo do castigo, seja por outros motivos. Tendo compreendido que o homem nunca deve praticar o mal, fazem o firme propósito de se tornarem virtuosas na próxima vida e, quando reencarnam, praticam realmente o bem. Vemos, pois, que, embora alguém seja muito bom nesta vida, na encarnação anterior pode ter sido um grande perverso.

Muitos homens, enquanto estão vivos, não acreditam na vida após a morte e, depois que morrem, não conseguem se integrar no Mundo Espiritual. Pelo apego à vida, reencarnam antes de estarem suficientemente purificados e sofrem várias purificações no Mundo Material, pelas máculas que ainda restam em seu espírito. Como o sofrimento é uma ação purificadora, um homem pode ser infeliz apesar de ter sido bom desde que nasceu. Os defeituosos de nascença, como por exemplo cegos, mudos e aleijados, são pessoas que tiveram morte violenta na encarnação anterior e reencarnaram antes de concluída a purificação.

Um caso interessante e freqüente de reencarnação é o de crianças que nascem com feições de velho. Isso acontece porque essas pessoas morreram idosas na vida anterior e reencarnaram precocemente; só dois ou três meses após o nascimento é que tomam feições de bebê.

Ocorre, ainda, o caso do reflexo das más características dos pais sobre um dos filhos, o qual se torna perverso, ao passo que num outro se reflete a consciência, ou melhor, o lado bom dos pais, e por isso este filho se torna bondoso. Acontece também com freqüência que, tendo os pais enriquecido ilicitamente, um filho se torne esbanjador, gastando dinheiro como água, até acabar com a fortuna da família. Como se trata de riqueza ilícita, os ancestrais escolhem um descendente que, dilapidando essa riqueza, na verdade está trabalhando para salvar a família. Desconhecendo essa verdade, as pessoas acham que tal filho é desprezível; por isso, ele é digno de pena.

Estamos ligados por elos espirituais não só aos parentes e amigos vivos, mas também àqueles que se encontram no Mundo Espiritual. Existe, ainda, o elo espiritual que nos liga a Deus e também o que nos liga a Satanás. Deus nos estimula para o bem, e Satanás para o mal. O homem é manejado constantemente por uma força ou por outra. Assim, o espírito que foi purificado até certo ponto no Mundo Espiritual é escolhido como Espírito Guardião, o qual protege a pessoa confiada à sua guarda, através do elo espiritual que os une. Quando ela está sujeita a um perigo iminente, o Espírito Guardião transmite-lhe um aviso e tenta salvá-la. Como exemplo disso, podemos citar o caso de uma pessoa que vai pegar um trem mas que, por ter se atrasado ou por algum outro problema, não o pega, tomando o trem seguinte. Aí, acontece um desastre com o trem que ela não pegou, e muitos morrem ou ficam feridos. A pessoa foi salva graças ao trabalho do Espírito Guardião, que conhece antecipadamente o destino de quem lhe foi confiado no Mundo Material.

A quantidade de elos espirituais varia de acordo com a posição que o homem ocupa. Numa família, quem os possui em maior número é o chefe, ligando-o com os familiares, com os empregados, com os amigos, etc. Tratando-se do presidente de uma firma, possui elos com todos os funcionários; se for homem público, como prefeito de uma cidade, governador de estado, primeiro-ministro, presidente, imperador, etc., tem elos espirituais com todos aqueles que estão sob sua administração ou governo. Quanto mais elevada a posição do homem, maior se torna o número de seus elos espirituais. Sendo assim, a personalidade de um líder tem que ser nobre, porque, se no seu espírito houver impurezas, isso se refletirá nocivamente sobre grande número de pessoas, atuando sobre o pensamento delas. O primeiro-ministro de um país, por exemplo, deve ser um homem de grande personalidade; além de muita sabedoria, deve ter muita sinceridade. Caso contrário, o pensamento do povo se deteriora, a moral relaxa, e o número de criminosos torna-se cada vez maior. Principalmente os educadores, se soubessem que seu caráter se reflete sobre os alunos através dos elos espirituais, deveriam tornar-se pessoas dignas de exercerem essa profissão, procurando constantemente aperfeiçoar o próprio espírito.

