sexta-feira, 10 de julho de 2015

PROCESSO DE PURIFICAÇÃO - A VERDADEIRA CAUSA DA DOENÇA ESTÁ NO “ESPÍRITO”

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Tudo que existe no mundo é composto de matéria e espirito, sendo que a deterioração e decomposição da matéria é causada pelo abandono do espírito. Mesmo em relação às pedras, existe um tipo, chamado pedra morta, que se esfarela com facilidade, e isso também se deve à ausência de espírito. A ferrugem que se forma no ferro tem a mesma causa, podendo-se dizer que ela é o cadáver do ferro. A existência de pouca ferrugem em espadas bastante polidas ou espelhos antigos, explica-se pelo fato de estar impregnado neles o espírito do artesão.
O homem é constituído pela união inseparável do espírito com o corpo físico; a partida do espírito para o Mundo Espiritual constitui aquilo a que chamamos morte. Todos os animais possuem, no centro do espírito, a consciência e, no centro deste, a alma. O tamanho da consciência é 1% do espírito, e o da alma é 1% da consciência. Assim, primeiramente há ação da alma e da consciência; com a ação desta última, verifica-se a ação do espírito e, com esta, a ação do corpo físico. Dessa forma, todas as ações do homem e fenômenos do corpo físico têm origem na alma. Relacionando com o bem e o mal, o corpo físico representa o mal; a consciência, o bem. Da mesma forma, a consciência representa o mal, e a alma, o bem. O repetido atrito entre o bem e o mal gera a harmonia, manifestando-se como força e capacidade de viver.
De acordo com o princípio exposto, o aparecimento da própria doença ocorre numa parte do espírito, que move o corpo material. Apesar de pequena, a alma é auto-elástico: quando o homem está acordado e em atividade, ele toma a forma humana; quando o homem está dormindo, toma a forma esférica. A bola de fogo que se observa muitas vezes por ocasião da morte, é a alma, que, nesse momento, assume o formato esférico, acontecendo o mesmo com a consciência e com o espírito. Essa bola de fogo é ocasionalmente visível porque tem luz. O aparecimento da doença numa parte da alma significa que nessa parte a luz ficou escassa. Isso se reflete na consciência, no espírito e, por fim, no corpo, em forma de doença. Portanto, se não surgirem máculas em seu espírito, a pessoa jamais ficará doente.
Mas por que razão se formam máculas no espírito? Por causa do pecado. Para explicar isso, eu teria de entrar no campo da Religião, de modo que vou parar por aqui e falar apenas sobre a manifestação da doença no corpo físico.
Como eu já disse, se surgem máculas numa parte do espírito (a parte correspondente à região pulmonar, por exemplo), o sangue dessa área fica sujo. E isso não se restringe às doenças pulmonares; praticamente todas as doenças têm essa origem. O princípio da cura deve basear-se na eliminação das máculas do espírito. Entretanto, desconhecendo esse princípio, a Medicina empenha-se em tratar apenas os sintomas que aparecem no corpo, porque só tem conhecimento do efeito, e não da causa do problema. Desse modo, mesmo que se consiga uma pequena melhora, não se obtém a cura completa da doença.
Com o JOHREI, eliminam-se as máculas do espírito através da Luz de KANNON; ao mesmo tempo, ocorre a eliminação das toxinas, e a doença melhora ou desaparece. Por conseguinte, a purificação do espírito reflete-se no corpo, ocasionando a cura da doença. Ainda assim, não podemos afirmar que o mal foi cortado pela raiz. Isso porque, se a alma não foi elevada é impossível estar-se verdadeiramente tranqüilo e seguro. A elevação da alma só poderá ser obtida se a pessoa apreender a correta fé e praticá-la. Esse aprimoramento constitui a prática messiânica. Chegando a esse ponto, a pessoa não cometerá mais pecados; pelo contrário, começará a acumular virtudes. Assim, além de ficar isenta de doenças e desgraças, poderá viver repleta de alegria e obter a graça de uma vida longa e virtuosa. Dessa forma, haverá progresso de toda a sua linha familiar.
Falarei, agora, sobre outro aspecto relacionado ao espírito. Há pessoas que ficam aflitas por qualquer coisa, e outras que estão sempre inseguras e inquietas. Isso acontece porque a sua alma está fraca e a sua resistência aos choques externos é pequena. Os neuróticos, cujo número tem aumentado muito ultimamente, enquadram-se nesse tipo. A causa da neurose são as máculas existentes no espírito; por isso os portadores desse mal são fracos. A maioria possui toxinas solidificadas no pescoço; dissolvendo-se essas toxinas, eles ficarão curados. Quando o mal se agrava, produz-se a insônia. Mesmo após obter a cura, o melhor meio de evitar uma recaída é a pessoa ingressar na Igreja Messiânica Mundial, a fim de que seu espírito seja iluminado pela Luz Divina e não volte a criar máculas.




