quinta-feira, 16 de julho de 2015

MISSÃO DA RELIGIÃO - RELIGIÃO PROGRESSISTA

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Observando atentamente a sociedade atual, constato que tudo progride rapidamente; não há nada que não esteja acompanhando esse progresso. Entretanto, por incrível que pareça, a Religião, entidade que tem a mais profunda relação com a humanidade, continua da mesma forma, não apresentando nenhum progresso. Pelo contrário. Como prova, as religiões tradicionais nos ensinam a voltar ao início, ao ponto de partida dos seus fundadores. Ora, se devemos voltar à origem, é porque saímos do caminho certo; caso o fato se repita várias vezes, não progrediremos nada, ficando em total desacordo com a cultura. Tais religiões nos mostram isso claramente na medida em que perdem o poder de atrair pessoas e teimam em permanecer na situação em que se encontram.
De fato, todas as religiões que existem, sofreram perseguições e pressões na época de sua fundação. Podemos mesmo dizer que esse é o destino de toda religião nova. Apesar disso, com fôlego renovado, expandiram-se vigorosamente, passando por épocas maravilhosas. A verdade, porém, é que, com o tempo, a maioria das religiões tende a estacionar. Vamos analisar por que isso acontece.
Sem dúvida alguma, as religiões entram em decadência por não acompanharem a marcha do tempo. Quando cumprem rigorosamente os ensinamentos do seu fundador, considerando-os como as mais sublimes e importantes determinações, mas não dão atenção a outros fatores, tornam-se anacrônicas. Como a brecha vai ficando cada vez maior, passam a ser acusadas de incapazes, conforme está ocorrendo atualmente.
Se todas as coisas estão sujeitas à Lei de Causa e Efeito, faz-se absolutamente imprescindível que as religiões tradicionais reflitam muito sobre o assunto, pois não há motivos para elas continuarem eternamente transcendentais. Um dos princípios básicos de nossa religião é que tudo deve progredir e acompanhar o tempo. Essa é a razão pela qual não damos atenção às formalidades das religiões tradicionais, dispensando o tempo e os gastos que elas requerem. Na realidade, as formalidades não trazem benefício algum. Assim, não há motivo para as divindades ficarem contentes com elas.
Em face do que dissemos, a missão da verdadeira religião é dar orientações no sentido de melhorar, cada vez mais, a vida do homem atual. Resumindo, só uma religião progressista poderá realmente salvar a humanidade.
5 de novembro de 1950
Alicerce do Paraíso. Vol.2

MISSÃO DA RELIGIÃO - PAZ E SEGURANÇA




As pessoas acham que as expressões “paz” e “segurança” limitam-se apenas ao espírito, mas esse modo de pensar constitui um grande erro, uma vez que, para obtermos a verdadeira paz e segurança, não podemos excluir a matéria. Pensem bem: se houver uma que seja das três grandes desgraças – doença, pobreza e conflito – onde estará a paz? Quando as pessoas estiverem certas de que, durante toda a sua vida, não terão preocupações com doenças, não ficarão pobres, nem haverá possibilidade de se envolverem em conflitos, aí sim, elas terão a verdadeira paz e segurança. Entretanto, no mundo contemporâneo, possuir essas três condições ao mesmo tempo não passa de utopia. Diríamos que provavelmente não existe uma pessoa sequer, no mundo inteiro, que possa afirmar possuí-las.
Observando este mundo, logo percebemos que nada ocorre conforme desejamos; as coisas más acontecem incessantemente, e as boas, só de vez em quando. O mundo em que vivemos é a própria imagem do inferno.
No que se refere à saúde, por exemplo, não sabemos quando vamos ficar doentes. Um simples resfriado pode acabar logo, como também perdurar e gerar uma doença terrível. Portanto, não podemos estar despreocupados, pensando que um resfriado não é nada. Como diz a Medicina, os vírus estão em toda parte, e por isso é impossível saber quando vamos contrair uma doença contagiosa ou a que hora um bacilo vai nos atacar. Conseqüentemente, as autoridades são muito exigentes em matéria de higiene, aconselhando-nos a conservar a limpeza, não comer nem beber em demasia, fazer gargarejo ao voltar da rua, lavar as mãos antes das refeições, tomar cuidado com os alimentos e outras medidas semelhantes. São tantas as advertências, que até ficamos saturados. Levar tudo isso em consideração é o mesmo que viver sob a constante ameaça de todos os tipos de perigos.
Quanto à pobreza e aos conflitos, na maior parte dos casos provêm de problemas financeiros, que se originam do desequilíbrio entre o espírito e a matéria. Assim, é óbvio que, se não conservarmos o espírito e o corpo sadios, jamais conseguiremos a tranqüilidade absoluta. Talvez as pessoas achem impossível consegui-la; contudo, se pudermos realmente obtê-la, não será uma maravilhosa Graça do Céu? Eu afirmo, sem qualquer sombra de dúvida, que é possível alcançar essa Graça.