Os religiosos – especialmente os fundadores, presidentes ou ministros de uma religião – sendo venerados por grande número de fiéis como deuses vivos, devem ter muito cuidado, pois exercem uma influência notável. Se praticarem atos condenáveis, aproveitando-se de sua posição, isso se refletirá no conjunto dos fiéis, e essa religião acabará por se desmoronar, pois aqueles atos serão do conhecimento de todos.

Mas não é só o homem que tem elos espirituais. Também Deus tem elos que O ligam aos homens. A diferença é que os de Deus possuem uma luz intensa, e os do homem, mesmo dos mais elevados, possuem luz tênue; em geral são como linhas branco-acinzentadas. Quanto mais perversa for a pessoa, mais escuros serão os seus elos espirituais. Comumente, ao escolhermos amigos, desejamos que sejam pessoas boas, pois, misturando-se com o bem, o homem torna-se bom, e misturando-se com o mal, torna-se mau, graças às influências transmitidas pelos elos espirituais.

Mesmo entre as entidades há os justos e os satânicos. Se o homem sempre venerar as divindades, seu espírito será purificado, porque elas têm elos espirituais intensamente luminosos. Se venerar as entidades satânicas, ao invés de luz, receberá fluidos maléficos que afetarão seu pensamento, e por isso se tornará infeliz. Portanto, para seguir uma Fé, é essencial o homem discernir o bem e o mal. A intensidade da luz varia conforme o nível da divindade. Quanto mais elevada ela for, maior número de milagres promoverá, porque a luz dos seus elos espirituais é muito mais forte.

Existe atividade dos elos espirituais não só no homem, mas em todas as coisas. Por exemplo: a casa onde residimos, os objetos que sempre usamos, entre os quais roupas e jóias, e principalmente as coisas de que mais gostamos, possuem conosco um elo espiritual mais grosso. Numa antiga revista espiritualista dos Estados Unidos, foi publicada uma reportagem sobre uma senhora que tinha um poder misterioso: pelos objetos, ela identificava a fisionomia, a idade e as atividades recentes do seu dono. Quando contemplava atentamente um objeto, tinha a impressão de estar diante da fotografia da pessoa. Isso ocorria por causa do elo espiritual existente entre a pessoa e o objeto. Através desse exemplo podemos perceber como é sutil e profunda a atuação dos elos espirituais.

Recentemente, começaram a fazer pesquisas científicas sobre os chamados raios cósmicos, os quais, a meu ver, são os elos espirituais que unem a Terra aos outros astros. Desde que foi criada, a Terra mantém o equilíbrio no espaço graças aos elos espirituais dos astros ao seu redor, que a atraem. Esses elos, cujo número é incalculável – milhões ou bilhões – penetram até o centro da Terra. Aproveitando a oportunidade, vou explicar rapidamente a relação entre a Terra e o Céu (espaço sideral).

Eles são como dois espelhos, um em frente ao outro. No espaço sideral há dois tipos de astros: os luminosos e os opacos. Por não ter luz, o astro opaco não se torna visível aos olhos humanos, mas, com o passar do tempo, vai se transformando em astro luminoso, pelo endurecimento de matérias cósmicas; ao atingir o máximo de endurecimento, começa a brilhar. É por esse motivo que o mineral mais duro existente na Terra – o diamante – é o que mais brilha.

Na época da criação do nosso planeta, o número de astros visíveis era tão pequeno como o das estrelas durante a madrugada. Esse número cresceu proporcionalmente ao aumento da população; portanto, assim como é impossível calcular o aumento da população humana no futuro, é impossível calcular o aumento do número de astros. Freqüentemente os astrônomos descobrem novos astros, mas o que realmente acontece é a transformação de um astro opaco em astro luminoso, o qual passa a ser percebido pelos olhos humanos. Quanto às estrelas cadentes, representam a ação de desintegração das estrelas, e o meteoro é um fragmento delas.

