quarta-feira, 12 de agosto de 2015

" O CAMINHO DO CASAL"

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MEISHU-SAMA:
Ultimamente, tem-se discutido bastante a conveniência do casamento arranjado e do casamento por amor. Vou explicar esse assunto do ponto de vista espiritual.

Em nosso país, principalmente nas cidades e até nos lugares mais afastados, sempre existem santuários onde está assentado Ubussuna (senhor protetor, padroeiro) , ou seja, o deus Ubussuna ou Ujigami-sama (deus da linhagem familiar). Eles correspondem exatamente aos cartórios do Mundo Material. O deus Ubussuna é quem se encarrega dos matrimônios, funerais e até dos nascimentos.

Desde os tempos antigos, quando nasce uma criança, as pessoas costumam ir ao templo para agradecer a Deus por lhes ter concedido a criança. Da mesma forma, quem une o homem e a mulher em casamento, é o deus Ubussuna e esse casamento pode ser por amor ou arranjado. Mas ambos são pela vontade do deus Ubussuna.

Entretanto, quem desconhece isso, acredita que o casamento é realizado pelas mãos do homem e, por isso, no final de uma briga de casal, tão freqüente na sociedade, um dos cônjuges diz: "Vá embora de casa"', mas isso é um grande erro. Sendo marido e mulher, unidos pela Vontade Divina, e o fato do ser humano dizer isso ou aquilo não seria um desrespeito enorme para com Deus? Por mais que seja um marido ou uma mulher que não agrada, foi Deus que definiu por existir a afinidade, portanto, é falta de consideração pensar de forma desprezível. Deve-se, com gratidão, agradecer. Consequentemente, sabendo disso e reconsiderando o assunto com sentimento de gratidão, é claro que as partes envolvidas conseguirão pensar que é uma boa esposa ou um bom marido.

Existe mais uma coisa importante. É a respeito da morte de uma criança. A sua causa se baseia na má conduta do pai. Por exemplo, o motivo é a relação com outra mulher, além da esposa, e esse pecado é grave; na maioria das vezes, leva à morte. Além do mais, existem aqueles que possuem duas, três, e ouve-se casos de mais de dez amantes, o que é algo realmente pavoroso. Os ancestrais que se encontram no Mundo Espiritual ficam extremamente irritados pelo cometimento desses pecados. Isso constitui empecilho para a prosperidade dos descendentes, e dependendo da gravidade do pecado, pode até mesmo cair na infelicidade de haver a extinção da família inteira. Por isso, os ancestrais tentam impedir a todo custo utilizando vários meios, mas as pessoas custam a despertar. E como o pecado cresce cada vez mais, é preciso que seja pago rapidamente. O chefe da família é quem deveria arcar com a responsabilidade, mas se isso acontecesse, a vida e o futuro da família ficariam comprometidos, e por isso, os ancestrais sacrificam os filhos no seu lugar. Essas coisas acontecem com frequência na sociedade, por isso, gostaria que os leitores tomassem muito cuidado. Creio que poderão se recordar de casos semelhantes.

A causa principal da briga de um casal é o ciúme da mulher e, depois, a dificuldade financeira. Por isso, se o chefe da família conscientizar-se dos motivos espirituais anteriormente citados, a causa do ciúme irá desaparecer. E se ele se conscientizar que um casal é unido pela Vontade de Deus, e que as relações extraconjugais constituem um pecado grave, não haverá outra alternativa, senão serem bons maridos, boas esposas, enfim, um casal harmonioso. Isso não é invenção minha para tornar os casais harmoniosos. É algo que me foi ensinado por Deus, acrescido de experiências que obtive durante longos anos, de modo que afirmo não haver nem um pingo de mentira.

Vou enumerar, a seguir, os ensinamentos que se referem ao assunto, constantes na Bíblia:
- Não separe, pois, o homem o que Deus uniu (Mt 19-6).
- Deixará o homem o pai e a mãe para unir-se à mulher e os dois serão uma só carne (Mt 19-5).
- Não cobiçarás a mulher de teu próximo (Dt 5-21).

Ofereço este texto aos casais do mundo inteiro.

Shinko-Zatsuwa (25 de fevereiro de 1949)



CARACTERÍSTICAS DA SALVAÇÃO PELA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL

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A missão da nossa Igreja é tirar as pessoas das torturas do Inferno e conduzi-las ao Céu, transformando a sociedade num paraíso.

