terça-feira, 7 de julho de 2015

AMOR CORRETO E AMOR INCORRETO






Dizem que a fé é amor, mas existem vários tipos de amor: amor correto, amor incorreto, amor amplo, amor limitado, etc. É por isso que os que possuem fé não podem deixar de ter um entendimento correto sobre o amor.


Em primeiro lugar, darei exemplos de amor correto. Nele se inclui o amor no lar – entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos, etc. – e o amor relativo às demais pessoas, tais como amigos, parentes ou conhecidos. Por mais que esse tipo de amor aumente, não há nenhuma censura a fazer. O problema é o amor incorreto.

Obviamente, o amor incorreto é o oposto do anterior: quebra a hamonia entre marido e mulher, esfria as relações entre pais, filhos e irmãos, causa desentendimentos entre amigos e parentes, distancia as relações, etc. Isso é muito freqüente na sociedade, sendo causado pelo amor incorreto, ou pelo amor escasso.

Essa é uma classificação genérica do amor correto e do amor incorreto. Entretanto, entre esses tipos de amor, o que talvez precisa ser mais analisado é o amor-paixão. Como já tive oportunidade de explicar, mesmo nesse tipo de amor existe o correto e o incorreto. Naturalmente, o amor de jovens puros, que objetivam o casamento, é um amor-paixão correto. Mas o amor-paixão muito freqüente na sociedade, motivado por um impulso momentâneo, fútil, isto é, amor intempestivo como uma febre tropical, é amor incorreto. Em suma, o amor-paixão não embasado na Inteligência Superior é amor incorreto. Se ele progride demais, invariavelmente gera situações trágicas. Isto porque, apesar de a pessoa ter esposo ou esposa, o amor-paixão é dirigido para terceiros. Existem pessoas que acabam caindo num destino catastrófico para o resto de seus dias e até perdem a vida por causa de um prazer de pouca duração. É por isso que devem acautelar-se ao máximo, pois não há nada que cause tão grandes prejuízos como esse tipo de amor-paixão.

Fiz uma crítica bem simples a respeito do bem e do mal no amor-paixão. Agora desejo explanar sobre a amplitude do amor. Como eu disse anteriormente, o amor entre familiares e o amor pelas coisas que nos rodeiam é amor de caráter “Shojo” (restrito), que pertence ao grupo do amor-próprio, sendo mais freqüente nas pessoas comuns. É inerente ao tipo comum das pessoas boas, existindo, também, nos agnósticos; quanto a estes, não tenho nada de especial a comentar, mas, em se tratando de verdadeiras pessoas de fé, é totalmente diferente. O amor dos que têm fé é “Daijo”, ou seja, altruísta. Este amor “Daijo” ampliado ao máximo é o amor à humanidade, é o amor ao mundo.

Devemos atentar para o fato de que os japoneses, até o fim da Segunda Guerra Mundial, não conheciam o verdadeiro amor “Daijo”. Para eles, a mais ampla e elevada forma de amor era o amor à pátria. Como todos sabem, seu maior objetivo consistia em dar a vida por ela, mas, como se tratava de amor “Shojo”, resultante da crença de que isso era o que havia de mais importante, causou a lamentável situação em que o Japão se encontra atualmente. Portanto, como o amor limitado a um povo ou a uma classe não é verdadeiro, mesmo que se prospere por um momento, inevitavelmente acaba-se fracassando. Conseqüentemente, como eu disse antes, por mais que as pessoas se esforcem com um objetivo limitado, afirmando pertencer a esta ou àquela ideologia, não há possibilidade de grande sucesso. Tratando-se de ideologia, só o cosmopolitismo é verdadeiro. Nesse sentido, para que a religião seja aceita como a verdadeira salvação, ela também deve ser de caráter universal. É por esse motivo que a nossa Igreja teve seu nome completado com a palavra Mundial.


