segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A IMPORTÂNCIA DA BONDADE

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 “Bondade e Cortesia”. Tanto a bondade como a cortesia são qualidades importantíssimas, dignas de serem cultivadas por todo aquele que deseja ser simpático, agradável.

Antes de mais nada, vamos refletir sobre a bondade.

Quem se lembra da série de TV chamada “Professor Kinpachi”? A música‐ tema, “Okuru kotoba”, tornou‐se um “hino” muito executado em formaturas. Eu até poderia cantá‐lo para os senhores, mas como sou desafinado, vou poupá‐los. [risos]

Na letra da música, existe a seguinte estrofe: “Quanto mais experiências árduas você vive, mais generoso e gentil para com os outros você se torna.” Tetsuya Takeda, o compositor, conta que foi influenciado pelas obras do escritor Osamu Dazai (1909‐1948).

Certa vez, Dazai escreveu numa carta para um amigo: “Refletindo sobre o ideograma yu (優), atentei para algo muito interessante. Ele tem o sentido de excelência, gentileza e bondade. Quando analisamos sua forma, porém, percebemos que este caractere constitui‐se de duas partes: uma representa pessoa (イ) e a outra, preocupar‐se, afligir‐se. A combinação de ambas, portanto, significa preocupar‐se com o outro." Dei‐me conta, então, que a sensibilidade para com a solidão, a tristeza e os sofrimentos alheios, esta sim, é o verdadeiro sentido de bondade e também a característica mais nobre de um ser humano.

Se existe alguém que se preocupa com as pessoas e que é profundamente sensível para com a solidão, a tristeza, o sofrimento, a dor e as angústias do ser humano e, portanto, dotado de verdadeira bondade, este alguém é Meishu‐Sama.

Por meio de nossas atitudes, vamos transmitir às pessoas ao nosso redor o profundo amor e bondade que recebemos de Meishu‐Sama e, assim, cumprir nossa missão como pioneiros da salvação!

O SIGNIFICADO DA CORTESIA

Gostaria de falar um pouco sobre a palavra “cortesia”, que, em japonês, se diz okuyukashi‐sa (奧床しさ). Atualmente, mesmo os japoneses encontram certa dificuldade em compreender o significado dessa palavra, olhando apenas seus ideogramas. Isto porque, apesar de a pronúncia não se ter alterado, ao longo da história, o caractere original, que tinha o sentido de ir ( 行), acabou sendo substituído pelo ideograma de assoalho (床).

Grafada com os ideogramas oku (奧), que quer dizer fundo ou a parte mais íntima, fundamental, essencial; e yu ( 行 ), do verbo yuku, que significa ir, a expressão okuyukashi‐sa (奧行かしさ, cortesia), literalmente, denotava desejo de ir a fundo. Aos poucos, ela passou a ser utilizada para expressar a atração e o desejo de conhecer e tocar aquilo que se encontra no interior, no âmago das coisas. Atualmente, um dos mais conceituados dicionários da língua japonesa, o Kojien, define o termo da seguinte maneira: 1) Vontade de conhecer. Vontade de olhar. Vontade de ouvir; 2) Que fascina por ser profundo. Que possui profunda consideração, solicitude e cortesia e, por este motivo, atrai.

O EXERCÍCIO PARA CORRIGIR OS VÍCIOS DA NOSSA PERSONALIDADE

Para cultivarmos a cortesia, o caminho mais curto é começar por reconhecer e corrigir em nós aquilo que é descortês. Atitudes agressivas, franqueza rude, exibicionismo, desejo de ser bem‐visto a todo custo, arrogância e prepotência são exemplos de características absolutamente contrárias à cortesia da qual estamos falando. Por este motivo, é muito importante cada um fazer, periodicamente, uma reflexão para verificar se esse tipo de vício de personalidade não se está manifestando no sentimento, postura, palavras e ações.

Contudo, é preciso saber que não conseguimos fazer tudo o que é preciso somente por meio do esforço humano. Ele é limitado. Para superar tal limitação, conforme Kyoshu‐Sama vem nos orientando, só há um caminho: sermos criados e educados por Deus e Meishu‐Sama. Dessa forma, tendo como sustentáculo o ensinamento “o esforço para consegui‐la [a perfeição] passo a passo deve ser a verdadeira atitude religiosa”¹ vamos, pacientemente, edificar o nosso ser.