Para que o homem seja conduzido ao Céu, é necessário que ele próprio se eleve, tornando-se um ente celestial, a fim de que, por sua vez, possa salvar o seu semelhante. Isso significa pendurar a escada do Céu até o Inferno e estender as mãos para puxar o homem, degrau por degrau. É nesse ponto que nossa religião difere das demais, sendo antes o seu oposto.

Todos sabem que os antigos religiosos contentavam-se com o mínimo necessário à sua subsistência. Eles se entregavam a penitências e procuravam salvar o próximo colocando-se numa situação miserável. Isso significa que estavam usando a escada em sentido contrário. O salvador empurrava os necessitados de baixo para cima, ao invés de puxá-los lá do alto; é fácil calcular o duplo esforço exigido. Mas não havia alternativa, visto que, nessa época, ainda não existia a noção do plano do Paraíso.

Naturalmente não havia chegado o tempo, pois a noite cobria o Mundo Espiritual. Entretanto, a partir de 1931, o Mundo Espiritual vem gradualmente se transformando em dia, facilitando a construção do Paraíso na Terra. Sendo Deus o construtor, a obra progride à mercê do tempo, bastando ao homem agir de acordo com a Vontade Divina. Deus traçou o plano, fiscalizando e utilizando livremente um número considerável de criaturas. (…)

Pelos fatos relatados, fica bem claro que Deus pretende formar o protótipo do Paraíso como início do advento do Paraíso Terrestre. Mas isso não é o bastante. Compete a cada homem tornar-se um ente celestial, e é chegado esse momento. Naturalmente, seu lar será paradisíaco e todos os componentes da família virão a ter uma vida celestial. Somente assim poderão ser salvas as pessoas que sofrem no “inferno”.

Daí a razão por que aconselho os fiéis a criarem uma vida sem sofrimentos, que é a Vontade do Altíssimo. Enquanto o homem não conseguir eliminar as três desgraças – doença, pobreza e conflito – não poderá ser salvo. Isso era impossível na Era das Trevas, mas hoje é possível. Terminou a época de sofrimento a que se referiu Sakyamuni. Se os leitores compreenderem o sentido desta verdade, sentir-se-ão dominados por uma alegria infinita, ainda desconhecida na experiência da humanidade.

Meishu-Sama em 5 de outubro de 1949

Extraído do Livro Alicerce do Paraíso volume 1 (trechos)


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terça-feira, 11 de agosto de 2015

ESPÍRITO DE BUSCA - KYUDŌSHIN



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Meishu Sama disse: “Eu ensino uma coisa mas a compreensão do que falei vai depender do nível espiritual de quem ouve”. Um homem de certa altura poderá compreender de certa maneira; uma pessoa de menor nível poderá interpretar de outra. As pessoas aprendem com palestras, aulas, lendo, etc, porém a melhor maneira de aprender as coisas mais importantes, é aprender de tudo em qualquer circunstância.

É isso que chamamos de KYUDŌSHIN, isto é, um esforço incansável na procura do caminho verdadeiro ou sabedoria verdadeira. KYU significa desejar, procurar. DŌ significa caminho, e SHIN significa coração. Em outras palavras: o coração que deseja procurar o caminho certo.

O valor dos religiosos, seja de que religião for, depende do tamanho do seu KYUDŌSHIN. Quem tem KYUDŌSHIN desenvolve, quem não tem, não adianta ter o melhor mestre do mundo, que não vai para a frente; e quem tem KYUDŌSHIN pode ter o pior mestre que se desenvolve. Tudo o que vê, ouve, todas as suas faltas e tudo o que se passa em volta, é aprendizagem, aprimoramento.

Quem tem KYUDŌSHIN está alerta a todos os acontecimentos e como sempre tem o objetivo de se aprimorar, então todas as coisas que olha, ouve e lê, procura saber ligar com o seu aprimoramento e pensa o que vai aprender com o que está acontecendo. Encontrará mestres em todos os lugares e em todas as pessoas.

Para conseguir aprender qualquer coisa com facilidade, precisamos estar como famintos. Geralmente, escolhemos o que é mais gostoso e ficamos satisfeitos. Porém, não devemos escolher a comida, precisamos saber comer de tudo. Saber saborear todas as comidas, assim também as coisas agradáveis e desagradáveis (acontecimentos). Para isso, precisamos ficar com fome, para ter vontade de comer e dar valor ao que comemos. O difícil é a pessoa chegar a um estado de “fome espiritual”. Estando com a barriga cheia, mesmo querendo comer, não dá, porque não conseguiremos digerir.