Todos os astros exercem influência sobre a humanidade: não só os grandes planetas, como Júpiter, Marte, Saturno, Vênus, Mercúrio e outros, mas também as inumeráveis estrelas – grandes, médias e pequenas. Assim como se destacam os cinco grandes planetas citados, em cada época existem cinco personalidades mundiais. Também acho interessante compararem o homem às estrelas, e, referindo-se a personalidades renomadas, falarem em “passagem de uma grande estrela”, ou “queda de uma estrela”.

A História registra que inclusive no Ocidente houve uma época em que se dava muita importância à Astrologia, e os mestres religiosos consultavam os astros para ver a sorte ou o infortúnio, a felicidade ou a infelicidade do homem, para analisar as doenças, etc. A Astrologia teve, pois, uma importância mundial. Na China, a ciência da adivinhação também tomava por base os nove planetas. Para mim, não é sem cabimento o interesse que os antigos tinham pelo estudo dos astros.

25 de outubro de 1949


Retirado do livro 'Alicerce do Paraíso'.




quarta-feira, 8 de julho de 2015

JOHREI e FELICIDADE


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Aparentemente a finalidade do Johrei é a cura das doenças. Mas, na verdade, o seu objetivo é muito mais amplo. Em síntese, Johrei é uma maneira de criar felicidade. Em termos simples, o Johrei cura as enfermidades porque dissipa a sua causa, que são as núvens espirituais. Mas ao purificar o corpo espiritual de suas nuvens, o Johrei elimina, simultaneamente, todos os sofrimentos do ser humano. Porque a pobreza e o conflito também são manifestações da ação purificadora, que se apresenta sob forma de doença, pobreza e conflito. Dentre as purificações, entretanto, a pricipal é a doença, porque afeta a própria vida. Portanto, resolvido o problema da doença, a pobreza e os conflitos também o serão. Este é o princípio da felicidade.


A causa da infelicidade está nas nuvens espirituais. Isto é bastante claro. A maneira mais simples e decisiva de dissipar as nuvens espirituais é o Johrei, cujo objetivo, repito, não é somente a cura das doenças. Esplicarei melhor esse ponto.

O corpo do ser humano respira do mundo material; o espírito vive no mundo espiritual. O estado do mundo espiritual influencia o corpo espiritual, refletindo-se no corpo físico. Portanto, o destino do ser humano tem suas raízes no mundo espiritual.

Tanto o mundo material como o mundo espiritual apresentam escalas de diferentes graus, dividindo-se em três grandes planos: superior, médio e inferior. Cada um desses três planos se subdivide em 60 graus ou subplanos, formando um total de 180 graus mais um. Um, é o Supremo Deus. Todos os demais espíritos, divinos ou humanos, pertencem a um dos 180 graus ou subplanos restantes. Essa é a classificação vertical. No sentido horizontal, cada subplano forma uma faixa que constitui um mundo à parte. Esses mundos superpostos se estendem desde o inferno até ao céu.

Suponhamos que o espírito de um homem viva num dos 20 subplanos inferiores do plano inferior. Isto equivale ao ponto mais baixo do plano inferior. É um mundo repleto dos piores sofrimentos, que, refletido no corpo material, surge como um estado de sofrimento abismal.

Nos 20 graus imediatamente superiores, o sofrimento já é mais brando. E quando o espírito sobe outros 20 graus, sua situação melhora acentuadamente. Assim, a proporção de alegrias e sofrimentos difere de nível para nível. Ultrapassados os 60 subplanos inferiores, o espírito atinge o plano médio. Isto equivale ao purgatório e corresponde ao mundo material. Mas quando o espírito sobe aos 60 graus superiores, ingressa no mundo celestial, o Reino dos Céus, passando a integrar a categoria dos anjos, que vivem num estado de júbilo perene.

