quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DEUS KANZEON BOSSATSU


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Referi-me anteriormente à afinidade de Kanzeon sob vários aspetos. Como já afirmei, a razão pela qual ele se tornou Kanzeon Bossatsu, foi sem dúvida a violência e a pressão do deus Sussanao-no-Mikoto.

Mas, como ficou o trono do imperador de pois da partida do deus Izunome-no-Kami? O imperador Amaterassu, irmão mais novo de Izunome-no-Kami, infelizmente, sem qualquer motivo, veio a falecer repentinamente. Assim, sem outra alternativa, a imperatriz Amaterassu foi indicada para ocupar o trono. É por esse motivo que, ainda hoje, o deus Amaterassu-Ookami, apesar de ser deus do Sol, é venerado como deusa.

Como já me reportei antes, Sussanao-no-Mikoto ambicionava usurpar o poder e governar o Japão. Todavia, pela sua excessiva precipitação, não escolheu os meios para alcançar seu objetivo e implantou uma política de força. Em conseqüência, o povo ficou numa situação caótica, chegando a uma situação de total ingovernabilidade. Isso desagradou ao deus Izanagui-no-Mikoto, pai de Sussanao-no-Mikoto, e a repreensão que este recebeu foi inevitável. O comportamento de sussanao-no-mikoto deveu-se igualmente ao fato de ser ele um deus de linhagem coreana. Como posteriormente ele não se arrependeu, continuando com o mesmo comportamento, sem outra alternativa, foi decidido que seria expulso do Japão. No "Koji-ki" (registros de histórias antigas do Japão) consta o seguinte:

"Devido ao seu mau comportamento e à sua desastrosa administração, o deus Sussanao-no-Mikoto foi repreendido pelo deus Izanagui-no-Mikoto e mandado para o Mundo Espiritual. Como sua mãe, a deusa Izanami-no-Mikoto, encontrava-se lá, ele planejou ficar com ela, em reclusão, até ser perdoado. Antes de partir para o Mundo Espiritual, foi ao Céu, despedir-se de sua irmã mais velha, a deusa Amaterassu-Oomikami."

Sobre isso, o "Koji-ki" registra:

"O deus Sussanao-no-Mikoto, fazendo estremecer as montanhas e rios, tentou subir ao Céu. Ao saber disso, a deusa Amaterassu-Oomikami ficou deveras assustada, desconfiando que seu irmão mais novo vinha para atacá-la. Quando ele chegou ao Céu e se encontrou com a irmã, sentiu algo de anormal no comportamento dela. Disse-lhe então: 'Parece que você, minha irmã, está suspeitando de mim, mas não tenho nenhum pensamento vil. Sou inocente e vou-lhe apresentar uma prova'. Assim dizendo, desembainhou a espada e mergulhou-a na água do poço Manai. Nesse momento nasceram três deusas: Itikishima-Hime-no-Mikoto, Okitsu-Hime-no-Mikoto e Taguiri-Hime-no-Mikoto. Amaterassu-Oomikami retrucou: 'Eu também vou lhe mostrar a pureza do meu sentimento'. Dizendo isso, tirou o colar pendurado ao peito, sacudiu-o igualmente na água. Aí nasceram cinco deuses masculinos: Ameno-Oshihomimi-no-Mikoto, Ameno-Hohi-no-Mikoto, Amatsu-Hikone-no-Mikoto, Ikutsu-Hikone-no-Mikoto e Kumano-Kussubi-no-Mikoto."

Naturalmente, isso é uma metáfora. Na realidade, Sussanao-no-Mikoto chamou suas três filhas e Amaterassu-Oomikami, seus cinco vassalos. Os dois, tendo cinco homens e três mulheres como testemunhas, tentaram firmar um compromisso. Esse compromisso tinha como ponto de referência o lago Biwa-ko, situado em Oomi, na atual província de Shiga-ken, também denominado lago Shiga-no-ko ou, como me referi acima, Ama-no-Manai. A parte leste ficaria sob o domínio da deusa Amaterassu-Oomikami e a parte oeste, sob o domínio do deus sussanao-no-Mikoto. Foi firmado assim o compromisso que, nos termos atuais, seria um tratado de paz. Esse compromisso é conhecido pelo nome de Compromisso de Yassuga-Hara. Ainda hoje existe uma vila chamada Yassuga-hara,à margem direita do lago biwa, o que me leva a crer que o compromisso foi firmado nesse local.