A natureza é sábia em sua função. Pessoa que pensa que já sabe tudo, que é perfeita, significa que é igual a quem está empanturrado e que não consegue digerir. Quanto mais a pessoa se torna humilde e tem KYUDŌSHIN, mais rapidamente consegue digerir, pois está ansiosa por comer mais, não fica acomodada. O corpo material chega a um ponto em que a pessoa não precisa comer mais, porém o corpo espiritual não cansa. Deve crescer sempre e, para isso, deve ficar em “estado de fome”, para querer alimento espiritual.

A presunção atrapalha a vinda de novos alimentos (conhecimentos) para nos fortalecer. Quem tem KYUDŌSHIN pode falhar à vontade, não devendo ter medo de errar. Precisamos ter medo de não experimentar, de não praticar. Não devemos ter vergonha de tentar fazer. Primeiro, tendo objetivo, procurando fazer a coisa certa e tendo KYUDŌSHIN, se falhar, não se preocupe, Deus perdoará, mesmo que a falha seja grande. Deus dará outra oportunidade. Mas se fugir da oportunidade para experimentar, Deus nunca mais dará outra oportunidade.

ENERGIA LIBERADA PELAS MÃOS CONSEGUE CURAR MALEFÍCIOS, AFIRMA PESQUISA DA USP.


Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o espiritismo, que pratica o chamado “passe”.

Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.

Segundo o cientista, durante seu mestrado foram investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.

A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.

As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição.”

Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress.

O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre deste ano. Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do Reiki e práticas semelhantes a partir de abril do ano que vem.









segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A PANDORGA (papagaio, pipa) EMITIU LUZ

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Um dia, depois de ministrar Johrei, como era de sua rotina, Meishu Sama saiu para o jardim. Ali empinou uma grande pandorga, que tinha uma gravura pintada de Dharma.

Eu costumava estar no jardim a esse tempo, e observei a pandorga flutuando no céu. Que esplêndida, imponente visão era aquela! De repente, percebi que o grande papagaio emitia uma luz de cor carmesins em seu redor. Vista de baixo, a luz parecia ter cerca de seis pés de amplidão. A pandorga cintilava com tal intensidade de brilho faiscante que parecia estar voando em todas as direções.

Eu estava cheio de admiração a essa majestosa visão e chamei para fora todos os que estavam no interior da casa para virem ver também a maravilha. Todos saíram e olharam, enchendo-se de pasmo e reverência também.

Depois de um curto momento, Meishu Sama disse a sua filha: "Itsuki-chan (*), segure isto por um instante para mim". Passando o fio da pandorga a ela, entrou na casa.

No momento em que o fio passou da mão de Meishu Sama para a de sua filha, a luz que circundava o papagaio desapareceu. Quando ele voltou, e retomou o cordel, a luz cintilou rápida e intensa, exatamente como havia acontecido antes.

Eu estava tão profundamente impressionado com essa visão que não pude deixar de perguntar-lhe o que significava.

Ele respondeu: " nada há de estranho nisso. A Luz Divina que emana do meu ser interior passa à pandorga através do cordel. Desde que não tenha outro lugar para ir, irradia da própria pandorga".

Ele explicou tudo tão simplesmente como se não houvesse no caso maior importância, mas nós os restantes estávamos tão impressionados que fomos movidos até as lagrimas.

A Luz sempre emanava do corpo de Meishu Sama, mas por alguma razão divina usualmente ela estava encoberta da vista pública. Naquele dia, entretanto, todos os que estavam presentes tiveram o privilégio de ver essa maravilhosa Luz.

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(*) Itsuki-chan: filha de Meishu Sama, quem mais tarde veio a ser a "Terceira Líder da Igreja (Kyoshu Sama, Sandai Sama)".

NOVO CONCEITO DE AMOR À PÁTRIA

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O amor à pátria parece ser comum a todos os povos. Talvez não exista um só país que não o adote como regra de ouro e máxima do civismo. No Japão também, até o fim da guerra, um forte sentimento de amor à pátria tomava conta de toda a população. Uma das causas, naturalmente, era o regime imperialista, em que o Imperador era o símbolo do povo, adorado como encarnação de Deus. O fato está nitidamente gravado em nossa memória.