Consequentemente, de acordo com o nível em que se situa o seu espírito, assim será o destino do indivíduo. Por isso, o homem deve esforçar-se para se elevar, ainda que seja de um único grau. Quanto mais se elevar, mais isento ficará de sofrimentos e tanto maior será a sua felicidade.

A RESPEITO DOS SONHOS




Constantemente me fazem perguntas a respeito dos sonhos, por isso vou falar sobre esse tema.

Talvez não haja uma só pessoa que não sonhe, ao dormir. Os sonhos podem ser de vários tipos: mensagens das divindades, avisos do Espírito Guardião, sonhos com pessoas nas quais nem pensamos, sonhos que vêm a se concretizar de forma idêntica ou contrária ao que se sonhou, etc.


A palavra “yume” (sonho) é resultante da condensação de “yumei”, palavra com que se designa o nebuloso mundo após a morte. Isso quer dizer que o espírito se liberta do corpo enquanto dormimos e vai para esse mundo nebuloso. Nessa ocasião, aquilo que temos no nosso subconsciente e os nossos desejos constantes aparecem nas formas mais variadas, sem sentido algum. Quando o espírito se evade para o Mundo Espiritual, fica ligado ao corpo pelo elo espiritual; quando a pessoa acorda, ele volta instantaneamente.

A mensagem das divindades através de sonhos restringe-se às pessoas que têm fé. O espírito Divino que é alvo de sua fé dá-lhes avisos sempre que houver alguma necessidade. Os avisos do Espírito Guardião aparecem geralmente sob forma de alegoria, precisando ser interpretados. Como já disse muitas vezes, o Mundo Material é um reflexo do Mundo Espiritual, onde tudo acontece primeiro. Por isso, nosso Guardião, que está neste último, utiliza-se dos sonhos para nos alertar. Os pressentimentos que temos comumente são avisos seus.

Há alguns pontos que devemos esclarecer. Dizem que não sonhamos quando dormimos profundamente, mas é um engano. Naturalmente, quando estamos muito cansados, não sonhamos; no caso de sono não muito profundo, podemos sonhar. Contudo, não devemos nos preocupar com isso, pois, se sonharmos mesmo nessa circunstância, é porque estamos realmente dormindo. Às vezes eu até chego a sonhar durante um ou dois minutos quando converso com as pessoas, e também quando estou dormindo em pé, no ônibus, porém isso não quer dizer nada.

As pessoas que sonham ficam preocupadas, achando que não são inteligentes, mas isso não é verdade. Eu, por exemplo, quando era jovem, quase não sonhava, e acho que naquela época era menos inteligente do que hoje.

25 de janeiro de 1949


Retirado do livro "Alicerce do Paraíso".

terça-feira, 7 de julho de 2015

A FOFOCA


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Parte inferior do formulário
Como algo tão detestável pode acontecer tão frequentemente?


Talvez a resposta seja: sutileza. Diz o sábio Salomão: "As palavras do mexeriqueiro são como doces bocados, penetram até o íntimo do homem" (Pv 18.8), ou seja, segundo a Bíblia, a fofoca é saborosa para quem a escuta. Na tradução desse mesmo versículo segundo a NVI, o termo comparativo é "apetitosos petiscos".

E tal comparação é perfeita: ouvir uma fofoca é tão irresistível quanto comer um quitute ou um docinho atraente. E por que a fofoca não é comparada a um pernil assado ou uma pratada de feijoada? Porque comida enche e, uma vez cheio, você não come mais. Mas a fofoca é servida em pequenas porções. A fofoca é o quibezinho do mal, o cajuzinho da discórdia, o chocolate BIS da intriga. E uma vez no seu interior a fofoca não enche, pelo contrário, abre seu apetite.

Portanto, ainda que não sejamos fofoqueiros, se somos 'consumidores de fofoca', somos co-autores do mal. E da mesma forma que o prazer de saborear um acepipe fica explícito, a satisfação com a fofoca ouvida também. E o fofoqueiro-quitandeiro se sentirá à vontade para nos oferecer um segundo bombozinho de trufa de jararaca.