Alicerce do Paraíso. Vol.3

PROCESSO DE PURIFICAÇÃO - A TRILOGIA DOS ÓRGÃOS INTERNOS E O JOHREI



Os órgãos internos mais importantes para a vida do homem são certamente o coração, os pulmões e o estômago. Como sempre venho expondo, isso decorre da ação de três elementos fundamentais: o fogo, a água e a terra. Em síntese, o coração, os pulmões e o estômago correspondem, respectivamente, a esses três elementos, pois o coração tem a função de absorver o elemento fogo; os pulmões, a função de absorver o elemento água; o estômago, a função de absorver o elemento terra. Mas a explicação dada pela Medicina, até agora, sobre os órgãos em questão, era bastante superficial. No que se refere à purificação do sangue sujo, dizem que ela é decorrente do oxigênio absorvido pelos pulmões, mas é óbvio que apenas isso não atinge o cerne do fenômeno. Vou dar uma explicação baseada na revelação de Deus e para isso devo partir da verdade relativa ao Mundo Espiritual. A existência desse mundo está fora do alcance dos sentidos do homem e corresponde praticamente ao nada, mas na realidade ele é a fonte onde tudo se origina. Sem conhecer isso, é impossível apreender a Verdade.
Já me referi ao princípio do fogo arder pela água e da água se mover pelo fogo. Esse princípio constitui justamente a chave para a solução de tudo. Para explicar o Mundo Espiritual, que é invisível, começarei falando do Mundo Atmosférico. O que a Ciência chama de oxigênio é a essência do fogo; o hidrogênio é a essência da água, e o nitrogênio é a essência da terra. Essas três essências formam uma trilogia, constituindo a natureza de tudo que existe no Universo. Se tanto o calor intenso, como o frio exagerado e a temperatura amena estão apropriados à manutenção da vida, deve-se à força vital desses três elementos extremamente misteriosos. Se, por acaso, conseguíssemos eliminar o elemento água da Terra, ocorreria uma explosão imediata; se eliminássemos o elemento fogo, tudo se congelaria num instante; se eliminássemos o elemento terra, tudo desmoronaria e se tornaria zero. Essa é a Verdade.
Raciocinando nesses termos, poderão compreender o sentido básico do coração, dos pulmões e do estômago. O coração absorve o elemento fogo do Mundo Espiritual através da pulsação. Da mesma forma, os pulmões absorvem o elemento água através da respiração. O estômago absorve o elemento terra pela digestão dos alimentos. Mas vamos aprofundar ainda mais esse princípio.
Para dissolver as toxinas solidificadas, que são a origem de todas as doenças, necessita-se de calor. Esta é a primeira atividade do processo de purificação. Se esse processo constitui os sintomas das doenças, a febre alta, em tal oportunidade, é necessária, para dissolução das toxinas. Ao mesmo tempo, a pulsação torna-se acelerada, para absorver o calor. Quanto ao frio que se sente, é causado pela concentração do calor no local enfermo e pela diminuição temporária da temperatura em outras partes. Da mesma maneira, a respiração se acelera para estimular a atividade do coração, e, para evitar o ressecamento, os pulmões absorvem o elemento água em grande quantidade.
A origem do elemento fogo é a energia emitida pelo Sol; a do elemento água é a energia emitida pela Lua; a do elemento terra, a energia emitida pela Terra. É claro que dos três órgãos que citamos o mais importante é o coração, pois ele movimenta os pulmões, que, por sua vez, movimentam o estômago. De acordo com este raciocínio, não há perigo imediato de vida mesmo que falte alimento ao estômago; entretanto, os pulmões só mantêm a vida por poucos minutos, e para o coração é impossível mantê-la durante mais de alguns segundos. Isso se evidencia por ocasião da morte, que a Medicina atribui, invariavelmente, à parada cardíaca, nada falando sobre pulmões ou estômago. Nesse momento, caracterizado primeiramente pela cessação da atividade do coração, o espírito, isto é, o elemento fogo, que ocupava todo o corpo, abandona-o, e o corpo fica sem calor. Logicamente, isso ocorre porque o espírito retorna ao Mundo Espiritual. Com a parada dos pulmões, o elemento água existente no interior do corpo retorna ao Mundo Atmosférico e o corpo começa a secar. Com a parada do estômago, a ingestão de alimentos torna-se impossível, e começa o processo de endurecimento do corpo. Todos esses fenômenos constituem evidências que atestam a veracidade do que foi exposto.
Portanto, como o corpo humano é formado pela trilogia fogo-água-terra, o método lógico para a erradicação das doenças deve basear-se nessa trilogia. Isso constitui o princípio do JOHREI da nossa Igreja, o qual está baseado no PODER KANNON. Esse poder é a Luz transmitida por Kanzeon Bossatsu, uma luz espiritual, invisível aos olhos humanos. A luz visível, como a do Sol, a das lâmpadas, a do fogo, etc., é o “corpo” da luz. A natureza da luz é resultante da união do fogo e da água, ou seja, é formada pelos elementos fogo e água. E será mais forte quanto maior for a quantidade do elemento fogo. Acontece que a força proveniente da luz constituída apenas por esses elementos ainda é insuficiente, tornando-se necessária a essência da terra. A manifestação da força perfeita da trilogia fogo-água-terra torna-se uma extraordinária força de purificação. As ondas dessa Luz atravessam o corpo, extinguindo as máculas do espírito, o que se reflete no físico, como erradicação da doença.
O meio concreto para se obter o que foi exposto é uma folha de papel dobrada, com a palavra HIKARI, ou seja, LUZ, escrita em letra grande, a qual se usa no peito, pendurada ao pescoço. Nessa palavra está impregnada, de forma concentrada, a energia das ondas de Luz transmitidas através do meu braço para o pincel, e deste para as letras. Assim, a palavra HIKARI está unida, por elos espirituais, à fonte da Luz, situada dentro do meu corpo, a qual lhe transmite ondas incessantemente. É claro que a atividade do elo espiritual que me liga a Kanzeon Bossatsu ocorre de maneira idêntica, e d’Ele me são transmitidas, ilimitadamente, as ondas de Luz para a salvação da humanidade.
Sendo o corpo formado pela trilogia fogo-água-terra, conforme expusemos, poder-se-á dizer que o método purificador das máculas baseado na força dessa trilogia constitui a própria Verdade. É evidente, portanto, que se consegue obter uma força de purificação jamais vista. Apesar da explicação deste princípio ser extremamente difícil, acredito que os leitores tenham conseguido entender até certo ponto como isso se processa.