É óbvio que o respeito e a crença na eternidade da família imperial criaram esse sentimento no povo e que certo grupo de ambiciosos e de governantes exerceu enorme influência sobre o ensino e a propaganda, fazendo com que tudo saísse a seu favor. Como resultado, construiu-se uma nação singular, como jamais se viu outra igual. Considerando-se um país Divino, o Japão acabou caindo na auto-satisfação, fez-se de "filhinho mimado", sem ao menos ser tão rico assim. Habilmente, os escolásticos insuflaram esse complexo de superioridade em termos lógicos e históricos, o que foi desastroso.

Assim, o sentimento de lealdade e patriotismo assolou o país inteiro, e o povo acabou por achar muito normal fazer qualquer coisa em prol da nação e do Imperador, até mesmo sacrificar a própria vida. Isto era considerado o mais elevado ato moral.

Com a perda da guerra, o orgulho dos japoneses voou longe e, ao contrário, até nasceu neles um sentimento de inferioridade. Nessa ocasião, houve uma declaração do Imperador que deixou o povo perplexo: "Eu não sou Deus, sou um homem". Nasceu, então, a nova Constituição, que dizia estar o poder político nas mãos do povo.

Dessa forma, o Japão se tornou uma nação democrática. Foi realmente um acontecimento inédito desde o começo de sua existência histórica. Além disso, a mudança de posição do Imperador, que antes se colocava em posição Divina, determinou que, à exceção dos intelectuais, o futuro da grande massa popular, já sem razão de existência, ficasse totalmente obscuro. E todos sabem que o povo acabou por perder o rumo, situação que continua até os dias de hoje.

A propósito, houve um fato muito engraçado. Logo após o término da guerra, todas as pessoas que se encontravam comigo diziam, com expressão desapontada: "O `vento Divino' acabou não soprando, não é?" Então eu respondia: "Não digam tolices. O `vento Divino' soprou, mas vocês o estavam interpretando erradamente. Em verdade, a Vontade de Deus é ajudar o bem e castigar o mal. Já que o Japão é que estava errado, é natural que tenha perdido a guerra. Portanto, ao invés de nos lamentarmos, deveríamos agradecer e até comemorar.

Como não podemos fazer isso, temos de ficar quietos, mas virá o dia em que todos compreenderão a verdade". Ouvindo isso, as pessoas diziam: "Entendi perfeitamente", e voltavam alegres para suas casas.

Através desse fato, podemos ver que os japoneses deixavam em segundo plano o que é bom e o que é mau, quando se tratava de assuntos relativos à nação. Pensando apenas no seu próprio bem, chegaram até a estabelecer e propagar o "slogan" "Hakko iti u" (o mundo sob a égide do Japão) e a julgar que, se o seu país estivesse bem, pouco importavam os outros países. Isso foi considerado lealdade e patriotismo, e assim os japoneses vieram avançando como cavalos refreados a cabresto. Desde essa época, portanto, estava sendo plantada a semente terrível da catástrofe.

Quando pensamos em tudo isso, compreendemos que o amor à pátria deve estar de acordo com a época. Além do mais, se não for com base no conceito do bem e do mal, do certo e do errado, é impossível formar um plano a longo prazo, em termos nacionais.

Sendo assim, vou mostrar o sentimento de amor à pátria que está de acordo com a era vindoura.

Em termos mais claros, o fundamental é tornar "Daijo" o pensamento do Japão, que até então era "Shojo". Sintetizando: criar o amor internacional, o amor humanitário, isto é, amar o mundo por amar o Japão. Atualmente, tudo está se tornando universal e internacional, e as aspirações independentes e transcendentais já se tornaram sonho do passado. Conseqüentemente, em termos concretos, o amor à pátria, daqui para frente, deve consistir, antes de mais nada, em tornar segura a vida de nossos irmãos - noventa milhões de pessoas - e fazer do Japão uma nação justa, baseada na moral, merecedora do respeito do mundo inteiro. A propósito, existe o problema do rearmamento, que está em ativa discussão. As teses favoráveis e contrárias acham-se em confronto há algum tempo e não se obtém nenhuma solução. Entretanto, acho que não é um problema tão difícil assim. Encarando-o como um problema real, logo compreenderemos a solução adequada, ou seja, abandonar o rearmamento se houver garantia de que não há absolutamente nenhum país que possa invadir o Japão; caso contrário, fazer uma defesa de acordo com a capacidade do país.