O apóstolo Paulo faz duas vezes a mesma recomendação a Timóteo: "Evita as conversas vãs e os falatórios" (I Tm 6.20; II Tm 2.16). Os termos originais em grego para tais vocábulos são: bebelos e kenophania. "Bebelos" significa profano, irreligioso e ímpio; e é o mesmo termo para a palavra 'bibelôs' que são bugigangas ou enfeites supérfluos. Já 'kenophania' vem da junção dos termos 'kenos' (vazio) e 'phone' (som). Ou seja: conversa vazia e inútil, linguagem vã e estéril.

Por que fofocamos? - Certamente diremos que não gostamos de fofoca. Diremos mais: diremos que odiamos fofoca e fofoqueiros. Então, como uma raça tão odiada se perpetua e se multiplica tanto? Porque nós a alimentamos: "Sem lenha o fogo se apaga; não havendo fofoqueiro, cessa a contenda" (Pv 26.20)

Não gostamos de fofoca, mas gostamos de condenar o outro - dizemos: "Não estou fofocando. É que não aprovo o que Fulano fez de errado."

Não gostamos de fofoca, mas gostamos de bajular e fazer 'média' - Pois dizemos: "Só vou te contar isso porque sou muito seu amigo, sou de confiança..."

Não gostamos de fofocar, mas gostamos de autopromoção à custa da falha dos outros - Pois dizemos: "O Fulano fez... eu não faço"

Não gostamos de fofocar, mas gostamos que se compadeçam de nós - Pois dizemos: "Você imagina só o que o Fulano fez comigo?"

Não gostamos de fofoca, mas gostamos de acirrar os ânimos - Pois dizemos: "Assim que souberem o que o Fulano fez, eu só quero é ver o circo pegar fogo!"

Não gostamos de fofoca, mas gostamos de chocar o próximo - Pois dizemos: "Você não imagina o que o Fulano disse de você..."

E por que afinal a fofoca é ruim? Por que não podemos noticiar o mal que o outro fez?

Em primeiro lugar, porque não nos compete julgar. Não temos conhecimento dos fatos e corremos o sério risco de divulgar algo que não ocorreu exatamente da forma como relatamos.

Em segundo lugar, a fofoca NUNCA EDIFICA. Nunca promove o bem estar de quem ouve. Você já viu alguém ouvir uma fofoca e bradar: Graças a Deus! Ouviu?

A fofoca revela intimidades, segredos e confidências e a Bíblia diz: "O que anda mexericando descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre" (Pv 11.13).

A fofoca é injusta. Expõe o outro sem que lhe seja dado o direito de se defender.

A fofoca promove separação e discórdia - "O que encobre a transgressão promove o amor, mas o que renova a questão separa os maiores amigos" (Pv 17.9)

O fim da fofoca é simples. Não existe autofofoca. O fofoqueiro precisa de alguém que lhe dê ouvidos. É extremamente difícil calar um fofoqueiro uma vez que ele iniciou a conversa. Então evite o fofoqueiro. Aprenda a identificá-lo:

Características do fofoqueiro

1. - quer se mostrar seu amigo (íntimo). Chega dando tapinhas nas costas e te pegando pelo braço - "Vem cá que tenho que te contar uma coisa..."

2. - quer se mostrar seu defensor, alertando-o - "Olha, só te conto porque quero o seu bem..."

3. - fala demasiadamente, o tempo todo, de tudo e de todos.

4. - toma conclusões precipitadas - Você nunca ouvirá um fofoqueiro dizer que é melhor apurar melhor os fatos. Pelo contrário, sua máxima é: "Eu já sabia. Eu sempre soube. Nunca me enganei com Fulano..."

5. - abre espaço para a crítica elogiando primeiro - "Não tenho nada contra o Fulano, mas..." ou "Gosto muito de Sicrano, só que..."

Diante do fofoqueiro, o antídoto é certo: elogie o 'fofocado', defenda-o e convide o fofoqueiro a orar por ele e a perdoá-lo. Pois é exatamente esse tratamento que recebemos de DEUS quando pecamos. Ele intercede por nós, nos defende e nos perdoa. Por isso que ninguém gosta de contar fofoca pra Ele.