VAMOS PRATICAR O JOHREI COM A MÁXIMA DEDICAÇÃO

Como os senhores sabem, no dia 5 de outubro, celebraremos um ano do retorno ao Mundo Espiritual do nosso querido reverendíssimo Tetsuo Watanabe, que liderou nossa Igreja por um longo período. Ele foi agraciado com um enorme desenvolvimento da Obra Divina, graças à ministração incansável e intensiva de Johrei, tornando‐se, assim como o pai, reverendíssimo Katsuiti Watanabe, um modelo de praticante de Johrei.

Tive o privilégio de acompanhar o reverendíssimo Katsuiti Watanabe em algumas viagens. À noite, independentemente do cansaço que, com certeza, estava sentindo, o reverendíssimo sempre se oferecia para ministrar‐me Johrei.

Vez ou outra, tocava meus ombros e costas com suas mãos, as quais sempre esquentavam bastante. Admirado, ficava pensando comigo mesmo: “O Johrei de um reverendo virtuoso é realmente incrível! Como a Luz é intensa!”

Por sua vez, o reverendíssimo Tetsuo Watanabe lançou os alicerces da difusão mundial no Brasil, nas Américas Central e do Sul, na Europa e na África. E uma característica comum a todos esses lugares é que, neles, o Johrei é praticado intensamente.

Contudo, isso não significa que, desde o início, ele sempre tenha sido agraciado com um grande desenvolvimento da Obra Divina. Mesmo no Brasil, quando estava fazendo a difusão pioneira lá, consta que o reverendíssimo Tetsuo Watanabe batia de porta em porta, tentando encontrar alguém que aceitasse receber Johrei e que, inúmeras vezes, bateram a porta em sua cara. Em outras, foi até insultado. Ainda assim, não desistiu e continuou oferecendo Johrei, até que, um dia, começaram a surgir pessoas que o aceitaram.

Quando ouvimos isso, pensamos que, a partir de então, tudo começou a entrar nos eixos. Mas não foi bem dessa maneira. Embora ministrasse muito Johrei, os milagres não aconteciam. Contudo, o fator tempo é fundamental. O reverendíssimo gostava de citar o exemplo do copo d’água: se continuarmos colocando água nele, chegará um momento em que, infalivelmente, ela alcançará a borda e, de uma vez só, começará a transbordar. Ele dizia que o mesmo acontece com relação ao Johrei. Ainda que não obtenhamos resultados imediatos, não podemos desistir, pois, se continuarmos levantando nossas mãos para ministrar Johrei ao maior número possível de pessoas, certamente, chegará o momento em que seremos agraciados com maravilhosas graças e milagres.

Hoje, é praticamente impossível enumerar todos os milagres alcançados com o Johrei no Brasil, na Tailândia, no continente africano, no Sri Lanka... Em todo o mundo, muitas pessoas estão realmente recebendo várias graças e milagres, que evidenciam a existência de Deus.

Sendo assim, desejo que todos os messiânicos pratiquem o Johrei com dedicação ainda maior. Afinal, quanto mais praticantes de Johrei existirem, mais milagres surgirão. Desse modo, os alicerces do desenvolvimento do trabalho missionário irão se edificando com solidez cada vez maior.

O reverendíssimo Tetsuo Watanabe sempre dizia: “No trabalho missionário, cuidar das pessoas, uma por uma, é uma regra fundamental.” E ainda: “Quem almeja o desenvolvimento, deve praticar o Johrei com a máxima dedicação!”. Seguindo este princípio básico, vamos estabelecer, por meio da assistência religiosa e do acompanhamento, laços firmes com cada pessoa da qual estivermos cuidando. Vamos também intensificar a ministração do Johrei.

Nossa Igreja vem sempre ressaltando a importância das práticas do sonen e do amor ao próximo, bem como a necessidade de sermos pessoas simpáticas e pioneiras da salvação. Contudo, é preciso estar ciente de que todas essas orientações estão profundamente relacionadas à ministração intensiva do Johrei.

A prática do sonen tem sentido, quando vai sendo aliada à ministração do Johrei, que, por si só, é a mais elevada manifestação de amor altruísta. Até porque, as pessoas nas quais os outros sentem confiança para pedir uma assistência nos momentos difíceis ou um conselho, são, invariavelmente, pessoas simpáticas, que estão sempre dispostas a levantar a mão para ministrar Johrei.

Para quem deseja ser um pioneiro da salvação, a prática contínua do Johrei é indispensável.