Durante um curto período, houve momentos de tranqüilidade. Contudo, o deus Sussanao-no-Mikoto, como sempre, não conseguia manter-se em reclusão e, por esse motivo, teve sua expulsão consumada.

Vou referir-me agora à deusa Ryuuguu-no-Otohime (Princesa do Som do Palácio do Dragão), conhecida há muito por todos. Para isso torna-se necessário retroceder um pouco no tempo.

Havia cinco irmãos, de sexo masculino e feminino, nascidos dos deuses Izanagui-no-Mikoto e Izanami-no-Mikoto. O primogênito chamava-se Izunome-Tennoo; o segundo filho, Amaterassu-Tenno; o terceiro filho, Kan-Susanao-no-Mikoto; a primogênita, Wakahimeguimi-no-Mikoto, e a segunda filha, Hatsuwakahime-no-Mikoto.

O deus Izanagui-no-Mikoto fez primeiro Izunome-no-Mikoto (Izunome-Tenno?) governar o Japão. Depois, deu essa incumbência ao imperador Amaterassu-Tenno e, a seguir, à esposa deste, a imperatriz Amaterassu-Koogoo. Sussanao-no-Mikoto, desde o início, foi incumbido de governar a Coréia. Destinaram-lhe como esposa, naturalmente, uma princesa coreana. Como ela se tornou esposa do irmão, os irmãos dele começaram a chamá-la de Otooto-Hime (Princesa do Irmão Mais Novo). Abreviando ainda mais, passaram a chamá-la de Oto-Hime (Princesa do Som). Antes, ela era chamada de Otome-Hime, talvez porque, no tempo de solteira, no nome coreano incluía, também, o ideograma arroz.

Como foi exposto anteriormente, desde que seu marido saiu numa viagem sem destino, Otooto-Hime (Princesa do Irmão Mais Novo) ou Oto-Hime (Princesa do Som) teve, naturalmente, uma vida solitária. Assim, ela retornou logo à Coréia, sua pátria, e ali construiu um palácio magnífico, onde vivia com inúmeras criadas.

Nessa época, um jovem chamado Tarô, nascido no Japão na região de Shinshu, que gostava muito de pescar, sempre ia para o alto-mar, saindo da praia situada nas imediações de Hokuriku. Certo dia ele defrontou-se com uma grande tempestade e, com muito esforço, consegui se salvar, chegando a uma praia da Coréia. Neste país, os japoneses eram alvo da curiosidade de todos. Por esse motivo, é lógico que Oto-Hime não podia deixar de convidá-lo para ir ao seu palácio, onde a entrada de homens era vedada.

Talvez por não suportar a solidão, Oto-Hime, que na época era como se fosse rainha, quando se encontrou com Tarô, apaixonou-se à primeira vista, por ele ser muito bonito. Não conseguindo resistir, arranjou um pretexto para que o jovem pudesse permanecer no palácio. Sua paixão por Tarô foi-se tornando cada vez mais ardente e, assim, ela ficava junto dele dia e noite. Um dia o povo tomou conhecimento disso. Como as críticas foram aumentando, a princesa viu-se forçada a romper o romance. Enchendo uma caixa com maravilhosos tesouros, Oto-Hime deu-a de presente a tarô e providenciou que ele retornasse ao seu país. Esta é a famosa "Tamate-bako" (arca do tesouro). Dizem que quando Tarô abriu essa caixa, seus cabelos ficaram brancos, mas essa história deve ser invenção de alguém.

O sobrenome de Tarô, Ura-shima (ilha de trás), talvez seja uma referência à Coréia, pelo fato de ela estar situada "atrás" do Japão. Creio que esse sobrenome lhe foi colocado por um escritor de uma época posterior. Quando Oto-Hime era como se fosse a rainha da Coréia, tanto o Japão como a China foram dominados por esse país e pode-se dizer que até a parte leste da Índia estava sob influência coreana. Naturalmente, isso aconteceu porque Sussanao-no-Mikoto, durante certo tempo, teve um poder grandioso, que se expressa pela frase "capaz de derrubar até mesmo uma ave voando". Além do mais, a deusa Oto-Hime era uma mulher de personalidade forte, que suplantava até mesmo os homens.