6 de agosto de 1949
Alicerce do Paraíso. Vol.3

PROCESSO DE PURIFICAÇÃO - O QUE É A DOENÇA? — A GRIPE

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A própria Medicina reconhece que o homem tem, “a priori”, várias toxinas. Elas são eliminadas por um processo fisiológico natural, que nós chamamos processo de purificação. Primeiramente as toxinas se concentram em vários locais, notadamente naqueles onde há mais atividade nervosa. No homem, isso ocorre na metade superior do corpo. Quanto mais próximo do cérebro, maior a concentração, porque, enquanto se está acordado, o cérebro, os olhos, os ouvidos, o nariz, a boca, etc., trabalham ininterruptamente, mesmo que os braços e as pernas estejam em repouso. Portanto, as toxinas tendem a se concentrar nos ombros, no pescoço, nos gânglios linfáticos, no encéfalo, na parótida e em outros pontos. Com o passar do tempo, elas vão se solidificando gradualmente. Quando o acúmulo ultrapassa determinado limite, começa o processo de purificação. Aí podemos ver o benefício que a Natureza nos proporciona. A solidificação das toxinas provoca má circulação sangüínea, rigidez dos ombros e do pescoço, dor de cabeça acompanhada de sensação de peso, diminuição da capacidade visual, auditiva e olfativa, entupimento do nariz, inflamação dos alvéolos, enfraquecimento dos dentes, falta de fôlego, flacidez dos músculos dos braços e das pernas, dor nos quadris, inchação, etc. Tais fatores determinam uma acentuada diminuição da atividade, de modo que o homem fica impossibilitado de cumprir sua missão. Foi justamente por isso que Deus criou o excelente processo de purificação denominado doença.
Conforme dissemos, se a doença é o sofrimento decorrente da eliminação de toxinas, ela é processo de purificação do sangue, indispensável à manutenção da saúde. Portanto, podemos considerá-la a maior bênção que Deus nos concedeu. Se a eliminarmos, o homem irá enfraquecendo gradativamente e, por fim, estará até ameaçado de extinção. Os leitores poderão achar que se trata de uma incoerência, pois eu sempre afirmo que construirei um mundo sem doenças. Entretanto, não há nenhuma incoerência em minhas palavras, visto que, se o homem se livrar das toxinas, não haverá mais necessidade de processo purificador; conseqüentemente, as doenças desaparecerão. Vou expor minha teoria de maneira mais aprofundada e de modo a facilitar ao máximo sua compreensão.
Logo que uma pessoa contrai gripe, sobrevém-lhe a febre. Para facilitar a eliminação das toxinas, a Natureza faz com que elas se dissolvam através do calor. Na forma líquida, as toxinas infiltram-se rapidamente nos pulmões. Trata-se de um processo realmente misterioso. Do mesmo modo, quando as dissolvemos através do Johrei, elas penetram imediatamente nos pulmões, atravessando os músculos e até os ossos. Se as toxinas se encontram solidificadas em um ou dois pontos, as doenças são leves, mas estas se agravam na medida em que é maior o número de pontos. É por isso que uma gripe que a princípio parecia fraca, vai se agravando cada vez mais. No caso de serem pouco densas, as toxinas liquefeitas são eliminadas imediatamente, na forma de catarro; ao contrário, quando sua densidade é maior, ficam temporariamente nos pulmões, aguardando a ação de bombeamento denominada tosse, e aí são eliminadas pelas vias respiratórias. Isso se evidencia pelo fato de a tosse ser sempre seguida de catarro. Obedecendo ao mesmo princípio, o espirro vem sempre seguido de secreção nasal. Assim, as dores de cabeça e de garganta, a inflamação dos ouvidos, dos gânglios linfáticos, das articulações dos pés, das mãos e da região inguinal decorrem da dissolução das toxinas e do seu deslocamento em busca de saída do corpo. Esse movimento pressiona os nervos, provocando a dor.
As toxinas líquidas estão divididas em concentradas e diluídas. As concentradas são eliminadas na forma de catarro, secreção nasal, diarréia, etc., e as diluídas, na forma de suor e urina. A ação purificadora se processa de modo tão natural, que não podemos deixar de louvar a Providência do Criador. Foi Deus que criou o homem, e por isso não haveria razão para lhe proporcionar sofrimentos e atrapalhar sua atividade através da doença. O ser humano precisa estar sempre saudável, mas ele próprio cria toxinas e, com base em teorias errôneas, faz com que elas se acumulem, surgindo então a necessidade de eliminá-las. Eis, portanto, o que é a doença. No caso da gripe, se a deixarmos desenvolver-se sem nenhuma interferência, por conta da Natureza, a purificação decorrerá normalmente e a cura será completa, aumentando, assim, a saúde da pessoa.
Por incrível que pareça, e não se sabe desde quando, o homem interpretou de maneira inversa o referido processo de purificação. Dessa forma, quando a doença se declara, ele emprega todos os recursos para estancá-la. Confundindo-se no tocante às dores do processo, acha que elas são decorrentes do agravamento da doença. Baseado nisso, trata de fazer baixar a febre. Com a diminuição desta, interrompe-se a dissolução das toxinas e diminuem os sintomas, como a tosse, o catarro e outros. Parece, então, que está ocorrendo a cura. Em outras palavras, faz-se retornar ao estado sólido as toxinas que tinham começado a se dissolver. Essa solidificação é promovida pelos tratamentos médicos, entre os quais se inclui a aplicação de compressas, bolsas de gelo, remédios, etc. Quando ocorre a completa solidificação das toxinas e desaparecem os sintomas, as pessoas ficam contentes, julgando-se curadas. Mal sabem elas que estão prendendo a mão que executaria a limpeza de seu corpo. E os fatos o comprovam. Fala-se muitas vezes em recaída, mas esta nada mais é que o resultado do choque entre duas ações: a do corpo, que procura executar a purificação, e a do tratamento, que tenta impedi-la, provocando, assim, o prolongamento da doença. Isso pode ser constatado pela reincidência da gripe que se pensava ter sido curada. Posso afirmar, portanto, que o tratamento médico é apenas uma forma de adiar a doença e não de curá-la. O verdadeiro processo de cura consiste em eliminar as toxinas do corpo, purificando-o, ou seja, acabando com a causa da doença.
A verdadeira Medicina é aquela que, ocorrendo o processo purificador, acelera a dissolução das toxinas e faz com que elas sejam eliminadas na maior quantidade possível. Não há outro tratamento além deste.