Meishu-Sama, 03 de dezembro de 1952

domingo, 9 de agosto de 2015

O que é Tieshokaku

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AULA DO REVERENDÍSSIMO WATANABE - TIESHOKAKU

1. O que é Tieshokaku
A coisa mais importante para a nossa evolução é o Tieshokaku. Desenvolver o Tieshokaku é conseguir compreender a razão das coisas. Mas não adianta compreender de maneira errada.
Então a base para medir o Tieshokaku é o Ensinamento de Meishu-Sama.
Se conseguir compreender, dar a razão, a maior parte dos Ensinamentos, significa que desenvolveu o Tieshokaku:
Também poderá se manifestar, com essa evolução, uma capacidade de interpretar com rapidez as causas dos problemas que lhe são propostos.

2. Se desenvolver seu Tieshokaku, tudo correrá bem
Todas as coisas têm suas razões. Por isso, se compreendermos as razões das coisas, tudo dará certo, mas se não compreendermos, significa que o Tieshokaku está nublado.
Nublado significa que existem máculas no corpo espiritual. Para eliminar essas máculas, é preciso ler os Ensinamentos. Assim, eliminando as máculas, desenvolvendo o Tieshokaku, poderá tornar-se um homem atento e compreender as razões das coisas. Deste modo, tudo poderá correr em ordem.
Quando tiver algum problema, sempre deve existir alguma coisa que esteja fora de sua razão. Por isso deve compreender, conhecer, a razão. Saber a razão deve tornar o homem atento. Quando conseguir agir de acordo com a razão, conseguirá realizar as coisas da melhor maneira e com menor esforço.
Se não agir de acordo com a razão, mesmo Deus sendo amor e querendo realmente nos beneficiar com abundância, não conseguirá: não haverá qualificação para receber a ajuda.
Por exemplo, o dinheiro. Deus está querendo mandar dinheiro para nossa carteira, mas se nela há muita sujeira, o dinheiro não pode ser colocado. Por isso, deve-se primeiro tratar de limpar a carteira.
Um homem quando quiser ser salvo, tem ele mesmo que criar condições para ser salvo. Se não souber criar essas condições, Deus, mesmo sendo o Criador da Lei e da Ordem não poderá se desviar dessa Lei e dessa Ordem. Ou seja, mesmo querendo Deus não poderá salvá-lo.

3. Quando desenvolver a Sabedoria, tudo correrá bem
Meishu-Sama disse que trabalhava como se estivesse se divertindo. Não sentia que no trabalho estivesse se sacrificando. Porque se trabalhasse com má vontade e sofrimento, as coisas não correriam bem. Essa forma de pensar é muito diferente de que pensam os homens atuais. Com os Membros também isto acontece. Por isso Meishu-Sama disse que quando receber pedido para ir a alguma casa ministrar Johrei, quem for com alegria, o Johrei terá sempre bom resultado. Porque cria mais vontade de ir novamente e aí tudo correrá bem. Assim, quanto mais conseguir trabalhar com alegria, mais desenvolvimento e expansão haverá.
Mas, como o homem possui certos costumes, pensa até que é natural, comum, trabalhar com sofrimento.
Mas quando o resultado não vai bem, não sai como a gente quer, sempre se conseguirá compreender que estamos trabalhando com sacrifício.
E também existe outra coisa importante: o Tempo, a época. Mesmo alguma coisa que poderia dar certo e tendo bom plano, se não estiver de acordo com o Tempo e época não funcionará. Isto não significa que estava errado o que se ia fazer, só que não chegou o tempo para ser feito.
Devemos ter Tieshokaku para poder ver este tempo exato, para enxergar se podemos ou não executar o que está planejado. Há também outra coisa igualmente muito importante: a Ordem.
Quando alguma coisa que está certa, que tem plano, e também está dentro do tempo, não funciona, neste caso – muitas vezes – tem falha na questão de Ordem. Quando colocar as coisas em ordem tudo andará facilmente. Para descobrir essa ordem também é preciso ter Tieshokaku.
Meishu-Sama disse que o Tieshokaku tem grande influência em todas as coisas. E Meishu-Sama dava um exemplo que considerava dos mais fáceis: quando atender alguém com ministração do Johrei e não alcançar resultado suficiente, sempre existe alguma razão, como: não estar atingindo o ponto vital – ou estar desviado da ordem.
Quando um doente tiver muitos parentes contrariados com o Johrei ou a pessoa que receber o Johrei tiver Sonen errado, não haverá resultado positivo, de acordo com a Lei da Salvação. Por isso que é importante desenvolver o Tieshokaku, para poder descobrir o mais rápido possível o desvio das razões.