O reverendíssimo Watanabe costumava dizer, com base na experiência, que quando tentamos explicar demais o Johrei, fica mais difícil ministrá‐lo. Se ficarmos nos preocupando em, primeiramente, explicar a existência do Mundo Espiritual, a lei da precedência do espírito sobre a matéria, a transição da noite para o dia, para, só depois tentar ministrar Johrei, o outro pode simplesmente dizer: “Não, muito obrigado. Já basta.”

Se desejamos que alguém seja feliz, precisamos ouvi‐lo com atenção, simplificar as explicações e ministrar‐lhe Johrei. Afinal, quem salva e encaminha as pessoas à fé são Deus e Meishu‐Sama. A missão de nós, membros, é desempenhar o papel de ponte. O resultado daí por diante, devemos deixar nas mãos de Deus.

CONCLUSÃO

Nidai‐Sama nos ensinou que, se o sentimento de cada ser humano tornar‐se puro e aumentar o número de pessoas que reconhecem e aceitam Deus, surgirá, no local onde elas se reunirem, um modelo do Paraíso Terrestre; portanto, o mais importante, no momento, é reunir essas pessoas e ir ampliando o Paraíso Terrestre. É para isso que existe o Johrei. Ela também nos deixou a seguinte orientação: “Como sempre digo, devemos deixar de lado o pensamento limitado e, conscientes de que o Johrei é a melhor chave para a reconstrução do mundo, desejo que orem e se esforcem na sua prática.”² Dessa maneira, Nidai‐Sama nos ensina quão importante é o Johrei que liga as pessoas a Deus.

Tomando o culto de hoje como um novo começo, vamos, juntos, desejar renascer como verdadeiros filhos de Deus e nos empenhar na prática do Johrei, que une, o ser humano a Ele. Este é o compromisso que reafirmo junto a Deus e Meishu‐Sama.

Muito obrigado!

¹ Trecho do Ensinamento “Bom Senso”, Alicerce do Paraíso, Vol. 3, 8ª edição, p. 45.
² Nidai-Sama, “Coletânea A fonte da sabedoria”, volume Oração e Johrei.


domingo, 2 de agosto de 2015

JÁ PASSEI POR MUITAS ATRIBULAÇÕES. HOUVE MOMENTOS EM QUE ME VI SOB ÁGUAS ESCALDANTES E, OUTRAS VEZES, SOBRE TÊNUES CAMADAS DE GELO.


(…) Completar trinta e oito anos, para mim, foi também o meu segundo nascimento. A partir de então, inesperadamente, ingressei na vida religiosa e, pela primeira vez, soube da missão confiada a mim pelos Céus.

Após tornar-me religioso, passei por grandes sofrimentos, mas, por outro lado, também tive grandes alegrias. Tal como diz o ditado: “A tristeza e a alegria vêm alternadamente”. Assim, consegui percorrer até aqui a minha vida. Naturalmente, consegui alcançar o estado de ‘Kenshinjitsu’ (Estado de Suprema Iluminação Espiritual), que Sakyamuni atingiu aos setenta e dois anos, e pude conhecer a existência de Deus e dos mundos Divino, Espiritual e Material, o significado fundamental da vida e da morte, a tendência do mundo no passado, presente e futuro, o significado da vida, etc. Minha alegria foi algo imensurável.

(…) É do conhecimento de todos que, em princípio, os fundadores de religiões, desde os tempos antigos, têm manifestado muitos milagres. Eu, também, cheguei aos dias de hoje vivendo uma vida religiosa de contínuos milagres, extremamente misteriosos e profundos. Entretanto, desejo ressaltar, em especial, que, de acordo com os dados, comparando-me aos fundadores das religiões que até hoje surgiram, eu sou muito diferente em todos os sentidos.

Dentre eles, o ponto mais evidente é a inexistência de qualquer diferença entre mim e as pessoas comuns no que se refere à maneira de vida, e isto, as pessoas têm dito com frequência. Dessa maneira, tenho sempre como princípio o senso comum, talvez por detestar as condutas excêntricas. Também creio que não há pessoa de caráter tão multilateral como eu; ninguém que, apesar de ser religioso, tenha tanto interesse por quase todas as coisas da vida, tais como Política, Economia, Arte, Educação, etc.