15 de agosto de 1951
Alicerce do Paraíso. Vol.3

PROCESSO DE PURIFICAÇÃO - A VERDADEIRA CAUSA DAS DOENÇAS

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Já me referi, anteriormente, à existência de vários tipos de toxinas no corpo do homem desde o seu nascimento. Devido a essas toxinas é que ele não consegue manter plena saúde, e por isso seu corpo é feito de maneira que lhe possibilite eliminá-las fisiologicamente. A tal fenômeno denominamos processo natural de purificação. Quando ele ocorre, sobrevêm sofrimentos de certo nível, e essa fase de dor e mal-estar constitui aquilo que se chama de doença. Para explicar tal fenômeno, vamos tomar como exemplo a doença mais comum, ou seja, a gripe, pois não há uma única pessoa que não a tenha contraído. A Medicina ainda desconhece suas causas, mas, segundo descobri, ela é uma das mais simples formas da ação purificadora, vindo acompanhada de sofrimentos como febre, dor de cabeça, tosse, escarro, catarro, perda de apetite, suor, indisposição, etc.
Antes de mais nada, o que vem a ser o processo de purificação? A grosso modo, ele compreende duas etapas. A primeira consiste na concentração e solidificação das diversas toxinas contidas no sangue em diferentes pontos do corpo, especialmente os locais de grande atividade nervosa e as partes que ficam em posição inferior quando o corpo se encontra em repouso. Com o passar do tempo, as toxinas concentradas vão endurecendo, o que vem a ser causa de enrijecimento dos músculos. Às vezes não há sofrimento algum: quando muito, rigidez nos ombros. A segunda etapa da purificação começa quando a solidificação ultrapassa determinado nível, sobrevindo aí o processo natural de eliminação. Para facilitá-lo, surge uma ação destinada a dissolver as toxinas, isto é, a febre.
O grau da febre depende não só da natureza, quantidade e rigidez das toxinas, mas também da própria natureza do doente. Muitas vezes, a febre aparece como resultado do cansaço, após a prática de exercícios físicos, pois estes aceleram o processo de purificação. As toxinas liquefeitas são eliminadas na forma de suor, catarro, secreção nasal, etc. A tosse e o espirro são como ações de bombeamento: a primeira, para eliminação de catarro; o segundo, para eliminação de secreção nasal. Isso se tornará bastante claro se observarmos que realmente eliminamos catarro quando tossimos, e secreção nasal quando espirramos. Por outro lado, a perda de apetite é causada pela febre, pela tosse e pelos medicamentos. As dores de cabeça e nas juntas são decorrentes da dissolução das toxinas existentes nesses pontos, as quais excitam os nervos no momento de sua eliminação em estado líquido. A dor de garganta ocorre porque as toxinas contidas no catarro irritam a mucosa que a reveste, ocasionando sua inflamação; a rouquidão baseia-se no mesmo princípio, sendo causada pela inflamação das cordas vocais.
Eis, portanto, o que é a gripe. Não há necessidade de tratamento algum; basta a pessoa deixar seu organismo em paz, sem tomar medicamentos, que em poucos dias, terminado o processo de purificação, estará curada. Desde que a cura seja natural, com a redução de toxinas, a saúde aumentará.
Apesar da gripe ser altamente recomendável, por constituir o mais simples processo de purificação, as pessoas a temem, e a Medicina chega a dizer que preveni-la é a condição número um para não contraí-la. Os leitores precisam compreender que isso é um grande erro. Desde a antigüidade acredita-se que a gripe é a origem de mil doenças, mas na verdade ela é a única maneira de se escapar a essas mil doenças. Desconhecendo-lhe a causa, a Medicina toma várias medidas quando a pessoa fica gripada, todas elas no sentido de deter o processo purificador. Tais medidas começam com a tentativa de baixar a febre através de medicamentos antitérmicos, bolsas de gelo, compressas e outros meios. Isso faz com que o processo de purificação retroceda ao primeiro estágio, ou seja, que as toxinas que começaram a ser dissolvidas voltem a se solidificar. Com a solidificação, a pessoa sente-se aliviada dos sofrimentos causados pela febre, escarro, secreção nasal, etc., e tanto ela como o médico têm a ilusão de que a gripe está melhorando. Quando ocorre a solidificação completa, pensam que a cura está selada. Na realidade, porém, voltou-se à situação anterior; logo, é natural que haja uma recaída.
Chamo atenção para o fato de que os tratamentos baseados em antitérmicos, bolsas de gelo, compressas e outros semelhantes, detendo o processo purificador, constituem a causa de sintomas mais intensos nas próximas doenças que o indivíduo contrair. Pode-se compreender, portanto, que as doenças graves são causadas pela repetida interrupção dos processos purificadores de menor intensidade, através da utilização sucessiva de remédios, o que aumenta o acúmulo de toxinas, tornando necessária a ocorrência de um processo purificador muito intenso.