10 de dezembro de 1952

Alicerce do Paraíso. vol.2

MISSÃO DA RELIGIÃO EXCLUSÃO DO TEMOR



Conforme venho repetindo, o objetivo de nossa Igreja é a salvação da humanidade. Em poucas palavras, significa eliminar toda espécie de temor da sociedade humana.
Evidentemente, os maiores temores do homem vêm a ser o da doença, o da pobreza e o dos conflitos. Dentre os três, o pior, indiscutivelmente, é o temor da doença; nada tão ameaçador para o ser humano. Certamente, durante sua vida, ninguém consegue livrar-se dessa ameaça. Com o progresso da civilização, ao invés de diminuir, ela tende até a aumentar. O segundo temor é a pobreza, geralmente motivada pela própria doença.
Atualmente, julga-se que quase todas as doenças são causadas por vírus. A doença nunca foi tão temida como nos dias atuais, motivo pelo qual estão se tomando as medidas consideradas adequadas, tais como atestados de saúde, vacinação e radiografias, entre outras. Todas as organizações criadas para evitar as doenças, ou seja, centros de saúde, hospitais públicos e particulares, etc., dispõem de muitos recursos, e é realmente grande o sacrifício do povo para sustentar as incalculáveis despesas e o trabalho dispendido.
A vultosa quantia empregada no tratamento de uma doença e o prejuízo sofrido com a impossibilidade de trabalhar, principalmente quando o enfermo é o chefe da casa, acarretam as maiores dificuldades econômicas para os seus familiares. Isso constitui uma das principais causas do surpreendente aumento de crimes que vêm sendo cometidos após a guerra. Naturalmente esse fato não deixa de ser conseqüência da guerra, cujos danos são passageiros; a doença, no entanto, assume maior gravidade, por ser permanente.
A agitação por que a humanidade passa, atualmente, revela a intensidade do seu temor à guerra. Isto porque as relações entre os países tendem a se agravar. Até hoje, o homem viveu num mundo de sofrimentos ininterruptos. Entretanto, como a existência de Deus é uma realidade, Seu incomensurável amor não permitirá que a humanidade permaneça por longo tempo nessa condição. Indubitavelmente, esta época de agonia terá um fim, para dar lugar ao magnífico Paraíso Terrestre. Estamos absolutamente convictos disso e, imbuídos de tal convicção, prosseguimos com fé inabalável. Que outro sentido poderia ter a profecia de Jesus sobre o advento do Reino dos Céus a não ser a predição desse acontecimento? Por essa razão, estou convencido de que a verdadeira missão da Religião é eliminar os três grandes temores aqui citados.

7 de janeiro de 1950
Alicerce do Paraíso. Vol.2

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Ser Amado por Deus



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A essência da fé, em poucas palavras, é “Ser amado por Deus” ou “Estar no agrado de Deus”. Deste modo, devemos saber que tipo de pessoa é amada por Deus.

(…) Qualquer pessoa de bom senso sabe que o que desagrada a Deus é agir fora do caminho, mentir, fazer os outros sofrer, causar incômodo à sociedade. Contudo, atualmente, existem muitas pessoas que não se importam com ninguém, achando que basta o próprio bem-estar e manifestam esse egoísmo na prática. Por se tratar de uma atitude das mais condenáveis, não há como estar do agrado de Deus.

Assim, cada um precisa saber se está sendo amado por Deus ou não. É algo extremamente simples: “Para mim, nada vai a contento. Sofro de necessidades materiais; meu trabalho não progride; meu crédito é fraco; não consigo me rodear de pessoas; minha saúde também é insatisfatória; do jeito que trabalho, não entendo por que não dá certo”.