Sinto que isso é realmente uma grande felicidade; portanto, é constante a minha gratidão a Deus. (…)

Meishu-Sama em 30 de dezembro de 1949

Extraído do Livro Pão Nosso de Cada Dia – Páginas 62 e 63 (trechos)

O DEUS DA SALVAÇÃO, HÁ TANTO TEMPO ESPERADO PELA HUMANIDADE, JÁ SE MANIFESTOU.


O que vem a ser Salvador do Mundo? Sem dúvida, como as próprias palavras dizem, é o santo e poderoso homem nascido com a grandiosa missão de salvar o mundo. Na realidade, desde a criação do gênero humano, ele jamais se manifestou. Gostaria de transmitir revelações sobre esse fato, e falar, sem subterfúgios de espécie alguma, a respeito da Obra Divina que estou realizando.

Vista pelo prisma da humanidade em geral, a atividade de salvação que eu realizo pode parecer uma ínfima parcela num milhão. Entretanto, pela situação atual, em que, gradativamente, dia a dia, mês a mês, aumenta o número de pessoas salvas, podemos imaginar a grandeza da escala da salvação, no futuro. Se digo que estou utilizando ativamente as forças invisíveis, as pessoas da atualidade, que recebem educação materialista, podem achar minhas palavras extremamente absurdas e me olhar como um embusteiro, pois lhes é muito difícil e demasiado utópico acreditar em algo que não podem ver. Tal incredulidade é compreensível; mas, se o que eu afirmo é uma realidade inegável e passível de comprovação, o que acontecerá? Creio que essa revelação provocará um grande impacto.

Através da minha força indireta, transmitida pelos membros, curam-se doenças graves, consideradas sem esperança, e as pessoas se recuperam definitivamente, livrando-se do destino da morte. Há vários exemplos de pessoas que se tornaram saudáveis e estão ativas. Hoje, já são milhares e milhares; tantas, que até perdi a conta.

(…) Através de documentos e vestígios que remontam aos primórdios da história da humanidade, sabe-se do aparecimento de grandes religiosos e homens santos, mas não há termos de comparação entre o que eles realizaram e a obra que eu estou realizando.

(…) Originariamente, jamais pretendi tornar-me um grande santo ou Messias. Nunca pensei em mim nesses termos. No entanto, por sentir intenso amor pela humanidade desde jovem, eu pensava muito em me tornar um religioso, para poder salvar amplamente o mundo. Ingressando no mundo religioso, após atingir certo grau de aprimoramento, recebi a revelação do Divino Espírito de Deus, e desde então, com o passar do tempo, vem ocorrendo uma sequência de fatos misteriosos.

(…)A transformação gradual do lar em Paraíso é um fato verídico, proclamado por inúmeros membros de forma unânime.

Sendo eu, como acabei de dizer, aquele que tem a missão de executar a misteriosa Obra Divina, creio ter recebido, na condição de representante de Deus, a proteção que me permite cumprir a grandiosa missão de salvar o mundo.

“Salvador do Mundo” por Meishu-Sama em 20 de novembro de 1950

Extraído do Livro Pão Nosso de Cada Dia – Páginas 54 a 56

sábado, 1 de agosto de 2015

o status de Deus.





1° de janeiro de 2015

Com profundo respeito e temor a Deus, eu digo que Deus – o Único e Eterno Deus, Criador de todas as coisas no céu e na terra – conferiu a Meishu-Sama a Sua própria divindade: o status de Deus.

Deus está vivo dentro de Meishu-Sama e dentro de nós, pois cada um de nós recebeu uma parte do espírito de Deus, isto é, uma partícula divina.

Para Meishu-Sama e também para nós, Deus é o verdadeiro Pai, Aquele com quem temos a maior intimidade e a Quem devemos atribuir a maior importância.

A Respiração desse Deus Vivo e Eterno existe dentro de nós. Junto com todos os antepassados que estão vivos em nosso interior, estamos a cada instante recebendo de Deus essa Respiração, esse Sopro da Vida.

É através desse Sopro da Vida que Deus nos cria e educa para que possamos ser Seus verdadeiros filhos e viver na eternidade.

Expressando minha mais sincera gratidão a Deus pelo Seu grande amor e louvando-O do fundo do meu coração, eu gostaria de oferecer meus cumprimentos pelo ano novo primeiramente a Deus e, depois, a cada um dos senhores.

Em 1935, Meishu-Sama fundou a Associação Kannon do Japão e, assim, declarou o início da nossa religião.