5 de fevereiro de 1947
Alice do Paraíso. Vol.3

PROCESSO DE PURIFICAÇÃO - O QUE É A DOENÇA


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Todos os homens, sem exceção, possuem toxinas hereditárias e adquiridas. Toxinas hereditárias são as que se herdam dos pais, e toxinas adquiridas são as dos medicamentos tomados após o nascimento. Talvez achem estranha tal afirmação, pois normalmente se acredita que os medicamentos existem para curar as doenças e restabelecer a saúde.
É crença geral que com a obtenção de melhores remédios se conseguirá resolver o problema da doença, sendo este o principal objetivo dos tratamentos médicos. Todos sabem que especialmente os Estados Unidos têm voltado sua atenção para esse aspecto, concentrando grandes esforços na descoberta de novos medicamentos. Ora, se os remédios possibilitassem a cura das doenças, estas deveriam diminuir gradualmente; por que, então, ocorre justamente o inverso? Não há contradição maior.
Por natureza, na Terra não existe nada que se possa chamar de remédio. O que há são produtos tóxicos que, justamente por isso, fazem efeito. Com a ação do veneno chamado remédio verifica-se uma diminuição dos sintomas da doença, dando a impressão de que houve cura; não se trata, porém, de cura verdadeira.
Mas por que os remédios são venenos?
Quando criou o homem, Deus criou também os alimentos, para manutenção da sua vida. A eles, atribuiu sabor, e ao homem, o sentido do paladar. Portanto, basta a pessoa comer com satisfação aquilo que desejar, para estar nutrida. Só de atentarmos para esse aspecto, perceberemos a perfeição do Criador. Assim, a expressão correta é “o homem vive pela alimentação”, e não “o homem se alimenta para viver.” É o mesmo que acontece com a procriação: apesar do homem e da mulher se unirem por motivos que não são especificamente esse, dessa união resultam filhos, o que constitui um grande mistério.
Em conseqüência do que acabamos de dizer, as funções orgânicas do homem não estão habilitadas a eliminar de maneira completa as substâncias que não são determinadas como alimentos. Encontram-se neste caso os tóxicos dos medicamentos. O mais agravante, no entanto, é que esses tóxicos se concentram em vários pontos do organismo e, com o passar do tempo, acabam se solidificando. Isso se restringe às regiões de atividade nervosa, tal como a parte superior do corpo, principalmente do pescoço para cima. Mais especificamente, o cérebro, seguido pelos olhos, ouvidos, nariz, boca, etc. Antes, porém, as toxinas se solidificam nas proximidades do pescoço, razão pela qual as pessoas sentem nódulos nesse local e nos ombros. Quando elas atingem certo nível, ocorre o processo natural de eliminação, ou seja, a ação purificadora. Nesse caso, as toxinas se dissolvem devido à ação da febre, sendo eliminadas através de tosse, catarro, escarro, suor, urina e outros meios. A isso denominamos gripe; logo, esta é um processo de eliminação de toxinas. Embora seja um pouco penoso, basta a pessoa suportar e deixar a Natureza agir. Com a eliminação das toxinas, o corpo ficará limpo e obter-se-á a cura. A gripe, portanto, é a mais simples ação fisiológica criada pela Divina Providência, e por ela devemos ter gratidão. Ignorando isso, o homem interpreta mal os sofrimentos e as dores da purificação e, para cortá-los, inventou os tratamentos médicos.
Quanto maior a vitalidade da pessoa, mais facilmente ocorrerá a ação purificadora. Para impedi-la, basta enfraquecer essa vitalidade. Daí a utilização do veneno denominado remédio. Desde a antigüidade, ele é extraído de ervas, raízes, cascas de árvores, minerais, vísceras de animais e outras fontes, sendo aplicado sob diversas formas, como chás, pós, medicamentos líquidos, comprimidos, ungüento, injeções, etc. Aplica-se o veneno em pequenas doses, várias vezes ao dia; se as doses forem grandes, coloca-se em risco a vida da pessoa. É considerado bom remédio aquele cujo veneno é razoavelmente forte, mas não a ponto de causar intoxicação.
Através de medicamentos venenosos, o homem veio solidificando toxinas que estavam para ser eliminadas, podendo-se imaginar a grande quantidade de toxinas que o homem moderno possui em seu corpo. Dessa forma, ele se torna uma presa fácil das doenças, fato evidenciado pelo aparecimento da medicina preventiva e pelo temor da gripe. Por outro lado, as pessoas estão contentes porque a vida média do ser humano alcançou a casa dos sessenta anos. Grande erro, pois, se conseguir libertar-se das doenças, o homem poderá viver tranqüilamente por mais de cem anos. A morte antes dessa idade é antinatural; uma vez livre das doenças, ele morrerá de morte natural e, obviamente, sua vida irá se prolongar.
Os tratamentos médicos, por conseguinte, não curam as doenças; simplesmente minoram durante algum tempo seus sintomas. Todos os tratamentos recomendados – repouso absoluto, aplicação de compressas, ungüentos, bolsas de gelo, eletricidade, banhos de luz e outros – são métodos para solidificar as toxinas. Entre eles, diferem um pouco os tratamentos por meio de calor e a moxa, mas estes apenas conduzem as toxinas para determinado ponto. Através do estímulo do calor consegue-se alívio, mas, com o passar do tempo, elas voltam à sua posição original. Portanto, o único método que promove a verdadeira cura das doenças é aquele que dissolve e elimina as toxinas.
1o de janeiro de 1953
Alicerce do Paraíso. Vol. 3

quinta-feira, 9 de julho de 2015

SAÚDE APARENTE E SAÚDE VERDADEIRA








A Criação da Civilização


Como vimos, a doença é a manifestação de uma purificação. Quando se recorre ao tratamento médico, ele simplesmente suspende esta purificação ao invés de atingir a verdadeira causa. Muitas pessoas parecem levar uma vida saudável e socialmente ativa, mas quase todos tem toxinas nos seus corpos. A aparência externa de boa saúde só é possível simplesmente porque a toxina se solidifica ao ponto de que nenhuma purificação ocorre.

No entanto, uma purificação pode ocorrer a qualquer tempo, sem aviso, o que produz ansiedade, já que as pessoas não sabem o que esperar de seus corpos. Uma epidemia pode provocar medo generalizado de contágio. Uma leve friagem faz com que as pessoas se preocupem de terem contraído um resfriado; um leve acesso de tosse, letargia ou fadiga pode assustar seriamente as pessoas que consideram este quadro como o estágio inicial da tuberculose. Uma dor no abdomen e logo se pensa em apendicite ou peritonite. Com a vinda da febre e chiados, imediatamente se lembra de pneumonia. Quando alguém sente a respiração curta ou tem palpitações, ele teme que há algo de errado com o seu coração. Olhos inchados e uma sensação pesada na parte inferior das costas torna-se uma suspeita de algum tipo de problema com os rins.

Para as mulheres, dores na parte inferior das costas ou abdomen, calafrios, ou leucorréia dizem que há algo de errado na área do útero. A prostração nas crianças faz com que os pais temam alguma temível doença. Quando as pessoas acabam, finalmente, ficando doentes, consultam os médicos e tomam remédios. Isto tem-se tornado a reação mais comum, e mesmo se ninguém e verdadeiramente curado, quase todos continuam a confiar implicitamente na medicina.

Na minha juventude, eu também tive a mesma reação. Lembro-me quando com trinta anos, fui a uma estancia de águas quentes nas montanhas de Shunshu, no Japão. Ao chegar numa pensão, imediatamente perguntei a camareira se havia um médico na cidade. Ao saber que havia, perguntei-lhe se era um médico qualificado. Ela respondeu que ouvira dizer que ele se formou por uma das melhores universidades nesta primavera. Quando soube disto, senti-me seguro em ficar aí durante vários dias e somente então é que pude relaxar e apreciar a estada. Soube depois que muitos outros pensavam da mesma forma que eu; afinal, não era tão diferente assim dos demais.

Acreditei que já que ninguém pode-me dizer quando ou onde a doença irá atacar, deveria encontrar um médico que fosse suficientemente bondoso e dedicado de modo que pudesse chamá-lo a qualquer hora. Encontrei um médico assim e me esforcei muito para desenvolver uma amizade com ele. Eventualmente ficamos íntimos como parentes e ele era o nosso intermediário quando me casei. Naquela época, tinha muita confiança na medicina, que faz com que seja fácil compreender a fé implícita que a maiorias das pessoas hoje deposita nos médicos e tratamentos médicos.