4. Infeliz é aquele que não possui Sabedoria.
Geralmente felicidade e infelicidade do homem depende de sua cabeça. Tornar-se infeliz dignifica que é cabeça ruim, burro. Mais burros são os perversos. Porque eles pensam que terão mais sucesso agindo de forma errada. Não sabem que agindo errado vão se perder. E não conseguem compreender porque são burros.
Por isso Meishu-Sama dizia que os homens perversos são os mais burros, explicando que a fama da gente, posição e dinheiro não influem na felicidade do homem.

5. Para descobrir Ponto Vital tem que cultivar a sabedoria
Descobrir o Ponto Vital é o objetivo mais importante da vida da gente.
Política, economia, relações públicas, etc., em tudo que a gente faz atualmente – mesmo fazendo reuniões diárias, reunindo homens importantes – muitas vezes se foge do Ponto Vital e é por isso que não saem bons planos.

6. Mesmo tendo Sinceridade senão tiver Sabedoria não poderá salvar o Homem.
Muitas pessoas que procuram ajudar a salvar alguém, mesmo fazendo o máximo possível, não conseguem resultados favoráveis. Neste caso está faltando Sinceridade.
Para salvar uma pessoa também existe tempo e oportunidade. Mesmo que a pessoa se esforce ao máximo com a boa vontade de salvar, senão descobrir tempo e oportunidade, além da vontade pessoal de quem vai ser salvo, não dará certo.
Quando se encontra uma pessoa errada a gente pensa, naturalmente, que é dando conselhos que consegue corrigi-la, que consegue ajudá-la. Mas isto só a gente é que pensa: que pode conseguir ajudar e corrigir desta maneira.
O homem possui sempre certo apego e por isso, dificilmente corrigirá suas falhas através dos conselhos e das orientações que recebe.
Nestes casos é melhor deixar que a pessoa continue errando, batendo com a cabeça, até que sinta que não tem mais saída e – conscientemente – recorra à orientação. Depois disso, ao receber a orientação, a pessoa reconhecerá, de coração, as suas falhas e poderá corrigi-las. 
Meishu-Sama explicava que esta maneira de atuar parece desprovida de sentimento, mas querendo salvar alguém teremos que agir desta forma.
Se opinarmos, se dermos conselhos, no meio do processo sempre ocorrerão resultados contrários por causa do forte apego da pessoa, principalmente com relação aos casos amorosos, pois quanto mais se preocupa separar mais esquenta o homem e a mulher.
Por isso, quando recebia pedido para aconselhar nesses tipos de problemas, Meishu-Sama sempre falava para que entregasse o caso nas mãos de Deus. Realmente entregar a responsabilidade para Deus, porque na verdade, agindo assim, sempre dará melhores resultados.
Exemplo: uma pedra rolando por uma ribanceira. Se tentarmos interromper seu curso nada conseguiremos e ainda iremos nos machucar.
Assim, nesses tipos de problemas, a pessoa que se esforça o máximo possível para ajudar, está agindo como no caso da pedra. Temos que esperar que a pedra role até o fim. Se a pedra chegar ao fim da ribanceira, mesmo que a gente não faça nada, a pedra vai parar, sozinha.
Por isso Meishu-Sama ensina que precisamos ter Tieshokaku para descobrir se a pedra está no meio, rolando, ou se está no fim da ribanceira, parada.
E nosso Mestre sempre repetia: Procurem desenvolver o seu Tieshokaku.

7. Se entregar nas mãos de Deus ativará mais a Sabedoria.
A gente não pode complicar demais quando pensa nas coisas. E também não pode simplificar demais. Porque quando pensamos demais, muitas vezes sai resultado negativo. Por isso devemos simplesmente pensar e o resto entregar nas mãos de Deus.
Assim sendo, poderá Ter sempre seu Espírito tranqüilo, leve. Quando o Homem tiver seu Espírito descansado surgem as boas idéias. Mas se a mente não estiver relaxada não terá condições para que surja a boa idéia.
Por isso Meishu-Sama ensinava que é melhor deixar a cabeça vazia para que surjam as boas idéias, explicando que quando consegue Ter boas idéias (bons pensamentos) geralmente recebe uma inspiração do seu Espírito Guardião, porque Deus não trabalha diretamente com o Homem mas sempre por intermédio do Espírito Guardião.
Mas se estiver com a mente ocupada (cabeça cheia) mesmo que venha o aviso, sua antena não funciona bem para receber a idéia. Por isso não surgem boas idéias, porque elas são uma espécie de inspiração.
Daí a necessidade de sempre estar com a mente relaxada. Embora isto seja difícil porque quando há muitas preocupações tem muitas coisas que prendem a gente.
Meishu-Sama orientava que só aprimorando a Fé, sabendo entregar os problemas nas mãos de Deus – até mesmo conseguindo criar o hábito de entregar problemas a Deus – poderemos alcançar esse estado de tranqüilidade. Fazer isto é uma espécie de Austeridade Religiosa, uma Prática (treinamento) da Fé.