18 de outubro de 1950



Retirado do livro "Alicerce do Paraíso".

segunda-feira, 6 de julho de 2015

DAIKOKU, O DEUS DA PROSPERIDADE








Todos os fiéis da nossa Igreja veneram Daikoku, o Deus da Prosperidade, e frequentemente me perguntam qual a relação Dele com Kannon. É uma pergunta bastante lógica uma vez que ate agora parecia não existir conexão alguma. Comecei a venerar Daikoku pelas seguintes razoes.
O ano era 1933. Eu estava com dívidas já havia algum tempo e me sentia um pouco desanimado. Um funcionário de banco que às vezes me visitava tinha uma antiga imagem de Daikoku a qual me ofereceu de presente. Eu A aceitei com gratidão e A coloquei em frente ao Pergaminho Sagrado no qual estava pintada uma imagem de Kannon. Daquele mês em diante meus problemas financeiros terminaram e o dinheiro começou a entrar em grande quantidade.
Percebi então que Daikoku era realmente o verdadeiro Deus da Prosperidade e, pedindo as pessoas, juntei tantas imagens quanto possível. Logo eu tinha mais de cinquenta. Um dia, logo após Kannon Kai ( Igreja de Kannon) ter sido sido estabelecida, um de meus seguidores me informou que havia uma esplendida imagem de Daikoku, tamanho natural, numa loja em Takagi-sho, Azabu. Corri para vê-la e era realmente um trabalho excelente de um bom período. Quando perguntei se A venderiam, educadamente recusaram, dizendo que eles A tinham la como objeto sagrado. Não conseguindo meu intento, fui embora. Isso foi no meio de dezembro. 
Entretanto, felizmente, na noite de Ano Novo o proprietário da loja me ligou para dizer que me cederia a estatua e, se eu quisesse, a entregaria imediatamente. Fiquei felicíssimo. Ela foi entregue de carro naquela noite e imediatamente A coloquei em frente de Kannon. As palavras do dono da loja são interessantes de se notar. Disse: ”Uns poucos dias depois que o Sr.viu a estátua, tive um sonho. Sonhei que Daikoku tinha se ido da residência Dele flutuando em nuvens de gloria. Quando acordei compreendi que minha ligação com Ele havia se rompido, mas não conseguia aceitar o fato. Como tinha de resolver isto antes do fim do ano e hoje já e o ultimo dia decidi permitir que o Sr ficasse com a imagem”.
Quando perguntei quanto queria pela estátua, disse que devido a circunstancias preferia não definir o preço. Qualquer importância estaria bem. Naqueles dias os preços eram muito baixos e paguei a ele trezentos yens. Quando saia, parecia ter dificuldade em conter a dor e se abraçando fortemente a Daikoku derramou muitas lágrimas.
Depois disso, minha renda subitamente cresceu e só posso achar que isto foi inteiramente devido a Daikoku. Coloquei o nome de Miroku Daikokuten na estatua. Qualquer um que me visitou quando vivia em Kojimachi ou Tamagawa certamente lembrará (de mim) orando a Ele.


Sugestões Para Obter Melhores Resultados
• Colocá-La em lugar de destaque
• Pedir com humildade o que quer. 
• Agradecer após conseguir o que pediu. 
• Agradecer quando ganhar outras bênçãos mais. 
• Fazer donativos regularmente. 
• Fazer donativo proporcional a cada entrada ou benção. 
• Não prejudicar o próximo ou o universo. 
• Ajudar a humanidade regularmente
• O dia de Oração ao Daikoku é sempre dia 18 de cada mês.



A VERDADEIRA RELIGIÃO “DAIJO”





É do conhecimento de todos que há religiões de caráter universal e outras de caráter restrito. As opiniões dos religiosos e filósofos a esse respeito são extremamente ambíguas e quase se acham desviadas da Verdade. Portanto, exponho o assunto, aqui, de maneira mais clara.
Primeiramente, precisamos conhecer a natureza de todas as religiões existentes no mundo. Elas diferem entre si, possuindo suas próprias formas e meios doutrinários, baseados nos princípios dos respectivos fundadores. Basta uma simples reflexão para sentirmos o absurdo da existência de seitas, com características próprias, dentro de religiões consideradas universais, como o budismo, o cristianismo e, no Japão, o xintoísmo.
Pensemos no que vem a ser a Religião. Se ela tem por princípio, como sabemos, o amor fraternal e o espírito de conciliação e paz, todas as religiões devem possuir um único objetivo. Não seria sensato, portanto, estabelecer unidade nos sistemas doutrinários? A separação influi na ideologia da humanidade, tornando-se uma das causas da confusão social. Como a força dos que estão ao lado da Religião, ou seja, do bem, é dispersada, os homens perdem, também, a resistência contra o poder do mal.
A realidade mostra freqüentemente a vitória do mal. No fim, Deus vencerá, por ser onipotente, mas imaginemos a luta que terá de ser travada pelo bem. Como o mal é prepotente e controla quase tudo, fica à espreita, aproveitando a menor oportunidade para influenciar-nos. Parece que as conhecidas relações entre Cristo e Satanás, e entre Buda e Daiba (Devadatta), não sofreram nenhuma modificação até a presente data.
Vemos, portanto, que a Religião precisa ter maior poder que o mal; do contrário, não conseguirá transformar este mundo num mundo feliz, onde triunfe o bem. Somente assim haverá unidade religiosa, dando lugar a um mundo de felicidade, isento de inquietações.
Será uma obra difícil, mas não impossível. Isso, porque está próximo o advento do Paraíso Terrestre, que é o objetivo de Deus. A condição básica para a sua concretização é substituir o espírito restrito pelo universal, ou melhor, desenvolver uma superatividade cultural que abranja todos os setores: Religião, Ciência, Política, Economia, Arte, etc. É também necessário que, para desempenhar a função de liderança, apareça um gigante com poder e sabedoria sobre-humanos.