Fiquei muito abalado ao saber que a medicina, ao invés de curar as doenças, tinha o efeito justamente oposto. Já que esta verdade foi revelada por Deus, simplesmente devemos ter fé nisto, o que talvez torne ainda mais difícil para que as pessoas abandonem a sua confiança na racionalidade supostamente concreta e científica da medicina e abracem a esta verdade. É uma grande pena que as pessoas, ainda inconscientes de que a medicina está enfraquecendo os seus corpos e encurtando as suas vidas, continuem a ser gratas pelo que a medicina parece estar fazendo por elas. Para salvar a humanidade, é extremamente necessário que as pessoas se livrem dos seus preconceitos, mas é também extremamente difícil fazer com que as pessoas reconheçam que as suas crenças estão erradas.

Atualmente, a crença na medicina é tão tenaz quanto uma superstição. Muitos continuarão não convencidos, mesmo após uma observação em primeira mão ou após uma cura bem sucedida pelo Johrei. Existem uns poucos que imediatamente aceitarão a verdade, mas o fascínio da superstição médica é muito forte. Um homem pode ter uma doença que resiste a todo e qualquer tratamento médico ou outra terapia; gasta muito dinheiro mas a sua condição continua a piorar. Pode estar criticamente doente, mas ele não aceitará facilmente o Johrei mesmo após ter ouvido falar da sua eficácia. Mesmo aqueles que estão considerando o suicídio como uma resposta final aos seus problemas de saúde, raramente abrirão as suas mentes ao Johrei. Numa tentativa de salvar as suas vidas, algumas pessoas se submeterão ceticamente ao Johrei. O seu estado de espírito neste momento aparece nitidamente nos testemunhos que têm fornecido.

O temor da doença e uma confiança profundamente arraigada na medicina são comuns a quase todos nós. Mas o nosso medo da doença se origina da incapacidade da medicina para curar. Um mal compartilhado por quase todos é um resfriado acompanhado por uma febre razoavelmente alta. Podemo-nos preocupar pensando que isto é um início de alguma doença séria mas, por outro lado, podemos nos consolar de que é um simples resfriado e não há motivos para nos preocuparmos. Mesmo assim, lá dentro da nossa cabeça já que não se pode ter fé absoluta na medicina, o pensamento de que pode ser algo sério não é inteiramente descartado. Tratamentos genuinamente eficazes deveriam facilmente curar as doenças comuns tais como resfriados ou dores no estômago, bem como diagnosticar corretamente qualquer problema sério.

A verdadeira ciência da cura revelaria inequivocamente a causa de qualquer doença, o que havia de errado com os tratamentos anteriores, o que deveria ser feito para curá-la, o prognóstico e se há perigo de vida. O paciente poderia confiar plenamente em tudo que constasse do diagnóstico. Se a existência de tal medicina fosse conhecida e se todos tivessem plena confiança nela, todos nós estaríamos livres de qualquer preocupação relativa a doença. Contudo se pudermos compreender a função de purgação na doença, isto é, o fato de que a doença significa uma limpeza das impurezas e uma melhora na saúde, qualquer doença seria positivamente benvinda ao invés de rejeitada devido a ignorância. Isto seria a verdadeira medicina, a verdadeira ciência da cura.

Esse método de cura existe. O Johrei foi revelado e colocado em prática e tem produzido resultados maravilhosos. Na nossa arte de curar, usamos a palavra "purificação" para descrever a doença, o que indica com maior precisão a natureza da condição sem ter a conotação negativa de "doença". Para descrever o estado em que as toxinas estão presentes e uma purificação está latente, usamos a expressão "pseudo-saúde", pois a pessoa parece estar com saúde perfeita. A verdadeira saúde é a condição em que não ocorre nenhuma doença porque o corpo está completamente livre de toxinas. No entanto, provavelmente não existe ninguém cujo corpo esteja completamente livre de toxinas, uma condição que dá origem à ansiedade e curiosos produtos secundários como a grande variedade de programas de seguro de saúde que temos atualmente.

Assim, quase todos vivem com pseudo-saúde e a maioria tem algum problema, quer seja latente ou ativo. Para alguns, o menor trabalho provoca dores de cabeça ou no pescoço e ombros duros enquanto que outros sofrem, ao menor esforço, de falta de fôlego ou febre. Alguns são suscetíveis a resfriados, outros são hipersensíveis a certos alimentos e sofrem de dores abdominais ou diarreia. Várias vezes ao ano, muitos ficam de cama devido à doença e talvez num intervalo de alguns anos, ficam hospitalizados. Não têem nenhuma confiança nos seus próprios corpos e são atormentados por inquietação. Pessoas extremamente ansiosas imprudentemente se sujeitam a numerosas operações, que freqüentemente danificam permanentemente seus organismos: Isto pode ocorrer em operações de câncer de seio ou a remoção de um ou ambos dos ovários, apêndice, rim e amputações, para mencionar apenas algumas das desnecessárias operações a que as pessoas se submetem. E os médicos parecem nem se importar sobre tais procedimentos drásticos a aleijantes. Precisam operar porque não conhecem nenhum outro método de tratamento. No entanto, são os pacientes que sofrem e hoje devem estar mais arrependidos do que antes. Muitos deles estão agora confinados numa cama, incapazes de obter ajuda de uma cultura que em outros campos progrediu tanto. A verdadeira ciência da cura altera o estado de pseudo-saúde para um estado de verdadeira saúde, eliminando todas as substâncias tóxicas que provocam as várias doenças. Esta verdadeira medicina pode mudar todas as nossas vidas e nos fornecer uma esperança alicerçada para o futuro.

http://www.meishusama.org/…/…/saudefalsaesaudeverdadeira.htm

ELO ESPIRITUAL



Até agora pouco se tem falado sobre elo espiritual, porque ainda se desconhece a sua importância. Entretanto, embora os elos espirituais sejam invisíveis e mais rarefeitos que a atmosfera, através deles todos os seres são influenciados consideravelmente. No homem, eles tornam-se o veículo transmissor da causa da felicidade e da infelicidade. Em sentido amplo, exercem influência até sobre a História. Portanto, o homem deve conhecer o seu significado.


Primeiramente desejo advertir que isso é Ciência, é Religião e também preparação para o futuro. O princípio da relatividade, os raios cósmicos e os problemas referentes à sociedade ou ao indivíduo, tudo se relaciona com os elos espirituais. Vejamos a relação existente entre eles e o homem.