OBSERVAÇÃO – Bom entregar nas mãos de Deus, mas não pode abusar de Deus.
É que às vezes poderá falhar se considerar todos os acontecimentos exclusivamente como vontade de Deus. Precisa Ter Sabedoria para não falhar. Afinal de contas não se pode ficar preso a uma coisa e também não se pode confiar demasiadamente na força humana. Deverá harmonizar as forças globais. Isto é Izunome. Não se pode ser só vertical e nem se pode ser só horizontal.

8. Não se pode pensar demasiadamente.
Quando se pensar demasiado não sairá Sabedoria superior. Parece que as pessoas que pensam demais sofrem e fazem coisas erradas. Se a pessoa não consegue uma solução rápida, se deve pensar demasiadamente, isto é sinal de que seu Espírito tem muitas máculas. Tanto que, uma vez conseguindo eliminar essas máculas, não terá apenas mais saúde, mas também se tornará mais inteligente.
Portanto, se há um objetivo de se tornar inteligente, sábio, é preciso eliminar as máculas espirituais por intermédio da Prática da Fé que Meishu-Sama nos ensinou.

9. Saber esperar o tempo exato para que surja a Sabedoria
Meishu-Sama disse que quando pensava um pouco e não vinha uma boa idéia, deixava de pensar, parava de pensar. Não insistia na busca da solução. Esquecia. Assim, esquecendo, de uma hora para outra, de repente, surgia a solução, aquela idéia que ele queria. Isto significa que pensando um pouco e não saindo uma boa idéia é melhor parar. Porque são saindo uma boa idéia quer dizer que não chegou o tempo exato. Se chegar o tempo exato Deus vai nos avisar.
Aí é que se consegue desenvolver o trabalho dentro da Ordem, sem sofrimento. Este sabor muitos homens não entendem. Meishu-Sama, como entendia, não criava sofrimento para Ele.

10. Para ganhar Sabedoria é preciso ler os Ensinamentos
• Receber Luz através da Leitura dos Ensinamentos
Devemos ler com assiduidade os Ensinamentos porque essa leitura não só desenvolve a nossa compreensão das coisas, como também permite que recebamos Johrei. Lendo os Ensinamentos estamos recebendo Johrei.
Isto poderá purificar o Espírito do Homem. Meishu-Sama ensinou que mesmo que a pessoa esqueça do que leu terá plantado a semente da Luz e um dia essa Luz brotará dentro da pessoa.
Por isso é que é bom deixar que as pessoas leiam, o mais possível, os Ensinamentos.
• Alma despertará através da Leitura dos Ensinamentos.
Johrei purifica de fora para dentro e a Leitura dos Ensinamentos purifica de dentro para fora.
Porque a Alma é pura em qualquer pessoa. Só que muitas máculas em volta da Alma criam condições para ser um mau Homem.

11. Três maneiras para desenvolver o Tieshokaku
Objetivo da Fé é, lubrificando a Alma purificar o coração.
(Objetivo da Fé é eliminar as máculas que envolvem a Alma para purificar o coração).
Para se alcançar este objetivo, há três maneiras:
1 – Sofrimento – através da Austeridade Religiosa ou das purificações;
2 – Acumular ações virtuosas; e
3 – Através da apreciação da Arte Superior.
Melhor maneira – servir na Obra de Meishu-Sama

12. Desenvolver Tieshokaku de acordo com a evolução do Yukon através da salvação do Homem
Importante é evoluir a posição do Espírito no Reino Espiritual. Para elevar essa posição devemos ser purificados. Para isso nos precisamos purificar sofrendo ou ganhar méritos por ajudar alguém.
Se elevar a posição do Yukon receberá muitas riquezas e acontecerão somente coisas positivas. Por isso nós precisamos fazer os outros felizes e ao mesmo tempo acumular ações virtuosas.
Isto significa Servir à Obra de Meishu-Sama.