6 de janeiro de 1954

Alicerce do Paraíso.Vol.2

Abstinência






Desde os tempos antigos costuma-se pensar que, para ser um excelente religioso, a pessoa precisa ter uma vida de abstinência, e que essa é a melhor forma de conhecer a Verdade Absoluta e polir a alma. Mas eu sou um religioso diferente. Vou explicá-lo a seguir, de forma clara.


A Natureza e tudo que nela existe foram feitos para o homem: as flores da primavera, os bordos do outono, o cantar dos pássaros e dos insetos, a beleza das montanhas e dos lagos, as noites de luar, as fontes de águas termais... Pensemos no porquê de tudo isso.

Que poderá ser senão a Providência Divina, proporcionando alegria aos homens? Belíssimos cantos, bailados, obras literárias e artísticas em geral, enchem de alegria seus realizadores, como também seus ouvintes ou apreciadores. Alimentos deliciosos, primorosas construções arquitetônicas, jardins, vestimentas, além de suprirem as necessidades da vida humana, contêm elementos para realmente nos comprazer. O corpo se nutre e a vida é preservada com os alimentos que saboreamos. Se as nossas roupas e residências servissem unicamente para o indispensável, nunca iriam além de um aspecto vulgar. Na geração dos filhos, também, visa-se algo mais que uma simples necessidade.

Desde que o Altíssimo concedeu ao homem o instinto para alegrar-se com a Natureza e com tudo o que ela lhe possa proporcionar, devemos aceitar esse prazer. A abstinência que nega tal alegria e contenta-se com o mínimo necessário para a subsistência vai contra as graças de Deus. Por outro lado, a pobreza do amor ao próximo entre os homens privilegiados leva-os a julgar que os prazeres se destinam unicamente a eles e aos seus familiares. A indiferença que eles têm pelos seus semelhantes e a falta do desejo de compartilhar da alegria de todos revelam como esses homens são destituídos do espírito de fraternidade. Isso significa querer monopolizar as graças de Deus. Creio que os milionários, franqueando seus jardins ao povo, expondo seus objetos de arte e participando da alegria geral, praticariam um ato que corresponde à Vontade Divina.

Paraíso Terrestre, portanto, é um mundo onde há progresso na vida de toda a humanidade e grande desenvolvimento das artes e demais prazeres de caráter elevado. Como a Verdade, o Bem e o Belo significam, respectivamente, o que não é falso, o que é justo e o que é bonito, numa vida de abstinência há o Bem, mas não há Verdade nem Belo. Além disso, a abstinência poderá até ser obstáculo ao progresso da cultura. A decadência de certos países que outrora possuíram uma alta civilização pode ser atribuída ao fato de seu povo ter levado a vida espiritual ao extremo.

‪#‎MeishuSama‬




domingo, 5 de julho de 2015

DEVEMOS OU NÃO DEVEMOS FAZER DÍVIDAS?