Tomemos como exemplo um homem qualquer: pode ser o próprio leitor. Ele não sabe quantos elos espirituais estão ligados a ele; podem ser poucos, dezenas, centenas ou milhares. Há elos espirituais grossos e finos, compridos e curtos, bons e maus, e constantemente causam influência e transformação no homem. Portanto, não é absurdo dizer que este se mantém vivo graças aos elos espirituais. Entre estes, o mais forte é o que existe entre um casal; a seguir, o que existe entre pais e filhos, entre irmãos, entre tios e sobrinhos, entre primos, amigos, conhecidos, etc. Creio que as expressões “laços de afinidade” e “ter afinidade com alguém”, usadas desde a Antigüidade, referem-se aos elos espirituais.

Os elos espirituais sempre se modificam, tornando-se grossos ou finos. Quando há harmonia entre o casal, ele é grosso e brilhante; quando os cônjuges estão em conflito, ele torna-se mais fino e perde o brilho. Entre pais e filhos, entre irmãos, etc., dá-se a mesma coisa.

Também podem ser formados novos elos, quando uma pessoa trava conhecimento com outra, quando inicia uma amizade e, principalmente, um namoro. Chegando o namoro ao clímax, o elo torna-se infinitamente grosso e transmite intensas vibrações de um para o outro. São trocadas não só sensações agradáveis e sutis, mas também de tristeza e solidão. Por esse motivo, o elo espiritual torna-se extremamente forte e é impossível a separação. Nesse caso, mesmo que uma terceira pessoa tente interferir no romance, não só não obterá nenhum resultado mas, ao contrário, fará aumentar ainda mais o grau da paixão. Quando duas pessoas se amam, é como o pólo positivo e o pólo negativo em eletricidade, que se tocam e geram a energia elétrica; nesse caso, o elo espiritual trabalha como fio elétrico. Tempos atrás, extinguindo espiritualmente o pólo positivo, salvei duas estudantes que, envolvidas num amor lésbico, estavam a um passo de duplo suicídio. Consegui que a moça que representava o pólo positivo voltasse à normalidade em cerca de uma semana. Esfriado o ardor da paixão, foi rompido o elo espiritual, e a outra, automaticamente, também voltou à normalidade.

O elo espiritual entre pessoas que não têm laços de consangüinidade pode ser rompido, mas é impossível romper o que existe entre parentes consangüíneos. No caso de pais e filhos, deve-se dar atenção a um ponto: como eles sempre estão pensando uns nos outros, o caráter dos filhos sofre a influência do caráter dos pais, através do elo espiritual. Portanto, se os pais desejam melhorar os filhos, em primeiro lugar devem melhorar a si mesmos. Freqüentemente eles fazem coisas erradas e vivem advertindo os filhos, porém isso não dá muito resultado, e o motivo é o que acabamos de expor. Muitas vezes, entretanto, admiramo-nos por ver pais maravilhosos com um filho transviado. A verdade é que esses pais são boas pessoas por interesse e apenas na aparência, mas seu espírito está maculado, e isso se reflete no filho. Pode também acontecer que, entre dois irmãos, um seja bom e outro seja corrupto. A causa está na vida anterior e nas máculas dos pais. Para que possam compreendê-lo, falarei sobre o princípio da reencarnação.

Após a morte, o espírito vai para o Mundo Espiritual, isto é, nasce nesse mundo. Referindo-se à morte, os budistas usam a expressão “Odyo”, que significa “vir para nascer”. Analisando do ponto de vista do Mundo Espiritual, é realmente o que acontece. Ali se efetua a purificação das máculas acumuladas no Mundo Material, e os espíritos que atingiram certo grau de purificação voltam a nascer neste mundo, ou melhor, reencarnam. Todavia, há pessoas perversas que se arrependem ao morrer, seja por medo do castigo, seja por outros motivos. Tendo compreendido que o homem nunca deve praticar o mal, fazem o firme propósito de se tornarem virtuosas na próxima vida e, quando reencarnam, praticam realmente o bem. Vemos, pois, que, embora alguém seja muito bom nesta vida, na encarnação anterior pode ter sido um grande perverso.

Muitos homens, enquanto estão vivos, não acreditam na vida após a morte e, depois que morrem, não conseguem se integrar no Mundo Espiritual. Pelo apego à vida, reencarnam antes de estarem suficientemente purificados e sofrem várias purificações no Mundo Material, pelas máculas que ainda restam em seu espírito. Como o sofrimento é uma ação purificadora, um homem pode ser infeliz apesar de ter sido bom desde que nasceu. Os defeituosos de nascença, como por exemplo cegos, mudos e aleijados, são pessoas que tiveram morte violenta na encarnação anterior e reencarnaram antes de concluída a purificação.

Um caso interessante e freqüente de reencarnação é o de crianças que nascem com feições de velho. Isso acontece porque essas pessoas morreram idosas na vida anterior e reencarnaram precocemente; só dois ou três meses após o nascimento é que tomam feições de bebê.

Ocorre, ainda, o caso do reflexo das más características dos pais sobre um dos filhos, o qual se torna perverso, ao passo que num outro se reflete a consciência, ou melhor, o lado bom dos pais, e por isso este filho se torna bondoso. Acontece também com freqüência que, tendo os pais enriquecido ilicitamente, um filho se torne esbanjador, gastando dinheiro como água, até acabar com a fortuna da família. Como se trata de riqueza ilícita, os ancestrais escolhem um descendente que, dilapidando essa riqueza, na verdade está trabalhando para salvar a família. Desconhecendo essa verdade, as pessoas acham que tal filho é desprezível; por isso, ele é digno de pena.

Estamos ligados por elos espirituais não só aos parentes e amigos vivos, mas também àqueles que se encontram no Mundo Espiritual. Existe, ainda, o elo espiritual que nos liga a Deus e também o que nos liga a Satanás. Deus nos estimula para o bem, e Satanás para o mal. O homem é manejado constantemente por uma força ou por outra. Assim, o espírito que foi purificado até certo ponto no Mundo Espiritual é escolhido como Espírito Guardião, o qual protege a pessoa confiada à sua guarda, através do elo espiritual que os une. Quando ela está sujeita a um perigo iminente, o Espírito Guardião transmite-lhe um aviso e tenta salvá-la. Como exemplo disso, podemos citar o caso de uma pessoa que vai pegar um trem mas que, por ter se atrasado ou por algum outro problema, não o pega, tomando o trem seguinte. Aí, acontece um desastre com o trem que ela não pegou, e muitos morrem ou ficam feridos. A pessoa foi salva graças ao trabalho do Espírito Guardião, que conhece antecipadamente o destino de quem lhe foi confiado no Mundo Material.