13. Desenvolvimento do Tieshokaku através do Treinamento para ser atencioso com as pessoas e se preocupando com o bem estar dos outros.
Meishu-Sama dizia aos jovens que eles deveriam se tornar como um batedor de carteiras, dizendo que se Ele fosse um teria sucesso porque sabia fugir depressa. Explicava, porém, não roubar as coisas dos outros, mas o resto deveria ser como o batedor de carteiras. Agindo com rapidez, agilidade, etc. Assim, poderia descobrir o Ponto Vital das coisas rapidamente, sem desgaste e com melhor rendimento.
Evoluir (desenvolver) a Espiritualidade é isso. É conseguir tornar-se Homem muito observador, muito atento, em qualquer coisa. Mas como a maioria não é atento, isto significa que seu Tieshokaku é muito Baixo.
Procura, então, se esforçar sempre para ser atento e observador. Quando alguém lhe fala alguma coisa se conseguir descobrir o Ponto Vital, no que quer dizer, rapidamente, significa que Tieshokaku é desenvolvido.
Por exemplo: Alguém falou de determinada forma, então a personalidade dele é assim. Ao receber uma visita logo saberá o objetivo dessa visita. Indo à casa de alguém, observando o doce que uma criança come, descobrir a situação financeira da família. Olhando para as gravatas, perceber o senso de cada um. Pela maneira de vestir avaliar o asseio, a higiene, da pessoa.
Conseguindo isto tudo a pessoa será muito útil para poder até observar a mudança do Sonen dos membros, a evolução ou involução dos membros.
Importante é descobrir o Ponto Vital das coisas. Até na profissão de cada um. Assim até poderá render mais no seu trabalho, através dessa evolução.
Até ao ministrar Johrei deve-se encontrar o Ponto Vital dos problemas.

14. Através de encontros com a Arte Superior também poderá evoluir o Tieshokaku
Quando apreciar a Arte dos grandes artistas, aqueles de Alma elevada, nossa crítica também se desenvolve. Esse aprimoramento influi no desenvolvimento do Tieshokaku, para sabermos o que é bom e o que é falso.
Por isso é importante ter visão crítica para ver as coisas até fora das Artes.

15. Sabedoria Divina de Meishu-Sama
Meishu-Sama compreendia e descobria qualquer solução, na hora. Ao começar a ensinar as coisas e a preparar os livros, falava e escrevia sem pensar.
Mesmo na construção do mini Paraíso Terrestre saiam idéias e planos, naturalmente. Até quando Meishu-Sama resolveu falar sobre o diâmetro da coluna central do Museu de Hakone, quantos centímetros deveria ter, e quantas colunas seriam necessárias, os engenheiros tinham dificuldades para aceitar as soluções propostas, assim de improviso. Daí a uns dois meses, quando terminavam seus estudos e cálculos se assustavam porque os dados enunciados pelo Mestre estavam corretos, certos nos mínimos detalhes.

Observação – Kenshinjitsu (Posição Universal) – Ter visão para ver a Verdade real.
Buda chegou a Kenshinjitsu com 72 anos e Nitiren chegou aos 50. Cristo se não chegasse ao Kenshinjitsu não poderia revelar o que revelou. E muitos outros sábios chegaram também ao Kenshinjitsu. Meishu-Sama chegou ao Kenshinjitsu com 45 anos.
E ele explicava que quando a pessoa chegar ao Kenshinjitsu conseguirá saber Passado, presente e futuro em todos os pontos de vista. Até poderá enxergar como será o futuro da Humanidade, saber qual será o comportamento do Homem do futuro.
Disse Meishu-Sama que as coisas detalhadas Ele não poderia dizer agora, porque as forças negativas que atuaram em Buda e no Cristo ainda estão conosco, buscando prejudicar a Obra. Mas Meishu-Sama afirmou que aquilo que Ele já ensinou basta para que o Homem atual saiba o que fazer.
Frisou que o objetivo da Fé é chegar ao ponto de Kenshinjitsu. Quando se alcançar este ponto poderemos esclarecer todas as coisas. Por isso Ele salientava que dava Seus Ensinamentos para ajudar as pessoas a se aproximarem desse ponto, do Kenshinjitsu.