Durante mais de vinte anos, provei sofrimentos causados pelas dívidas. Para que possam fazer uma ideia, recebi várias intimações judiciais e sofri uma falência. A “filosofia da dívida”, da qual falarei a seguir, baseia-se nas conclusões que tirei de todas estas experiências.
Farei uma análise da pessoa que está para fazer um empréstimo.
Existem empréstimos ativos e passivos. O empréstimo ativo é aquele que se faz quando se vai começar um empreendimento, já calculando que uma quantia X vai dar um lucro Y; isto é, faz-se o cálculo de modo que sobre algum dinheiro mesmo depois de subtraídos os juros. Esse tipo de empréstimo todos conhecem. Entretanto, no caso dos empréstimos passivos, sai mais dinheiro do que entra, por isso ele está sempre faltando.
É comum a pessoa fazer dívidas por não haver outra alternativa. Quando as coisas começam a apertar, ela não consegue pensar no futuro. Diante de uma situação difícil, tenta livrar-se dos compromissos imediatos, sem levar em consideração se os juros são altos ou baixos; o importante, para ela, é conseguir o empréstimo. Muitos anúncios publicados atualmente nos jornais, sobre a concessão de empréstimos, são desse tipo. Podemos dizer que, a essa altura, entre dez dessas pessoas, oito ou nove estão a um passo do abismo.
Esta classificação dos empréstimos é uma classificação feita a grosso modo. Agora vamos analisar o caso de não se fazer o empréstimo.
Começa-se o empreendimento com o capital que se possui no momento. Mesmo que seja um negócio de pequeno porte, não há outro recurso. Suponhamos, por exemplo, que se tenha cem mil ienes. Inicialmente, emprega-se a metade ou um terço desse capital. Como o restante fica guardado, poder-se-á pensar que o negócio progredirá muito lentamente. Além disso, esses cem mil ienes devem ser obtidos com o esforço próprio, sem a ajuda de ninguém, pois assim estarão impregnados de suor e terão força. Depois, inicia-se o empreendimento, que deve ser do menor porte possível. Exemplifiquemos.
Comecei o método de terapia pela Fé no mês de maio de 1934, alugando uma casa de cinco cômodos por setenta e sete ienes. Estava situada na rua Hiraga-tyo, no bairro de Koji Mati (Tóquio). Achei que era uma casa boa demais; entretanto, como as condições eram ótimas, decidi alugá-la. Na época, eu ainda tinha muitas dívidas, mas fiz esse empreendimento pensando em praticar a filosofia para a qual despertara através delas. As idéias sobre esse princípio filosófico me foram fornecidas pela Grande Natureza. Podemos entendê-lo observando os seres humanos. A criança recém-nascida, com o passar dos meses e dos anos, vai crescendo cada vez mais, e a sua força e inteligência tornam-se adultas. O mesmo acontece com as plantas. Plantando-se uma pequena semente, ela germina, formando um broto; a seguir saem duas folhinhas e, depois das folhas propriamente ditas, o caule se desenvolve, os galhos se expandem, até que a planta se torna uma enorme árvore. Esta é a verdade. Portanto, os seres humanos precisam seguir esse exemplo. Eu tive a revelação de que, praticando fielmente o princípio acima, não deixaria de obter grande sucesso. Decidi, pois, em qualquer empreendimento, partir da menor forma possível.
A maior parte das pessoas, no entanto, tenta fazer coisas grandes e aparatosas desde o começo. Observando bem, vemos que a maioria acaba fracassando. Quase todos os empreendimentos da sociedade são assim. As pessoas começam por negócios de grande porte e só depois de fracassarem é que, forçadas pelas circunstâncias, seguem a ordem, ou seja, começam tudo de novo, fazendo pequenos empreendimentos. Só então é que conseguem sucesso.