Justamente na época em que encerrava sua Providência na Índia e pretendia voltar ao Japão, Kanjizai-Bossatsu chegou até ao sul da China. Sabendo que no Japão ainda pairava uma atmosfera de perigo, resolveu ficar naquela região por algum tempo. Desde então, passou a ser chamado de Kanzeon. Durante sua estada na Índia, ele ficara comtemplando o mundo de Jizai-Ten, e por isso atribui a si mesmo o nome Kanjizai. Desta vez ficou comtemplando o mundo de Oto-Hime, razão pela qual denominou-se Kanzeon. Lendo-se de trás para a frente, o termo Kanzeon significa "contemplar o mundo de Oto-Hime".

Quando Kanzeon propagou os seus ensinamentos aos povos do sul da China, como era a atuação de um Bossatsu de elevada virtude, os povos vizinhos, sentindo uma espécie de amor filial por ele, procuravam-no e reuniam-se à sua volta. Desde então, a Fé Kannon, finalmente se estendeu por toda a China. Entretanto, com idade avançada e tendo concluído sua providência, Kanzeon acabou falecendo naquele país. O fato de, ainda hoje, toda a China, isto é, a Manchúria, a Mongólia e até a região do Tibete terem uma fé inabalável em Kannon, encerra um profundo significado, sobre o qual falarei gradativamente. É lamentável não ter restado no sul da China nenhum vestígio da passagem de Kannon. A razão disso é que aquela região foi assolada pela guerra várias vezes, o que, inevitavelmente, fez desaparecerem esses vestígios.

A Criação da Civilização

terça-feira, 25 de agosto de 2015

OUTROS TIPOS DE CÂNCER


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Um câncer muito freqüente, é o câncer do útero. Sua causa é o pecado do aborto provocado em vidas anteriores, ou na vida atual. Encolerizado por ter sido arrastado das trevas para as trevas, o espírito dessa criança encosta no útero da mãe. Quanto ao câncer vaginal, é muito raro. Ele é causado pelo pecado do relacionamento imoral entre homem e mulher.

Vejamos agora o câncer de garganta. Ele ocorre em pessoas que, nesta vida, ou em vidas anteriores, eram avicultores e mataram muitas galinhas torcendo-lhes o pescoço. Na maioria dos casos, esse tipo de câncer é causado pelo encosto desses espíritos enraivecidos. O câncer da língua deve-se a pecados cometidos através da língua, em vidas anteriores: é o encosto dos espíritos aos quais, pela língua ferina, se fez sofrer ou se causaram danos. Deve-se também a um pecado de que geralmente não se tem consciência. É o pecado da transmissão de teorias erradas, maus ideais, religiões falsas, etc., induzindo muitas pessoas a errarem, ou seja, o pecado de espalhar males pela sociedade. Como isso prejudica um grande número de pessoas, constitui um pecado grave.

Existe ainda o câncer da face, do ânus, etc., mas são muito raros. O câncer da face deve-se ao pecado de ter esbofeteado alguém. Como conseqüência dos danos causados à pessoa, quem a esbofeteou é atingido pela sua vingança. O câncer do ânus deve-se ao sentimento de vingança de uma pessoa a quem se causaram danos anais.


"A Criação da Civilização",

CÂNCER DO RETO


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Em seguida, vejamos o câncer do reto. Esse câncer não é móvel, mas sim fixo. Como o reto é o canal de passagem das fezes, a passagem destas fica obstruída. O tratamento médico consiste em extrair a parte cancerosa, através de cirurgia. Isso acaba com a passagem para as fezes, razão pela qual se faz um orifício no abdômen, lateralmente, e coloca-se um dreno, uma espécie de ânus artificial. Não há nada pior. O dreno permanece sempre aberto, de modo que as fezes vão saindo por ele ininterruptamente, e por isso a pessoa tem de usar fraldas como se fosse um bebê. Inclusive, há o perigo de, com o movimento, o intestino sair por esse orifício, e o sofrimento que isso causa não é nada pequeno. A maioria das pessoas se queixa, dizendo que é melhor morrer, mas existem algumas que, embora chorando, vivem bastante tempo. A causa desse câncer está na vida anterior, quando a pessoa praticou ações que impediram a purificação dos pecados de outras pessoas, ou seja, praticou crimes como perdoar alguém ou tornar sua pena mais leve mediante o recebimento de propinas; ou então, movida pela ambição, levou outras pessoas a cometerem atos condenáveis.
"A Criação da Civilização",