As pessoas que fazem esse tipo de comentário não estão sendo do agrado de Deus. Basta estar no agrado d’Ele e o nosso trabalho se desenvolve satisfatoriamente; as pessoas juntam-se ao nosso redor a ponto de nos incomodar; os recursos materiais nos chegam em tão grande quantidade, que mal podemos utilizá-los em sua totalidade. O mundo, então, se torna um lugar agradável de se viver.

A fé só tem realmente valor quando somos felizes. Se a praticamos mas não alcançamos a felicidade, é porque o motivo, infalivelmente, se encontra em nosso próprio espírito.

Meishu-Sama em 25 de maio de 1949

Extraído do Livro Alicerce do Paraíso Volume 3 – Página 25

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Felicidade


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Em todos os tempos, o ser humano aspirou à felicidade, primeiro e último objetivo do homem e meta de todo preparo, esforço e aperfeiçoamento. Mas quando poderão as criaturas consegui-la de fato? A maioria, não obstante ansiar pela felicidade, permanece vítima das desgraças e deixa este mundo antes de desfrutar a alegria de vê-la concretizada.

Será, então, a felicidade algo tão difícil de se conseguir? Devo dizer que não. (…)

Tudo se enquadra dentro da Lei de Causa e Efeito, e a felicidade não foge a essa lei. Descobrir sua causa será, pois, descobrir a chave do problema. A solução da incógnita está na compreensão do amor altruísta. Lutar pelo bem- estar do próximo é a condição essencial para nos tornarmos felizes. O mundo, entretanto, está repleto de pessoas que buscam a felicidade apenas para si, indiferentes à desgraça alheia.

É uma tolice almejar a felicidade semeando a infelicidade. É como a água de um recipiente: se a empurramos, ela volta; se a puxamos, ela se afasta. A necessidade da Religião reside nesse ponto. O amor pregado pelo cristianismo e a caridade búdica têm por propósito infundir a fraternidade no coração humano. Contudo, essa verdade tão simples é difícil de ser reconhecida pelo homem.

Deus, por meio de Seus representantes, criou as religiões, que por sua vez estabeleceram doutrinas, através das quais são indicadas as bases do viver. São as religiões que nos ensinam a existência de um Ser Invisível, para, com a mais pura intenção, conduzir-nos ao caminho da Fé. Não é pequeno o empenho requerido para salvar uma pessoa. A vida, realmente, não tem sentido para a maioria, que, não sendo ensinada a crer no invisível, parte para o Além indiferente aos ensinamentos, ludibriada e perdida nas trevas. Todavia, para os que souberem desfrutar da alegria de viver, extasiar-se com as verdades, conseguir vida longa e o meio de serem verdadeiramente felizes, o mundo será, sem dúvida, um paraíso digno de ser vivido.

Meishu-Sama em 1º de dezembro de 1948

Extraido do livro “ALICERCE DO PARAÍSO” – vol 3 – trechos

terça-feira, 14 de julho de 2015

O TRATAMENTO NATURAL

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O homem é a obra-prima da criação de Deus, não havendo nada que se lhe possa comparar. Segundo a Bíblia, ele foi feito à imagem de Deus, o que é uma verdade inegável. Sua estrutura mística é um mistério que jamais será desvendado pela Ciência. Quando muito, esta o conhece superficialmente ou em pequena parte; assim, é impossível afirmar se levará milhares de anos para desvendá-lo ou se nunca irá conseguir isso. Pensemos com calma. O funcionamento de vários órgãos do corpo, a sutileza da vontade-pensamento, a expressão dos estados de satisfação, ira, tristeza ou prazer, a extrema sensibilidade do tato a ponto de a pessoa sentir coceira quando é picada por uma pulga, a capacidade de exprimir todas as idéias através do código lingüístico e de distinguir o sabor dos alimentos, a misteriosa diferença na expressão fisionômica dos l,8 bilhões de habitantes do globo terrestre, cujos rostos, que não medem mais que um palmo, nunca são iguais, todos estes mistérios e maravilhas fazem-nos louvar o poder do Criador. Não há palavras principalmente para expressar a capacidade da procriação, da qual é dotado o homem, e o mistério que envolve o processo da formação de um ser humano. É óbvio, portanto, que a Ciência nunca poderá desvendar o mistério da vida, pois o homem não é criação sua, como os robôs.