A propósito, os negócios nunca se processam de acordo com a lógica ou com os cálculos. Existem vários motivos para isso, mas o mais importante é a influência da mente. Como o dia do vencimento da dívida nunca deixa de chegar, aconteça o que acontecer, essa preocupação está continuamente martelando a cabeça da pessoa. Naturalmente, a realidade nunca acompanha os planos. Com essa preocupação constante na mente, não surgem boas idéias. Esse é o ponto mais desvantajoso. Ora, com os bolsos sempre vazios, as pessoas não têm vitalidade. Mesmo que se enfeitem exteriormente, são pobres material e espiritualmente. Por isso, mostram-se inibidas em todos os seus empreendimentos, não têm força para crescer, estão sempre descontentes. Os comerciantes, por exemplo, não conseguem fazer compras mesmo que as mercadorias estejam baratas; conseqüentemente, deixam de lucrar. Como a maioria prorroga o prazo do pagamento da dívida, a confiança dos outros diminui. Se o prazo se prolonga por muito tempo, começam a correr juros em cima de juros. A essa altura, a pessoa começa a se afobar e força a situação. Quando isso acontece, é o seu fim. Eu sempre faço advertências sobre a afobação e as situações forçadas, mas a maioria das pessoas não percebe isso. Mesmo que momentaneamente os resultados sejam bons, eles nunca duram muito tempo.
Os famosos senhores feudais Nobunaga e Hideyoshi, por exemplo, fracassaram porque se afobaram e forçaram situações. Em contrapartida, o domínio da dinastia Tokugawa durou trezentos longos anos porque, nos métodos empregados por Ieyassu, seu fundador, não houve afobação ou situação forçada nem mesmo para ele assumir o poder. Ieyassu utilizava-se da famosa tática de “ceder para vencer”, quando achava que a situação estava um pouco difícil: esperava a oportunidade propícia, isto é, aguardava que o tempo ficasse a seu favor. Assim, fez com que o poder rolasse naturalmente para as suas mãos.
Eis o conselho de Ieyassu: “A vida do homem é como uma longa caminhada carregando um pesado fardo. Não se deve ter pressa”. Essas palavras expressam muito bem o seu caráter. A derrota do Japão, nesta última guerra, teve várias causas, mas não há dúvida de que a afobação e as situações forçadas foram fatores decisivos, embora, desde o início, o procedimento dos japoneses tenha sido errado.
Não se deve fazer empréstimos para pagar dívidas, mas foi o que aconteceu no período final da guerra, e pelo mesmo motivo foi emitido dinheiro de maneira bem desordenada. Essa foi, em grande parte, a causa da inflação.
A Inglaterra, logo após a formação do gabinete trabalhista, tomou dos Estados Unidos um empréstimo de três bilhões e setecentos milhões de dólares. Acho que seria uma boa iniciativa se, futuramente, não se tornasse motivo de problemas financeiros; mas, depois disso, foi preciso tomar empréstimos em cima de empréstimos. A desvalorização da libra também é uma conseqüência desse fato. Na época em que o Império Britânico era próspero, sua receita anual elevava-se a três bilhões de libras, provenientes de suas colônias e de outras fontes. Que diferença entre a situação atual e a situação antiga! O equilíbrio financeiro da Inglaterra, que até então era um dos seus motivos de orgulho, acabou em tal estado após o país passar por duas guerras. Foi um destino inevitável.
Pelo que foi exposto, fica evidenciada esta verdade: não se deve contrair dívidas, e, em todas as iniciativas, é preciso começar de forma pequena. Gostaria que fizessem disso um lema a ser seguido. Contudo, quando se tem absoluta certeza de poder saldar a dívida em curto prazo, é admissível contraí-la.
Esta é a minha filosofia da dívida, que eu recomendo a todos.