CÂNCER


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Entre os tipos de câncer, o mais freqüente e o mais problemático é, sem dúvida, o câncer gástrico. Como já expliquei detalhadamente o câncer gástrico falso, vou ater-me ao câncer gástrico autêntico, que é causado por encosto. Na maioria das vezes é encosto de espírito de cobra. O espírito vingativo de uma cobra morta pelo próprio doente, na encarnação anterior, ou por um ancestral seu, encosta nessa pessoa para fazê-la sofrer. Os sintomas se manifestam centralizados em toda a região abdominal. O câncer é de tamanho pequeno, mas, tal como a cobra, umas vezes é redondo, outras vezes é comprido, e se movimenta igual a uma cobra nadando. Nesse momento, causa dor violenta, mal-estar, falta de apetite, etc.; com um pouco de atenção, pode-se perceber sua localização. De qualquer forma, como se trata de espírito, mesmo que se faça cirurgia, aquilo que na hora do diagnóstico existia, não é encontrado. Sendo uma cobra espiritual, ainda que ela mude para outro lugar, não é percebida.

A cobra se caracteriza por um forte apego e, como já foi esclarecido, ela persegue a pessoa até nesta vida, e se vinga. Esse tipo de câncer até que é facilmente curável, mas existem espíritos de cobra de caráter extremamente maléfico. É o caso de um ser humano que, devido ao pecado do apego à vida, na penúltima encarnação, degradou-se e caiu no mundo das bestas, reencarnando como cobra. Nessa condição, engoliu diversos seres vivos. Os espíritos vingativos desses seres adensam-se no ventre da cobra e, nesse estado, ela reencarna, desta vez, como ser humano. Agrupados, eles tentam vingar-se, causando-lhe sofrimento. Esse sofrimento reflete-se na pessoa, e por isso é realmente um problema. Os sintomas não se manifestam muito até à meia idade mas, a partir dessa época, começam a mostrar toda a sua fúria. No início, em forma de falta de apetite, dor, mal-estar, etc.; à medida que a doença progride, surge um ou vários nódulos perceptíveis só de se tocar a região, e a pessoa passa a ter ânsias de vômito. Progredindo mais ainda, cria-se gosma no estômago, a qual vai aumentando gradativamente, até encher o estômago inteiro. Quando isso acontece, a pessoa perde o apetite e, sem outra alternativa, coloca o dedo na garganta, para forçar o vômito. Proporcionalmente à quantidade de gosma vomitada, fica um vazio no estômago e, por isso, a pessoa consegue ingerir um pouco de alimento líquido. Cada vez mais impossibilitada de comer, ela acaba morrendo de fraqueza. Essa gosma é a materialização daqueles espíritos vingativos; quando há muita gosma, significa que a pessoa, na condição de cobra, engoliu muitos seres vivos. Assim, quando a pessoa vomita gosma, não há erro em pensar que é sintoma de câncer gástrico autêntico. Entretanto, embora seja raro, pode não ser câncer gástrico. Há casos em que se vomita gosma, mas esta é bem rala e clara, o que dá logo para se notar. Quando a gosma é grossa, pode-se pensar, sem erro, que é câncer gástrico autêntico.



"A Criação da Civilização",

DOENÇAS ESPIRITUAIS


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Agora falarei sobre doenças espirituais. Elas, em suma, são doenças causadas por encosto. Os encostos apresentam os mais diversos sintomas de doenças, por isso explicarei cada um separadamente.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

SAÚDE APARENTE E SAÚDE VERDADEIRA


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Como vimos, a doença é a manifestação de uma purificação. Quando se recorre ao tratamento médico, ele simplesmente suspende esta purificação ao invés de atingir a verdadeira causa. Muitas pessoas parecem levar uma vida saudável e socialmente ativa, mas quase todos tem toxinas nos seus corpos. A aparência externa de boa saúde só é possível simplesmente porque a toxina se solidifica ao ponto de que nenhuma purificação ocorre.

No entanto, uma purificação pode ocorrer a qualquer tempo, sem aviso, o que produz ansiedade, já que as pessoas não sabem o que esperar de seus corpos. Uma epidemia pode provocar medo generalizado de contágio. Uma leve friagem faz com que as pessoas se preocupem de terem contraído um resfriado; um leve acesso de tosse, letargia ou fadiga pode assustar seriamente as pessoas que consideram este quadro como o estágio inicial da tuberculose. Uma dor no abdomen e logo se pensa em apendicite ou peritonite. Com a vinda da febre e chiados, imediatamente se lembra de pneumonia. Quando alguém sente a respiração curta ou tem palpitações, ele teme que há algo de errado com o seu coração. Olhos inchados e uma sensação pesada na parte inferior das costas torna-se uma suspeita de algum tipo de problema com os rins.