A quantidade de elos espirituais varia de acordo com a posição que o homem ocupa. Numa família, quem os possui em maior número é o chefe, ligando-o com os familiares, com os empregados, com os amigos, etc. Tratando-se do presidente de uma firma, possui elos com todos os funcionários; se for homem público, como prefeito de uma cidade, governador de estado, primeiro-ministro, presidente, imperador, etc., tem elos espirituais com todos aqueles que estão sob sua administração ou governo. Quanto mais elevada a posição do homem, maior se torna o número de seus elos espirituais. Sendo assim, a personalidade de um líder tem que ser nobre, porque, se no seu espírito houver impurezas, isso se refletirá nocivamente sobre grande número de pessoas, atuando sobre o pensamento delas. O primeiro-ministro de um país, por exemplo, deve ser um homem de grande personalidade; além de muita sabedoria, deve ter muita sinceridade. Caso contrário, o pensamento do povo se deteriora, a moral relaxa, e o número de criminosos torna-se cada vez maior. Principalmente os educadores, se soubessem que seu caráter se reflete sobre os alunos através dos elos espirituais, deveriam tornar-se pessoas dignas de exercerem essa profissão, procurando constantemente aperfeiçoar o próprio espírito.

Os religiosos – especialmente os fundadores, presidentes ou ministros de uma religião – sendo venerados por grande número de fiéis como deuses vivos, devem ter muito cuidado, pois exercem uma influência notável. Se praticarem atos condenáveis, aproveitando-se de sua posição, isso se refletirá no conjunto dos fiéis, e essa religião acabará por se desmoronar, pois aqueles atos serão do conhecimento de todos.

Mas não é só o homem que tem elos espirituais. Também Deus tem elos que O ligam aos homens. A diferença é que os de Deus possuem uma luz intensa, e os do homem, mesmo dos mais elevados, possuem luz tênue; em geral são como linhas branco-acinzentadas. Quanto mais perversa for a pessoa, mais escuros serão os seus elos espirituais. Comumente, ao escolhermos amigos, desejamos que sejam pessoas boas, pois, misturando-se com o bem, o homem torna-se bom, e misturando-se com o mal, torna-se mau, graças às influências transmitidas pelos elos espirituais.

Mesmo entre as entidades há os justos e os satânicos. Se o homem sempre venerar as divindades, seu espírito será purificado, porque elas têm elos espirituais intensamente luminosos. Se venerar as entidades satânicas, ao invés de luz, receberá fluidos maléficos que afetarão seu pensamento, e por isso se tornará infeliz. Portanto, para seguir uma Fé, é essencial o homem discernir o bem e o mal. A intensidade da luz varia conforme o nível da divindade. Quanto mais elevada ela for, maior número de milagres promoverá, porque a luz dos seus elos espirituais é muito mais forte.

Existe atividade dos elos espirituais não só no homem, mas em todas as coisas. Por exemplo: a casa onde residimos, os objetos que sempre usamos, entre os quais roupas e jóias, e principalmente as coisas de que mais gostamos, possuem conosco um elo espiritual mais grosso. Numa antiga revista espiritualista dos Estados Unidos, foi publicada uma reportagem sobre uma senhora que tinha um poder misterioso: pelos objetos, ela identificava a fisionomia, a idade e as atividades recentes do seu dono. Quando contemplava atentamente um objeto, tinha a impressão de estar diante da fotografia da pessoa. Isso ocorria por causa do elo espiritual existente entre a pessoa e o objeto. Através desse exemplo podemos perceber como é sutil e profunda a atuação dos elos espirituais.

Recentemente, começaram a fazer pesquisas científicas sobre os chamados raios cósmicos, os quais, a meu ver, são os elos espirituais que unem a Terra aos outros astros. Desde que foi criada, a Terra mantém o equilíbrio no espaço graças aos elos espirituais dos astros ao seu redor, que a atraem. Esses elos, cujo número é incalculável – milhões ou bilhões – penetram até o centro da Terra. Aproveitando a oportunidade, vou explicar rapidamente a relação entre a Terra e o Céu (espaço sideral).

Eles são como dois espelhos, um em frente ao outro. No espaço sideral há dois tipos de astros: os luminosos e os opacos. Por não ter luz, o astro opaco não se torna visível aos olhos humanos, mas, com o passar do tempo, vai se transformando em astro luminoso, pelo endurecimento de matérias cósmicas; ao atingir o máximo de endurecimento, começa a brilhar. É por esse motivo que o mineral mais duro existente na Terra – o diamante – é o que mais brilha.

Na época da criação do nosso planeta, o número de astros visíveis era tão pequeno como o das estrelas durante a madrugada. Esse número cresceu proporcionalmente ao aumento da população; portanto, assim como é impossível calcular o aumento da população humana no futuro, é impossível calcular o aumento do número de astros. Freqüentemente os astrônomos descobrem novos astros, mas o que realmente acontece é a transformação de um astro opaco em astro luminoso, o qual passa a ser percebido pelos olhos humanos. Quanto às estrelas cadentes, representam a ação de desintegração das estrelas, e o meteoro é um fragmento delas.

Todos os astros exercem influência sobre a humanidade: não só os grandes planetas, como Júpiter, Marte, Saturno, Vênus, Mercúrio e outros, mas também as inumeráveis estrelas – grandes, médias e pequenas. Assim como se destacam os cinco grandes planetas citados, em cada época existem cinco personalidades mundiais. Também acho interessante compararem o homem às estrelas, e, referindo-se a personalidades renomadas, falarem em “passagem de uma grande estrela”, ou “queda de uma estrela”.

A História registra que inclusive no Ocidente houve uma época em que se dava muita importância à Astrologia, e os mestres religiosos consultavam os astros para ver a sorte ou o infortúnio, a felicidade ou a infelicidade do homem, para analisar as doenças, etc. A Astrologia teve, pois, uma importância mundial. Na China, a ciência da adivinhação também tomava por base os nove planetas. Para mim, não é sem cabimento o interesse que os antigos tinham pelo estudo dos astros.

25 de outubro de 1949


Retirado do livro 'Alicerce do Paraíso'.