12 de novembro de 1949
Retirado do livro "Alicerce do Paraíso."

HOMEM VERDADEIRO


“Quem vive censurando os erros alheios será censurado por Deus.”
O fato de ainda haver, entre os fiéis, uma maioria que comenta: “Fulano é bom,beltrano é mau”, “isto é um obstáculo, aquilo não”, significa que os Ensinamentos não foram assimilados completamente.
Já repeti várias vezes que julgar o próximo é o mesmo que profanar a posição de Deus. É um erro gravíssimo, para o qual peço muita atenção. O homem é incapaz de discernir o Bem do Mal. Se ele julga ter conseguido esse discernimento, é porque atingiu, inconscientemente, o auge da presunção. Isso prova que ele nem ultrapassou o portão da Fé.
Devem também levar em consideração que a Providência Divina não é fácil de ser compreendida pelo raciocínio humano. Querer compreendê-la com a fé “Shojo”, é o mesmo que espreitar o céu através de um orifício. Já me cansei de repetir que não permaneçam nesse tipo de fé, porque só se consegue conhecer a Vontade de Deus com a fé “Daijo”. Mas isso parece ser difícil, pois, infelizmente, há pessoas que persistem no erro.
Observando a sociedade em que vivemos, notamos que ela apresenta um aspecto limitado em todos os setores. De vez em quando, os jornais anunciam escândalos pela disputa de poderes entre facções criadas dentro das organizações religiosas. Não constituem exceção os partidos políticos, as empresas e outras associações, sendo escusado falar sobre os prejuízos causados à eficiência e progresso dos empreendimentos.
Deus quer reconstruir este mundo justamente por causa de tais erros. Um estudo aprofundado mostra-nos que todos eles resultam dos princípios “Shojo”. Ora, se não partirmos dos princípios “Daijo”, jamais surgirá uma sociedade sadia e altruísta. Assim, espero que, se os nossos fiéis ainda possuem resquícios de pensamentos estreitos e vulgares, tomem consciência disso o quanto antes e procurem reformar sua mente, para se tornarem verdadeiros messiânicos. Com a intensificação gradual da purificação, o Juízo Divino se tornará mais severo, e, se não o fizerem agora, será tarde demais para arrependimentos.
São realmente verdadeiras estas palavras que aparecem insistentemente nos ensinamentos da Igreja Oomoto: “A presunção e o engano são causas de grandes desgraças.” Têm o mesmo sentido as palavras de Jesus: “Não julgueis.” O importante é a pessoa julgar a si própria, não se intrometendo nos atos alheios.
Os nossos adeptos já sabem que ninguém deixa de ter toxinas no corpo. O mesmo acontece no terreno espiritual: ninguém deixa de apresentar máculas, razão pela qual Deus procura salvar-nos através da purificação. Eu sei tudo que se passa dentro das pessoas. Como não me manifesto, elas se preocupam, achando que não sei de nada. No entanto, eu permaneço calado, entregando tudo nas mãos de Deus. Isto porque aquelas pessoas que realmente não têm mais jeito, são afastadas por Deus; se forem pessoas perversas, Ele soluciona o problema tirando-lhes até mesmo a vida. Até agora, algumas pessoas tiveram esse fim; os membros veteranos devem estar cientes disso.
Como eu falei, para mim, que deixo tudo nas mãos de Deus, é cômodo e tranqüilo. Do meu ponto de vista, a maioria das pessoas é mimada. De certo modo é lamentável, mas mesmo os heróis mundiais e as pessoas destacadas do Japão, eu os considero filhinhos de papai. Entre eles, os mais mimados são as pessoas perversas. Kitamura, o fundador da “Odoru Shukyo”, só de ver a fisionomia dessas pessoas afirma que elas são vermes; sua forma de falar é grosseira, mas acho que é uma verdade. A conversa foi deveras desviada do assunto, portanto, vou encerrar por aqui.
Alicerce do Paraíso, “Não julgue” – (13/05/53)

sábado, 4 de julho de 2015

A aura






"A amplitude da aura está intimamente relacionada com o destino. Quanto maior, mais feliz será o indivíduo e vice-versa: quanto menor, mais infeliz. Quem tem a aura ampla emite mais calor humano e proporciona uma sensação de bem-estar àqueles com quem entra em contato, atraindo muitas pessoas, porque as envolve com sua aura. O contato com uma pessoa de aura fina, ao contrário, produz uma sensação de frio, mal-estar e tristeza, fazendo com que não se tenha vontade de permanecer muito tempo ao seu lado. Por isso, esforçar-se por adquirir uma aura ampla é a base da felicidade.Mas como fazer para ampliá-la?
Antes de tudo, devo esclarecer a essência da aura. Todos os pensamentos e atos humanos pertencem ao bem e ao mal. A espessura da aura é proporcional à quantidade de pensamentos bons e maus. Internamente, quando uma pessoa pratica o bem, sente uma satisfação na consciência. Esses pensamentos se convertem em luz, somando-se a luz do corpo espiritual. Quando, ao contrário, os pensamentos e atos sãos maus, estes se convertem em nuvens do corpo espiritual. Externamente, quando se faz o bem aos outros, os pensamentos de gratidão das pessoas beneficiadas também se convertem em luz. Transmitidos através do fio espiritual para a pessoa que praticou o bem, aumentam a luz desta. Quando, ao contrário, a pessoa recebe transmissões de pensamentos de vingança, ódio, ciúme ou inveja, suas nuvens aumentam. Por isso, é preciso praticar o bem e proporcionar alegria aos outros, evitando provocar pensamentos de vingança, ódio ou ciúmes."


(Meishu-Sama)