AMOR CORRETO E AMOR INCORRETO






Dizem que a fé é amor, mas existem vários tipos de amor: amor correto, amor incorreto, amor amplo, amor limitado, etc. É por isso que os que possuem fé não podem deixar de ter um entendimento correto sobre o amor.


Em primeiro lugar, darei exemplos de amor correto. Nele se inclui o amor no lar – entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos, etc. – e o amor relativo às demais pessoas, tais como amigos, parentes ou conhecidos. Por mais que esse tipo de amor aumente, não há nenhuma censura a fazer. O problema é o amor incorreto.

Obviamente, o amor incorreto é o oposto do anterior: quebra a hamonia entre marido e mulher, esfria as relações entre pais, filhos e irmãos, causa desentendimentos entre amigos e parentes, distancia as relações, etc. Isso é muito freqüente na sociedade, sendo causado pelo amor incorreto, ou pelo amor escasso.

Essa é uma classificação genérica do amor correto e do amor incorreto. Entretanto, entre esses tipos de amor, o que talvez precisa ser mais analisado é o amor-paixão. Como já tive oportunidade de explicar, mesmo nesse tipo de amor existe o correto e o incorreto. Naturalmente, o amor de jovens puros, que objetivam o casamento, é um amor-paixão correto. Mas o amor-paixão muito freqüente na sociedade, motivado por um impulso momentâneo, fútil, isto é, amor intempestivo como uma febre tropical, é amor incorreto. Em suma, o amor-paixão não embasado na Inteligência Superior é amor incorreto. Se ele progride demais, invariavelmente gera situações trágicas. Isto porque, apesar de a pessoa ter esposo ou esposa, o amor-paixão é dirigido para terceiros. Existem pessoas que acabam caindo num destino catastrófico para o resto de seus dias e até perdem a vida por causa de um prazer de pouca duração. É por isso que devem acautelar-se ao máximo, pois não há nada que cause tão grandes prejuízos como esse tipo de amor-paixão.

Fiz uma crítica bem simples a respeito do bem e do mal no amor-paixão. Agora desejo explanar sobre a amplitude do amor. Como eu disse anteriormente, o amor entre familiares e o amor pelas coisas que nos rodeiam é amor de caráter “Shojo” (restrito), que pertence ao grupo do amor-próprio, sendo mais freqüente nas pessoas comuns. É inerente ao tipo comum das pessoas boas, existindo, também, nos agnósticos; quanto a estes, não tenho nada de especial a comentar, mas, em se tratando de verdadeiras pessoas de fé, é totalmente diferente. O amor dos que têm fé é “Daijo”, ou seja, altruísta. Este amor “Daijo” ampliado ao máximo é o amor à humanidade, é o amor ao mundo.

Devemos atentar para o fato de que os japoneses, até o fim da Segunda Guerra Mundial, não conheciam o verdadeiro amor “Daijo”. Para eles, a mais ampla e elevada forma de amor era o amor à pátria. Como todos sabem, seu maior objetivo consistia em dar a vida por ela, mas, como se tratava de amor “Shojo”, resultante da crença de que isso era o que havia de mais importante, causou a lamentável situação em que o Japão se encontra atualmente. Portanto, como o amor limitado a um povo ou a uma classe não é verdadeiro, mesmo que se prospere por um momento, inevitavelmente acaba-se fracassando. Conseqüentemente, como eu disse antes, por mais que as pessoas se esforcem com um objetivo limitado, afirmando pertencer a esta ou àquela ideologia, não há possibilidade de grande sucesso. Tratando-se de ideologia, só o cosmopolitismo é verdadeiro. Nesse sentido, para que a religião seja aceita como a verdadeira salvação, ela também deve ser de caráter universal. É por esse motivo que a nossa Igreja teve seu nome completado com a palavra Mundial.


18 de outubro de 1950



Retirado do livro "Alicerce do Paraíso".