Para as mulheres, dores na parte inferior das costas ou abdomen, calafrios, ou leucorréia dizem que há algo de errado na área do útero. A prostração nas crianças faz com que os pais temam alguma temível doença. Quando as pessoas acabam, finalmente, ficando doentes, consultam os médicos e tomam remédios. Isto tem-se tornado a reação mais comum, e mesmo se ninguém e verdadeiramente curado, quase todos continuam a confiar implicitamente na medicina.

Na minha juventude, eu também tive a mesma reação. Lembro-me quando com trinta anos, fui a uma estancia de águas quentes nas montanhas de Shunshu, no Japão. Ao chegar numa pensão, imediatamente perguntei a camareira se havia um médico na cidade. Ao saber que havia, perguntei-lhe se era um médico qualificado. Ela respondeu que ouvira dizer que ele se formou por uma das melhores universidades nesta primavera. Quando soube disto, senti-me seguro em ficar aí durante vários dias e somente então é que pude relaxar e apreciar a estada. Soube depois que muitos outros pensavam da mesma forma que eu; afinal, não era tão diferente assim dos demais.

Acreditei que já que ninguém pode-me dizer quando ou onde a doença irá atacar, deveria encontrar um médico que fosse suficientemente bondoso e dedicado de modo que pudesse chamá-lo a qualquer hora. Encontrei um médico assim e me esforcei muito para desenvolver uma amizade com ele. Eventualmente ficamos íntimos como parentes e ele era o nosso intermediário quando me casei. Naquela época, tinha muita confiança na medicina, que faz com que seja fácil compreender a fé implícita que a maiorias das pessoas hoje deposita nos médicos e tratamentos médicos.

Fiquei muito abalado ao saber que a medicina, ao invés de curar as doenças, tinha o efeito justamente oposto. Já que esta verdade foi revelada por Deus, simplesmente devemos ter fé nisto, o que talvez torne ainda mais difícil para que as pessoas abandonem a sua confiança na racionalidade supostamente concreta e científica da medicina e abracem a esta verdade. É uma grande pena que as pessoas, ainda inconscientes de que a medicina está enfraquecendo os seus corpos e encurtando as suas vidas, continuem a ser gratas pelo que a medicina parece estar fazendo por elas. Para salvar a humanidade, é extremamente necessário que as pessoas se livrem dos seus preconceitos, mas é também extremamente difícil fazer com que as pessoas reconheçam que as suas crenças estão erradas.

Atualmente, a crença na medicina é tão tenaz quanto uma superstição. Muitos continuarão não convencidos, mesmo após uma observação em primeira mão ou após uma cura bem sucedida pelo Johrei. Existem uns poucos que imediatamente aceitarão a verdade, mas o fascínio da superstição médica é muito forte. Um homem pode ter uma doença que resiste a todo e qualquer tratamento médico ou outra terapia; gasta muito dinheiro mas a sua condição continua a piorar. Pode estar criticamente doente, mas ele não aceitará facilmente o Johrei mesmo após ter ouvido falar da sua eficácia. Mesmo aqueles que estão considerando o suicídio como uma resposta final aos seus problemas de saúde, raramente abrirão as suas mentes ao Johrei. Numa tentativa de salvar as suas vidas, algumas pessoas se submeterão ceticamente ao Johrei. O seu estado de espírito neste momento aparece nitidamente nos testemunhos que têm fornecido.

O temor da doença e uma confiança profundamente arraigada na medicina são comuns a quase todos nós. Mas o nosso medo da doença se origina da incapacidade da medicina para curar. Um mal compartilhado por quase todos é um resfriado acompanhado por uma febre razoavelmente alta. Podemo-nos preocupar pensando que isto é um início de alguma doença séria mas, por outro lado, podemos nos consolar de que é um simples resfriado e não há motivos para nos preocuparmos. Mesmo assim, lá dentro da nossa cabeça já que não se pode ter fé absoluta na medicina, o pensamento de que pode ser algo sério não é inteiramente descartado. Tratamentos genuinamente eficazes deveriam facilmente curar as doenças comuns tais como resfriados ou dores no estômago, bem como diagnosticar corretamente qualquer problema sério.