Naquela época, junto com o jornal institucional Luz do Oriente, Meishu-Sama publicava a revista Mundo de Luz. No prefácio da primeira edição dessa revista, Meishu-Sama escreveu:

Deus é Luz.

E onde há Luz, paz, felicidade e alegria são abundantes.

Na escuridão, permeiam-se o conflito, a pobreza e a doença.

Vós que desejais Luz e prosperidade, vinde.

Vinde à Luz e chamai o nome de Bodhisattva Kannon;

Assim sereis salvos.

Meishu-Sama está nos chamando e incentivando a vir para onde há Luz, para onde Deus está, para o paraíso.

Foi no paraíso que Deus nos concebeu como partículas divinas. Portanto, o paraíso, e não o ventre materno, é o nosso verdadeiro ponto de partida.

Nós ainda trazemos esse glorioso paraíso em nosso interior.

Quando releio essas palavras de Meishu-Sama neste 80º aniversário, fico convencido de que Meishu-Sama está nos falando o seguinte: “Lembrem-se do tempo em que vocês estavam comigo no paraíso – o seu verdadeiro ponto de partida. Lembrem-se de como vocês estavam servindo a Deus nesse paraíso. Na terra, vocês vieram vivendo suas vidas na escuridão. Mas a graça de Deus chegou e já os envolveu. Recebam a graça de Deus e retornem ao paraíso como pessoas que já estão perdoadas e salvas. O paraíso está pronto para acolhê-los a qualquer hora e está brilhando gloriosamente neste exato momento dentro de vocês”.

Neste 80º aniversário, vamos responder ao chamado de Meishu-Sama e dizer a ele: “Eu agora retornarei ao paraíso junto com todos os meus ancestrais e todas as criações do universo”.

Meishu-Sama encerrou esse prefácio dizendo: “Chamai o nome de Bodhisattva Kannon; Assim sereis salvos.”

Desde a fundação de sua religião, Meishu-Sama atribuía grande valor a nomes sagrados como “Bodhisattva Kannon”, “Maitreya (Miroku)¹” e “Messias”.

E a partir de 1950, Meishu-Sama passou a dar maior importância ao nome Messias.

No dia 4 de fevereiro de 1950, Meishu-Sama mudou o nome de sua religião para Sekai Meshiya Kyo, ou Igreja Messiânica Mundial em português.

Muitos dos senhores talvez não estejam cientes disso, mas começamos a chamar Meishu-Sama de “Meishu-Sama” a partir dessa época, isto é, a partir de fevereiro de 1950.

E não foi por coincidência que o som de “Meishu” é semelhante ao som de “Messias”. Essa foi a intenção de Meishu-Sama. Em 1951, Meishu-Sama escreveu: “...o som espiritual da palavra Meishu não difere muito do som da palavra Messias. É possível que um dia Meishu se torne Messias”.

Também foi nessa época que Meishu-Sama adicionou o nome Messias à oração Zenguen- Sandji. Isso significa que Messias é aquele que agora faz a obra divina progredir.

Em 1951, Meishu-Sama compôs uma série de poemas estilo tanka com o tema “Messias”. Um deles é o seguinte:

A hora chegou

Em que Deus começa a revelar Sua verdadeira face.

Ele Se despojou da vestimenta de Kannon

E está agora nascendo como Messias.

O Bodhisattva Kannon evoluiu e se tornou Messias.

Para Meishu-Sama, o nome “Bodhisattva Kannon” foi integrado ao nome sagrado “Messias”.

No seu prefácio, Meishu-Sama escreveu: “Chamai o nome de Bodhisattva Kannon; Assim sereis salvos.”

Será que já não chegou a hora em que temos que atualizar essa frase dizendo: “Chamai o nome do Messias; Assim sereis salvos”?

O nome sagrado “Messias” tem o poder de trazer a salvação.

Assim como no prefácio escrito por Meishu-Sama, o fato de ser capaz de dizer o nome “Messias” no paraíso tem, por si só, o poder de trazer a salvação divina. Assim, vamos acreditar no poder desse nome sagrado, “Messias”, retornar ao paraíso junto com tudo, independentemente de quão difícil seja a nossa vida no momento, e chamar o nome sagrado Messias.

Nessa entrada de ano, seguindo as palavras de Meishu-Sama, eu gostaria de retornar ao paraíso que está brilhando gloriosamente em meu interior e louvar a Deus do fundo do meu coração em nome do Messias que é sempre uno a Meishu-Sama.