Quando a pessoa adoece, logo se inicia, nela própria, uma grande atividade destinada a eliminar a doença. Dentro de seu organismo começa a ser fabricado o seu próprio remédio. É como se houvesse, no corpo humano, um grande laboratório farmacêutico e um professor em Medicina. Se o corpo é invadido pela impureza chamada doença, o médico que há no seu interior faz imediatamente o diagnóstico e ordena que o farmacêutico prepare o medicamento, iniciando logo o tratamento. Aparelhos e medicamentos, todos eles são ultra-eficazes, e a cura é maravilhosa. Se comemos algo nocivo, a farmácia existente dentro do corpo imediatamente produz um laxante para provocar a diarréia e eliminá-lo. Se entram no organismo bactérias nocivas, o tratamento asséptico baseado na febre entra em ação. Se ocorre uma intoxicação alimentar, produz-se uma reação na pele e, através de calor e coceira, procura-se neutralizá-la, a fim de que ela não atinja os órgãos internos. Dependendo da intoxicação, os rins entram em grande atividade, processando uma lavagem com líquido, o qual é eliminado na forma de urina. Quando se inspira uma grande quantidade de poeira, ela é eliminada na forma de escarros. E assim por diante. Realmente, o corpo humano é de uma infabilidade extraordinária.

Em geral, as doenças se curam naturalmente, à mercê da Natureza; entretanto, por desconhecimento deste princípio, as pessoas recorrem aos medicamentos e aos tratamentos através da Ciência, fazendo com que a doença se prolongue, pois são impostos sérios obstáculos ao processo de cura natural.

Mas será que com o tratamento natural a Medicina não perderá sua utilidade? Não é bem assim. Entre seus ramos, existem alguns que são muito úteis, como a bacteriologia, uma parte da higiene, a cirurgia no tempo de guerra, a odontologia, as clínicas de fraturas, etc.

1935

Retirado do livro ‘A Outra Face da Doença’.

A CAUSA DOS ACIDENTES




Tem crescido, ultimamente, o número de acidentes, a começar pelos de trânsito, e esse número tende a aumentar a cada ano, apesar dos esforços das autoridades competentes. O que se deve fazer, então? No momento, como a verdadeira causa dos acidentes é totalmente desconhecida, só nos resta prestar redobrada atenção para evitá-los.


Segundo interpretamos, os acidentes são motivados por problemas de sistema nervoso do homem moderno. Em outras palavras, eles ocorrem quando o sistema nervoso de quem dirige não trabalha de forma adequada. O menor atraso no procedimento a ser tomado num instante de perigo - seja ele o espaço da décima parte do segundo - pode tornar-se causa direta de um acidente, e não há outro recurso senão remediá-lo.

Neste aspecto, eu fico impressionado com a falta de agilidade dos jovens atuais. Muitos são mais lentos do que eu, que estou completando setenta anos. Várias atividades minhas realizadas em tempo normal eles dizem que são executadas rapidamente. Qual é, portanto, a causa da lentidão de reflexos do homem moderno? É que ele recorre aos remédios por qualquer coisa, e, além do mais, as bebidas que ele bebe contêm vários ingredientes químicos, como os conservantes; até mesmo os produtos agrícolas, devido à utilização de adubos e inseticidas, estão carregados de venenos, os quais, com o decorrer do tempo, vão se acumulando e gerando toxinas no organismo das pessoas.

Assim, poderíamos dizer que o homem atual está praticamente mergulhado em remédios; acrescente-se que, como a vida se torna cada vez mais agitada e complexa, ele sobrecarrega o seu cérebro, onde as toxinas se concentram e se solidificam. Em contrapartida, ocorre uma ação purificadora, fraca mas ininterrupta; por isso, normalmente as pessoas sentem-se como que atordoadas, a cabeça pesada, quente e doendo constantemente. Justifica-se, portanto, dizer que hoje em dia não há quem tenha a cabeça leve. Essa é a causa não só de desastres mas também de homicídios, tão noticiados nos jornais da atualidade.


16 de julho de 1952



Retirado do livro A Outra Face da Doença