A verdadeira ciência da cura revelaria inequivocamente a causa de qualquer doença, o que havia de errado com os tratamentos anteriores, o que deveria ser feito para curá-la, o prognóstico e se há perigo de vida. O paciente poderia confiar plenamente em tudo que constasse do diagnóstico. Se a existência de tal medicina fosse conhecida e se todos tivessem plena confiança nela, todos nós estaríamos livres de qualquer preocupação relativa a doença. Contudo se pudermos compreender a função de purgação na doença, isto é, o fato de que a doença significa uma limpeza das impurezas e uma melhora na saúde, qualquer doença seria positivamente benvinda ao invés de rejeitada devido a ignorância. Isto seria a verdadeira medicina, a verdadeira ciência da cura.

Esse método de cura existe. O Johrei foi revelado e colocado em prática e tem produzido resultados maravilhosos. Na nossa arte de curar, usamos a palavra "purificação" para descrever a doença, o que indica com maior precisão a natureza da condição sem ter a conotação negativa de "doença". Para descrever o estado em que as toxinas estão presentes e uma purificação está latente, usamos a expressão "pseudo-saúde", pois a pessoa parece estar com saúde perfeita. A verdadeira saúde é a condição em que não ocorre nenhuma doença porque o corpo está completamente livre de toxinas. No entanto, provavelmente não existe ninguém cujo corpo esteja completamente livre de toxinas, uma condição que dá origem à ansiedade e curiosos produtos secundários como a grande variedade de programas de seguro de saúde que temos atualmente.

Assim, quase todos vivem com pseudo-saúde e a maioria tem algum problema, quer seja latente ou ativo. Para alguns, o menor trabalho provoca dores de cabeça ou no pescoço e ombros duros enquanto que outros sofrem, ao menor esforço, de falta de fôlego ou febre. Alguns são suscetíveis a resfriados, outros são hipersensíveis a certos alimentos e sofrem de dores abdominais ou diarreia. Várias vezes ao ano, muitos ficam de cama devido à doença e talvez num intervalo de alguns anos, ficam hospitalizados. Não têem nenhuma confiança nos seus próprios corpos e são atormentados por inquietação. Pessoas extremamente ansiosas imprudentemente se sujeitam a numerosas operações, que freqüentemente danificam permanentemente seus organismos: Isto pode ocorrer em operações de câncer de seio ou a remoção de um ou ambos dos ovários, apêndice, rim e amputações, para mencionar apenas algumas das desnecessárias operações a que as pessoas se submetem. E os médicos parecem nem se importar sobre tais procedimentos drásticos a aleijantes. Precisam operar porque não conhecem nenhum outro método de tratamento. No entanto, são os pacientes que sofrem e hoje devem estar mais arrependidos do que antes. Muitos deles estão agora confinados numa cama, incapazes de obter ajuda de uma cultura que em outros campos progrediu tanto. A verdadeira ciência da cura altera o estado de pseudo-saúde para um estado de verdadeira saúde, eliminando todas as substâncias tóxicas que provocam as várias doenças. Esta verdadeira medicina pode mudar todas as nossas vidas e nos fornecer uma esperança alicerçada para o futuro.

A Criação da Civilização

domingo, 23 de agosto de 2015

TOSSE COMPRIDA


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A causa da tosse comprida é, sem dúvida, a ingestão de líquido amniótico na ocasião do parto. Uma vez ingerido, o líquido é mantido no organismo e, com o passar do tempo, é expelido através da purificação. Nessa doença, juntamente com a tosse terrível, expelem-se líquido espumoso. A característica da tosse comprida é que, quando a criança tosse, sempre se escuta o barulho da puxada do ar.Lava-se mais ou menos cem dias para se expelir toda a espuma, por isso a doença também é conhecida como tosse de cem dias. Com o JOHREI, se ela estiver no início, leva mais ou menos três semanas para sarar; se ela estiver no auge, a cura completa efetiva-se em apenas uma semana.

Podemos apontar como pontos vitais: em primeiro lugar, o peito; em segundo lugar, as costas; em terceiro, a região do estômago. Nesses locais é que as espumas estão solidificadas. A tosse comprida tem facilidade de causar pneumonia porque as espumas dissolvidas entram nos pulmões, para serem expelidas através da tosse, mas, como se faz parar a tosse, as espumas não saem,acumulando-se e solidificando-se dentro dos pulmões. Para dissolvê-las, sobrevém febre alta, e isso é a pneumonia. A doença, que poderia manter-se apenas como tosse comprida, por um método errado de tratamento é acrescida da doença chamada pneumonia.