Para encerrar, gostaria de expressar a minha mais sincera gratidão a Deus por ter me ensinado sobre o nome sagrado “Messias” através de Meishu-Sama. Também oro para que a glória e a salvação ligada ao nome Messias envolvam todos os seguidores de Meishu-Sama, toda a humanidade, todos os ancestrais e toda a natureza.

Muito obrigado.


¹ Inicialmente, Deus Se revelou a Meishu-Sama através dos nomes de “Bodhisattva Kannon” ou “Maitreya (Miroku)”, normalmente associados a divindades búdicas. Entretanto, o entendimento que Meishu-Sama tinha a respeito dessas divindades era inédito, diferente daquele da tradição budista. Eventualmente, esses nomes evoluíram e foram integrados em um só nome: Messias.


CULTURA TOTALMENTE LIVRE DE DOENÇA, POBREZA E CONFLITO: EIS A CULTURA DO REINO DO CÉUS OU PARAÍSO


Apesar de nossa Igreja anunciar-se como religião e apresentar certa diferença em relação às demais, em geral as pessoas acham que ela não passa de uma das novas seitas religiosas. Essas pessoas estão com toda razão, pois até hoje não surgiu nenhuma religião tão maravilhosa como a nossa. Não se trata de uma simples religião que possa ser compreendida do ponto de vista das religiões tradicionais; entretanto, não encontrando um nome adequado, denominei-a Igreja Messiânica Mundial. E por que não existe um nome adequado para ela? Porque até hoje não existiu nada que tivesse características semelhantes às suas. Sendo assim, vou esclarecer os pontos em que ela diverge das demais.

A nossa Igreja descobriu todos os erros fundamentais da cultura básica – excetuando a Religião – e procura levar ao conhecimento de todos o que é a verdadeira cultura; além disso, apresenta claramente o método para alcançá-la. Dessa forma, promove uma revolução da cultura em grande escala. Quando esses fatos forem conhecidos pelo mundo inteiro, ela há de despertar grande atenção e interesse em toda a humanidade, principalmente entre os intelectuais.

Até os dias de hoje, em cada época apareceram grandes personagens que realizaram trabalhos revolucionários para a evolução da cultura; esses trabalhos, porém, eram limitados a uma determinada área e careciam de eternidade. Basta observar o mundo contemporâneo, para se comprovar tal fato.

Hoje, entretanto, ultrapassada a primeira metade do século XX, atingiu-se um nível de cultura sem termos de comparação, e poderão concordar comigo que a grande revolução que pretendo realizar não é nenhum sonho. No seu decurso, logicamente haverá a destruição e a construção. Mas não se trata de destruição causada pelas forças externas, e sim de autodepuração através do juízo de Deus; por outro lado, também é a construção da nova cultura. Queiramos ou não, esse tempo está se aproximando a cada momento. Em outras palavras, o que pertence ao Bem será poupado, e o que pertence ao Mal será destruído. Creio que com esta explicação poderão imaginar o que vem a ser o objetivo de Deus.

Mas será que durante a nossa vida esse grande empreendimento que nos parece algo fantástico irá se concretizar realmente? Eu próprio nunca havia pensado nisso, nem mesmo em sonho.

Como religioso, desejava unicamente fazer o máximo para a salvação da humanidade e acreditava que essa era a missão atribuída a mim por Deus. Entretanto, à medida que o trabalho ia sendo desenvolvido, fui compreendendo claramente a minha importante missão de construir a nova cultura. Ao mesmo tempo, em face de sucessivos e surpreendentes milagres, precisei tomar a minha grande decisão.

Entre tais milagres, avultava o fato do grandioso empreendimento ter sido minuciosamente planejado por Deus há vários milhões de anos.

Além de ver com os meus próprios olhos vários acontecimentos ou fenômenos que comprovam essa verdade, também compreendi que as profecias feitas por vários homens santos, desde tempos antigos, eram insinuações da construção da nova cultura. Portanto, firmemente convicto, já sem qualquer dúvida ou vacilação, estou desenvolvendo de corpo e alma a grande obra de salvação da humanidade(…).

“A Igreja Messiânica Mundial e a Revolução da Cultura”,
por Meishu-Sama em 25 de fevereiro de 1952
Extraído do Livro Pão Nosso de Cada Dia – Páginas 104 a 106

sexta-feira, 31 de julho de 2015

BOM SENSO


Para que a Fé seja autêntica, ela deve ser professada sem ferir o bom senso. Palavras e atos excêntricos devem ser vistos com desconfiança; entretanto, as pessoas geralmente dão muito crédito a tais coisas.

É preciso muita cautela. Religiões egocêntricas, fechadas, que não mantêm relações com outras e que se isolam socialmente, também não são dignas de confiança. A Fé é verdadeira quando não prejudica a lucidez e, ao mesmo tempo, desenvolve a consciência de que sua missão é salvar a humanidade. Jamais pode ser egoística ou fechada em si mesma. O Japão é exemplo típico do que aqui se condena: sofreu amarga derrota na Segunda Guerra Mundial porque visava apenas o seu próprio bem, ficando indiferente à sorte dos países vizinhos.

A formação de homens perfeitos é um dos propósitos da Fé. Evidentemente, não se pode exigir a perfeição do mundo, mas o esforço para consegui-la passo a passo deve ser a verdadeira atitude religiosa.

A consolidação da Fé faz com que a pessoa assuma uma aparência comum. Isto significa que ela se identificou plenamente com a Fé. Chega a tal ponto, que seus atos ou palavras jamais ferem o bom senso. Sempre inspira simpatia, sem dar indícios da religião a que pertence. No seu contato com os outros, assemelha-se à suave brisa da primavera. Suas maneiras são afáveis, modestas e gentis. Deseja crescente bem ao próximo e trabalha em favor do bem-estar da comunidade.

Sempre afirmei e continuo afirmando: quem deseja ser feliz, deve primeiramente tornar feliz seus semelhantes, pois a Divina recompensa que disto provém, será a Verdadeira Felicidade. Buscar a própria felicidade com o sacrifício alheio, é criar infelicidade para si mesmo.

Meishu-Sama em 25 de janeiro de 1949
Extraido do Livro: Alicerce do Paraíso v. 3

EXEMPLO DE TER OCASIONADO PROBLEMAS PELO FATO DE TRANSMITIR DE FORMA ERRÔNEA OS ENSINAMENTOS DE MEISHU-SAMA



MEISHU-SAMA: Antes eu não comia maçã, por isso, um membro me perguntou: "Grão-Mestre, (naquele tempo me chamavam de Grão-Mestre), por que o senhor não come maçã?"

Respondi: "A maçã não tem muito suco e, por isso, não gosto e não como. Portanto, quem quiser, pode comê-la, mas eu não como."

Esse membro sempre me trazia maçãs, logo, deixei-o avisado. E disse-lhe também o seguinte: "Na medicina, dizem freqüentemente que a maçã serve como remédio, mas não há fruta alguma em especial que sirva de remédio. Deus a fez porque era necessária; portanto, quem gosta, pode comer; pois a maçã não se transforma em remédio."

Não sei como foi que houve o equívoco, mas aconteceu o seguinte: andaram afirmando que "Meishu-Sama havia dito que maçã não era bom", e isso se espalhou. Cada vez que eu ouvia tal coisa, desmentia, mas como a força da propagação foi muito grande, a negação não surtia efeito.

Para completar, recentemente, ouvi algo engraçado que ocorreu no interior. As pessoas diziam que, de acordo com a medicina, a maçã serve de remédio, portanto, se a comessem, a sua toxina faria mal. Por isso, mesmo que elas ganhassem maçãs, não as comiam, deixando-as apodrecer. Indagadas sobre esse procedimento, disseram que tinham medo do veneno da toxina. Realmente, têm acontecido coisas cômicas.

Por isso, é melhor interpretar fielmente aquilo que digo e escrevo. Entretanto, ao passar de boca em boca, acrescentam-se novas informações e, aos poucos, acaba tornando-se algo absurdo.

Portanto, por causa desses fatos que parecem ridículos, geralmente, surgem equívocos além da imaginação; assim, tudo deve ser baseado no senso comum.

Deus disse ao homem para comer coisas gostosas, que têm sabor; porque este se transforma em nutriente, e que não se devem comer coisas amargas e de gosto ruim. É para isso que o sabor existe; logo, é errado comer forçado.

Tudo isso está escrito no livro; não incidirão em erro se acatarem tal como está escrito, sem interpretações.

Sendo assim, não se esquecendo de que tudo deve ser natural e mantendo bom senso ao tomar decisões, praticamente, não cometerão enganos.

Mioshie-shu No. 13 (27/08/1952)